terça-feira, 11 de março de 2008

Chaminé em Machico demolida

Foi com muita pena que tomei conhecimento no Sábado passado através do DN-Madeira da queda da Chaminé do antigo Engenho de Machico, daquele que foi o último vestígio da indústria açucareira naquele concelho. Património que mais uma vez se perde por incúria de promotores e do poder público que deveria selar pela conservação e preservação do Património arquitectónico edificado.

É pena!!...


Até quando vamos a continuar a assistir a estes atentados???...


Planeamento e Gestão do Território: Jardim Resolve?!!...

O DN-Madeira de Sexta-Feira da semana passada referia que "...Se é para aprovar um PDM, Jardim resolve. Se é para o suspender, Jardim também resolve. Se é para aprovar um plano da orla costeira, Jardim resolve. Se é para um debate público... esqueça. Passa a ser tudo resolvido na mesa do Conselho de Governo, na Quinta Vigia.

É este o novo cenário do ordenamento na Região. Assim que for aprovado o Sistema Regional de Gestão Territorial, os planos, regionais e municipais, que já dependiam em grande parte da secretaria regional do Equipamento Social, passam a ser totalmente controlados pelo Governo Regional. O que é o mesmo que dizer que está nas mãos de Alberto João Jardim.


A aprovação de planos sectoriais, de áreas como transportes, comunicações, energia e outros, constarão, apenas, de uma resolução do GR. Muitas matérias de ordenamento, que anteriormente deveriam passar pelo parlamento, arriscam-se a seguir, directamente, da Quinta Vigia para o Jornal Oficial..."


Sobre isto duas pequenas notas.


Uma para referir que depois Jardim queixa-se de que Lisboa é centralista. O homem que tanto se queixa do centralismo e que tanto critica o centralismo do Terreiro do Paço, vem agora instituir na Madeira o centralismo da Quinta Vigia!!!...


A segunda para constatar o silêncio de alguns Presidentes de Câmara que presumo calam o seu descontentamento e divergência com estas medidas, tentando não criar ondas negativas em vésperas de eleições autárquicas, para não prejudicarem as suas ambições políticas, agachando-se a esta visão redutora do Poder Local. Por outro lado assistimos a vinda a terreiro de outros Autarcas que na tentativa de ganharem a confianças já perdida junto do "capo" (no bom sentido!), a concordarem com estas propostas que penalizam e muito as populações que os elegeram. Simplesmente Vergonhoso!!!...


Por outro lado importa colocar a seguinte questão, a ver se alguém responde!!!...


E o que é que vai acontecer aos PDM's que já se encontram em fase avançada de revisão??!...


Vão parar a espera da Quinta Vigia??


Ou vão avançar para depois serem engavetados, para que a DROT faça os novos PDM's, respeitando as opções de AJJ, mandando para as urtigas as legitimas aspirações das populações dos diversos Concelhos??!...


Veremos!!!....

quinta-feira, 6 de março de 2008

CDS-PP quer rever acção social escolar

Deputados propõem alterações no programa 'Jovem em Formação' .

O grupo parlamentar do CDS-PP apresentou, esta manhã, duas propostas que deverão se debatidas, em breve, no parlamento regional.A primeira é um projecto de decreto legislativo que altera o programa 'Jovem em Formação' - anteriormente desigando Juventude e Trabalho - abrindo a possibilidade de estágios no sector privado.
O CDS-PP também entregou, na ALM, um projecto de resolução que recomenda ao Governo Regional a alteração da legislação que regulamenta a accção social escolar. O cálculo das capitações dos agregados familiares é uma das alterações sugeridas.

Madeira: Assembleia regional aprova protesto contra a TAP

A Assembleia Legislativa da Madeira aprovou hoje um voto de protesto contra a TAP, devido à extinção, a partir de Abril, das ligações entre a Madeira e várias capitais europeias, com escalas técnicas em Lisboa e Porto.
Esta decisão acarretará que o passageiro terá de pagar por duas vezes taxas de transporte, quando presentemente pagava apenas uma vez, dado que a viagem internacional passa a ser um novo voo.
O voto, apresentado pelo Grupo Parlamentar do CDS/PP-M, foi aprovado por unanimidade e teve, inclusivamente, a associação do presidente da Assembleia Legislativa, Miguel Mendonça, que alertou estar em causa não apenas «uma questão financeira, mas também a mobilidade».
«Mais uma vez - diz o voto de protesto do CDS/PP-M - a TAP esquece os seus compromissos para com a Região e lesa, claramente, os interesses dos madeirenses e portosantenses».
«A Assembleia Legislativa da Madeira, directa representante do povo da Região, protesta contra a decisão da TAP de acabar com as ligações directas entre a Madeira e várias capitais europeias e apela ao Governo da República para que intervenha, garantindo melhores serviços da TAP à Região autónoma», conclui o voto dos centristas.
O deputado do PSD-M, Jaime Filipe Ramos, manifestou-se, por isso, apreensivo em relação à liberalização do transporte aéreo na Madeira enquanto que Jaime Leandro do PS-M apelou a uma posição mais interventiva por parte do Governo Regional.
O PCP-M e o BE-M, por parte de Leonel Nunes e de Paulo Martins, consideraram também que o Governo Regional deveria ser mais agressivo na defesa das ligações aéreas entre a Região e o exterior.
«Ainda vão ter saudades da velhinha TAP», lembrou o deputado comunista.
Esta decisão da TAP foi hoje veiculada pelo Diário de Notícias do Funchal.

Frase da Semana

"Vivemos um péssimo momento em Portugal porque aquelas que deviam ser as principais estacas do regime estão assentes em terreno pantanoso."

Rita Marques Guedes, jurista, "Diário Económico", 06-03-2008

quarta-feira, 5 de março de 2008

Uribe quer Chávez no TPI por "financiar genocidas"

O Presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou ontem que vai interpor um processo no Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia contra o seu homólogo venezuelano, Hugo Chávez, por "patrocínio e financiamento de genocidas".

Foi a morte de Raúl Reyes às mãos dos militares colombianos que deu a Uribe as provas de que Chávez terá entregue 300 milhões de dólares à guerrilha, graças à apreensão dos seus computadores. Caracas negou esta informação, bem como o alegado compromisso de dar armas às FARC. "Não podemos permitir que país algum, que Governo algum, se solidarize e se converta em cúmplice dos terroristas", afirmou Uribe. "Uma coisa é a gestão humanitária que sempre agradecemos e outra é ser cúmplice e incorrer no crime de albergar e financiar genocidas", acrescentou.


Fonte: DN-Lisboa

Sondagem: Sistema partidário sem credibilidade

A maioria dos portugueses acredita que o actual sistema partidário “já deu o que tinha a dar”. Numa altura em que o director do Observatório de Segurança e Terrorismo, general Garcia Leandro, alerta para o perigo de “explosão social”, provocado por cidadãos indignados com a actual situação do País, uma sondagem do CM/Aximage demonstra que os portugueses consideram que o actual sistema partidário está em crise.

Questionado sobre o resultado desta sondagem, Garcia Leandro afirmou que este “confirma o que já disse”. “Tem que haver uma reforma dos partidos, e quando uma sondagem de uma empresa credível revela que os portugueses concordam é de os políticos pensarem nisso. Eles estão cá para servir o País.”


O resultado desta sondagem, segundo alguns dirigentes políticos, poderá reflectir o descontentamento social, provocado por medidas governamentais polémicas em áreas como a Saúde e a Educação. Esta é aliás a opinião do deputado do PSD Agostinho Branquinho: “[A sondagem] traduz o sentimento de descrédito e de revolta face à situação do País. Eu próprio já alertei para o perigo de uma explosão social no meu distrito (Porto). É um sentimento real mas culpar o sistema político é exagerado. É preciso mudar políticas, não o regime.”


Também o PS reconheceu o “descontentamento social com o funcionamento do sistema partidário” mas garantiu que “a vontade de mudança ainda não se sentiu”. “Já houve muitas tentativas de modificar o sistema partidário mas não tiveram qualquer sucesso. Essa insatisfação não produziu até agora qualquer modificação”, afirmou Vitalino Canas, porta-voz do PS.


“Não há democracia sem partidos. As pessoas acabam por mostrar descrédito pelo sistema partidário mas essa é uma forma de protesto contra as decisões políticas. Os partidos devem discutir propostas que interessem às pessoas." Diogo Feio, líder parlamentar do CDS-PP"


Esta sucessão de governos de negócios, de casinos, está em crise. Há um desgaste do PS e do PSD e os dois partidos estão condenados." Francisco Louçã, dirigente do BE.


SONDAGEM CM/AXIMAGE:


Recentemente o general Garcia Leandro declarou que o nosso actual sistema partidário está em crise, o que dito de outra maneira, é quase o mesmo que dizer que o nosso actual sistema partidário já "deu o que tinha a dar". Concorda com esta opinião?


Concordo: 62,6%


Não concordo: 24,6%


Nem concordo, nem discordo: 3,6%


Sem opinião: 9,2%


FICHA TÉCNICA


OBJECTIVO: Falência do Sistema Partidário.

UNIVERSO: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo ou telemóvel.

AMOSTRA: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, instrução e voto legislativo) polietápica e representativa do universo com 500 entrevistas efectivas (272 a mulheres).

PROPORCIONALIDADE: A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida com reequilibragem amostral Técnica Entrevista telefónica C.A.T.I (Computer Assisted Telephonic Interview.

TRABALHO DE CAMPO: Decorreu entre os dias 21 e 23 de Fevereiro de 2008 Taxa de Resposta 74,8%. Desvio padrão máximo de 0,022.

RESPONSABILIDADE do Estudo Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e João Queiroz.



Açores: Estatuto Político-Administrativo será aprovado na AR até Junho

O líder da bancada do PS no Parlamento açoriano manifestou-se convicto que a proposta de revisão de Estatuto Político-Administrativo dos Açores será aprovada pela Assembleia da República até Junho.

“Temos garantias políticas por parte da Assembleia da República que o Estatuto será aprovado, no máximo, até Junho”, adiantou aos jornalistas Francisco Coelho, que preside à subcomissão que está a acompanhar o processo de aprovação na Assembleia da República, que se reuniu em Ponta Delgada.


A Assembleia Regional aprovou, recentemente, uma proposta unânime de alteração profunda do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, na sequência da revisão de 2004 da Constituição Portuguesa, que reforçou os poderes legislativos das regiões autónomas. Recentemente, o líder do PSD/Açores defendeu a necessidade da Assembleia da República aprovar a proposta de revisão de Estatuto dos Açores até Abril ou Maio deste ano, alegando que a região vai a eleições seis meses depois.


“Se não estiver resolvido até Abril ou Maio, não haverá grandes condições para que seja aprovado em data posterior”, afirmou Carlos Costa Neves, na ocasião. Para o líder parlamentar socialista, há o máximo interesse para que o Estatuto, que inclui uma norma de limitação de mandatos, seja aprovado em “tempo útil” para vigorar ainda nesta legislatura, antes das próximas eleições para a Assembleia Regional.


“Todas as informações que temos e todas as garantias políticas vão no sentido” de que as eleições regionais de Outubro já vão decorrer com o Estatuto Político-Administrativo aprovado, disse Francisco Coelho.


O dirigente socialista recordou que a proposta do Parlamento açoriano, aprovada por unanimidade, foi entregue em Novembro na Assembleia da República e, por isso, não há razões de tempo ou políticas para que o processo “seja empatado”.


A asneirada semanal!!!...

"Quem quer ter ilhas no Atlântico tem que pagá-las. Os madeirenses e porto-santenses se têm custos de insularidade, tem de ser o todo nacional a pagar".

Jaime Ramos



Líder Parlamentar do PSD na ALM



Vindo desta figurinha, não era de esperar melhor!....

É por estas e por outras que a política nesta terra é um autentico nojo. Todos os dias saem frases destas da Assembleia, o que obriga a qualquer madeirense a questionar-se para que pagar tão elevados ordenados para estes senhores dizerem o que dizem.

Ainda mandam vir um circo nos finais de cada ano, quando temos um o ano inteiro!!!...

Não sei para que?!!...

Que pouca vergonha!!!...

Se eu fosse militante do PSD, teria de certeza nestas ocasiões muita vergonha daquele que naquela casa é o representante máximo desse Partido.

De facto estamos perante um ex-vendedor de sanitas!!!...

Nem mais!!!....


Que fique claro que defendo a continuidade territórial e claro a responsabilização do Estado em matérias em que a igualdade de oportunidades seja posta em causa devido a nossa insularidade.


Nada de confusões!....


Só que com este tipo de discurso, não obrigado!...



«'Res-pública' passa a 'Primado da lei' »??!...

Mudou de nome porque tinha que ser. Mas continua a ser tal como o referi na altura uma palhaçada.

Lembro que na altura que surgiu essa tal "Res-pública, referi que era uma autentica palhaçada, porque tal como outros por aí o dizeram, estes senhores não são detentores, nem donos das consciências de cada um de nós. Não representam senão os seus próprios Partidos e por muito que o neguem, esta clara a conotação política da iniciativa associativa.


Essa mania, inquisitiva e ridícula de se apresentarem como os "ícones" duma moral perdida, salvadora desta terra é do mais absurdo que já vi e deverá ser caso único na história política deste País e desta terra.


Por muita "net" que metam nessa coisa não vai ter grande sucesso e aposto que em menos de um ano desaparece, como julgo irão desaparecer mais dia menos dias (uns mais rápido do que outros), do espectro político regional, os lideres deste projecto político.


Fonte da notícia: DN-Madeira

terça-feira, 4 de março de 2008

Este blog vai mudar!...

Até dia 20 deste mês, altura em que o "Cortar (d)a Direita" faz um ano de vida, vamos fazer grandes mudanças neste blog.
Acho necessidade de mudar algumas coisas, pelo que até lá serão feitas alterações significativas no Blog.
Por isso:
Este blog vai mudar!....

domingo, 2 de março de 2008

Detalhes de ética política

O que conta cada vez mais não é a substância, mas a forma, não é a consistência mas a estatística

1. Nos interstícios dos factos políticos, às vezes sugeridos ou alimentados pela "arte"do Governo, outros assuntos de importância para as pessoas passam ao lado ou são apenas perceptíveis em "detalhes". Seleccionei três que revelam que o que conta cada vez mais não é a substância, mas a forma, não é a consistência, mas a estatística, não é a verdade técnica, mas a mentira política.2. O primeiro tem a ver com a nova incidência do IVA sobre a contribuição para o audiovisual a pagar na factura da electricidade. Ao tentar justificar esta medida, o ministro Santos Silva disse candidamente que tal "resulta da lei"... Lei que estabelece que estão sujeitas a IVA as transmissões de bens e as prestações de serviços efectuadas a título oneroso. Alguém, com boa-fé, acha que a contribuição obrigatória para o audiovisual (taxa obrigatória na factura de electricidade, independentemente de o seu titular possuir aparelho de rádio ou de televisão) é "uma transmissão de um bem ou uma prestação de serviço"? Trata-se de uma nova e insólita carga tributária, ao arrepio de todas as normas de bom senso e razoabilidade fiscais. Dir-se-á que o que está em causa não merece muita atenção, pois apenas se trata de lançar o IVA a 5% sobre a referida taxa, o que, embora no total vá render ao Estado mais de seis milhões de euros, implica apenas mais 9 cêntimos por mês para os consumidores de energia. Uma insignificância para o Governo que, ao mesmo tempo, considera 68 cêntimos de acréscimo das pensões um significante aumento. Mas a questão é de princípio. É um espelho de como o Estado trata os contribuintes. Numa qualquer alínea perdida num mar de remissões da lei orçamental, à socapa, o Governo lança mão de uma nova e original forma de onerar as pessoas: lança um imposto sobre uma taxa. Original, sem dúvida, ilegítimo, por certo. O Tribunal Constitucional concorda? E o que pensa o provedor de Justiça?
3. Noutro âmbito, o Governo pôs de lado o regime complementar de pensões que resultaria de um tecto contributivo e, em aparente compensação, anunciou os certificados de reforma, uma espécie de PPR do Estado. Está no seu direito. Agora não pode é passar para a opinião pública a ilusão de que se trata de um alternativo e ousado regime complementar. Os trabalhadores continuarão a descontar para a Segurança Social sobre a totalidade do seu salário e o Governo concede-lhes "magnanimamente" a possibilidade suplementar (e não complementar) de aplicarem mais 2% a 6% do salário num PPR do Estado. Passando o Estado a operar no mercado, seria expectável haver regras de sã concorrência com os produtos similares de aforro. Quem fizer no Estado um segundo PPR, tem um desconto no IRS, mas se esse segundo produto for feito no mercado já não o tem. Aliás, este incentivo vai beneficiar, mais uma vez, quem tem forte capacidade de poupança. Não se imagina um trabalhador com um salário mediano a aumentar o seu desconto para além dos 11% que hoje já a Segurança Social lhe leva. E como os benefícios fiscais não são gratuitos, a restrita minoria que deles vier a beneficiar será financiada pela esmagadora maioria dos que não o podem fazer.E qual a entidade que vai supervisionar estes "novos PPR", ou será que o Estado, para si, dispensa tal prática prudencial? E vão sujeitar-se às mesmas exigências dos outros PPR e Fundos de Pensões, no que se refere a margens prudenciais de solvência, de garantia e de limites materiais de composição da carteira dos activos financeiros que suportam aqueles produtos? Ou serão esses activos meras "sucursais" da dívida pública? E quem vai suportar na totalidade as cargas de gestão, venda e resgate: os subscritores ou os contribuintes da Segurança Social? E como pode o Governo anunciar, com ligeireza, risco zero (induzindo erradamente as pessoas), quando vai ter que investir em activos de mercado? Não é o executivo que acaba de adoptar uma cínica via de morte lenta e de alteração de legítimas expectativas dos detentores de certificados de aforro, o mesmo que se diz às pessoas para adquirirem certificados de reforma... "sem risco"?
4. Mais um auto-elogio do Governo a propósito da diminuição da taxa de pobreza de 20% para 18%. O primeiro-ministro e o MSST apressaram-se a dizer quanto esta diminuição era fruto das medidas sociais do executivo, como a elevação do salário mínimo e "algumas medidas de natureza fiscal do executivo" (sic!!!). José Sócrates entusiasmou-se mesmo com o "efeito fundamental" (sic) do complemento solidário para idosos, criado em 2006, para 300.000 pessoas, mas que só abrange restritivamente 60.000. Aquela melhoria revelada pelo inquérito do INE realizado em 2006 teve por base, como sempre, o rendimento das famílias inquiridas no ano anterior. Ou seja: na verdade, a taxa de pobreza desceu de 20%, em 2003, para 18%, em 2005... e não em 2006, como Sócrates proclamou! 5. Eis três exemplos de como hoje se governa. Com malabarismos, usando e abusando da natural ignorância das pessoas em certas matérias, aproveitando a impreparação de parte significativa da comunicação social. Sobranceiramente, acham que vale tudo.
Bagão Félix - Público

Eleições na ordem dos Arquitectos

É com muita pena que tive conhecimento da derrota do meu Professor, nas eleições para a Ordem dos Arquitectos.

O Arquitecto Manuel Vicente teria dado um excelente Bastonário e a arquitectura neste País muito teria a ganhar com este homem a frente dos destinos da Ordem.


Paciência em democracia é assim!!!...


Sobre este grande arquitecto podemos referir:


Os trabalhos de Manuel Vicente encontram-se em Goa, Macau, Lisboa e Madeira. As suas obras construídas em Macau são um eloquente exemplo do desenvolvimento urbano daquela cidade nos últimos quarenta anos e integram encomendas públicas e privadas, que se distribuem por um leque alargado de programas de arquitectura, desenho urbano e planeamento urbano e regional. Manuel Vicente obteve um Master Degree na University of Pennsylvania (1969) (Louis Khan Class). Foi professor na Universidade de Hong Kong entre 1977 e 1987 onde é, desde então, Professor Honorário. Nos anos 90, foi conferencista convidado em universidades na Índia, Japão, Hong Kong, EUA, Canadá e Huelva (Espanha). Desde 2000, reside em Lisboa e reparte a sua actividade entre os gabinetes de Macau e Lisboa. Ensina em Lisboa, no Instituto Superior Técnico e na Universidade Autónoma. Foi distinguido com inúmeros prémios, tanto nacionais como Internacionais, designadamente uma segunda medalha de ouro no Prémio ARCASIA em 2006. Foi eleito vice-presidente da Ordem dos Arquitectos nos mandatos 2001/2004 e 2005/2007.


A avaliação dos professores

Como se pode avaliar professores, quando o Estado sistematicamente os "deseducou" durante 30 anos? Como se pode avaliar professores, quando o ethos do "sistema de ensino" foi durante 30 anos conservar e fazer progredir na escola qualquer aluno que lá entrasse? Como se pode avaliar professores, se a ortodoxia pedagógica durante 30 anos lhes tirou pouco a pouco a mais leve sombra de autoridade e prestígio? Como se pode avaliar professores, se a disciplina e a hierarquia se dissolveram? Como se pode avaliar professores, se ninguém se entende sobre o que devem ser os curricula e os programas? Como se pode avaliar professores se a própria sociedade não tem um modelo do "homem" ou da "mulher" que se deve "formar" ou "instruir"?Sobretudo, como se pode avaliar professores, se o "bom professor" muda necessariamente em cada época e cada cultura? O ensino de Eton ou de Harrow (grego, latim, desporto e obediência) chegou para fundar o Império Britânico e para governar a Inglaterra e o mundo. Em França, o ensino público, universal e obrigatório (grego, latim e o culto patriótico da língua, da literatura e da história) chegou para unificar, republicanizar e secularizar o país. Mas quem é, ao certo, essa criatura democrática, "aberta", tolerante, saudável, "qualificada", competitiva e sexualmente livre que se pretende (ou não se pretende?) agora produzir? E precisamente de que maneira se consegue produzir esse monstro? Por que método? Com que meios? Para que fins? A isso o Estado não responde.
O exercício que em Portugal por estúpida ironia se chama "reformas do ensino" leva sempre ao mesmo resultado: à progressão geométrica da perplexidade e da ignorância. E não custa compreender porquê. Desde os primeiros dias do regime (de facto, desde o "marcelismo") que o Estado proclamou e garantiu uma patente falsidade: que a "educação" era a base e o motor do desenvolvimento e da igualdade (ou, se quiserem, da promoção social). Não é. Como se provou pelo interminável desastre que veio a seguir. Mas nem essa melancólica realidade demoveu cada novo governo de mexer e remexer no "sistema", sem uma ideia clara ou um propósito fixo, imitando isto ou imitando aquilo, como se "aperfeiçoar" a mentira a tornasse verdade. Basta olhar para o "esquema" da avaliação de professores para perceber em que extremos de arbítrio, de injustiça e de intriga irá inevitavelmente acabar, se por pura loucura o aprovarem. Mas loucura não falta.

Vasco Pulido Valente - Público

Venezuela: Hugo Chavez retira representação diplomática da Colômbia e coloca tanques na fronteira

O Presidente venezuelano Hugo Chavez ordenou hoje o regresso a Caracas de toda a representação diplomática da Venezuela na Colômbia e ordenou ao ministro da Defesa a colocação de tanques na zona de fronteira com o país vizinho em retaliação por aquilo que considera ser uma violação da integridade territorial do Equador por patte do Governo Colombiano. Ontem as forças armadas colombianas mataram o número dois das FARC, Raul Reyes, numa operação aérea na fronteira equatoriana."Ordeno a retirada imediata de todo o nosso pessoal da embaixada em Bogotá. Que se feche a embaixada", declarou Chavezdando assim instruções directas ao ministro da Defesa Gustavo Rangel Briceno que envie para a zona de fronteira com a Colômbia "dez batalhões"."Ordeno que a aviação militar se coloque. Não queremos a guerra mas não vamos permitir ao império nem ao seu cachorro que nos enfraqueça", adiantou Chavez, referindo-se aos Estados Unidos e ao Presidente colombiano Álvaro Uribe.Chavez advertiu ainda que uma operação militar colombiana em território ou espaço aéreo venezuelano, como a que aconteceu ontem no Equador, constitui uma "causa de guerra".O conflito entre Uribe e Chavez intensificou-se depois do Presidente colombaino ter recusado a oferta de Chavez para mediar as conversações com as FARC, em Novembro passado, invocando ingerência nos assuntos nacionais colombianos.

Fonte: Público

Nova lei que dispensa licença nas obras em casa em vigor a partir de amanhã

As obras em casa não precisam de licença camarária a partir de segunda-feira e quem assinar os projectos pode ficar até quatro anos sem exercer se violar as regras urbanísticas, segundo a nova legislação.O novo Regime Jurídico da Urbanização e Edificação reduz o controlo administrativo dos licenciamentos, mas reforça a responsabilidade dos promotores e técnicos responsáveis pelos projectos e o peso das multas, que podem ir até aos 450 mil euros."Há uma total mudança de paradigma. Passa-se de um clima de desconfiança e de um sistema burocrático responsável pela má construção e por atrasos enormes em projectos importantes para um sistema de controlo diferente", disse o secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita.O governante destacou ainda a utilização das novas tecnologias e a criação de um gestor de procedimento, responsável por todas as fases da obra e por assegurar o cumprimento dos prazos. "Agora há a possibilidade de apresentação de projectos por via electrónica e há um gestor de procedimento, que é a pessoa responsável a quem deve recorrer o promotor do projecto. Antigamente sabíamos que o projecto estava na câmara, mas não se sabia bem em que fase", esclareceu.A nova legislação dispensa de licença, por exemplo, as obras em casa desde que não alterem a estrutura do edifício, a cércea ou os telhados. Já os trabalhos de preservação de fachadas de prédio ou a construção de piscinas em moradias precisam apenas de uma comunicação à autarquia."Estes princípios - simplificar, descentralizar e usar as novas tecnologias - vão ser referência para a reforma do licenciamento industrial, que entrará em discussão pública em Março, e para a reforma do licenciamento agro-pecuário", afirmou o secretário de Estado.Vistorias com novas regrasTambém há mudanças nas vistorias das autarquias às obras. Até agora, as licenças de utilização das casas implicavam uma vistoria da Câmara, que passa apenas a ser necessária nos casos em que o técnico da obra não assume um termo de responsabilidade. Nessas situações, as autarquias passam a ter também um prazo máximo de 20 dias para a fiscalização. Se o município não enviar os técnicos a tempo o projecto fica automaticamente aprovado.Dependentes de licença ficam as obras de reconstrução, ampliação ou demolição de edifícios que façam parte do património, o mesmo acontecendo com os prédios situados em zonas históricas ou protegidas, que merecem uma maior atenção e vigilância por parte das câmaras municipais. Todas as obras de alteração das fachadas dos prédios e operações de loteamento são igualmente obrigadas a licença camarária, assim como as obras de urbanização em terrenos que não são abrangidas por loteamentos.Nos casos em que a obra obriga a consulta da Administração Central - por estar em zona de Reserva Ecológica, perto de um leito de rio ou de um monumento classificado - esse pedido de parecer ocorre ao mesmo tempo em todos os organismos. "Antes os processos andavam de entidade para entidade para parecer. Agora a consulta faz-se ao mesmo tempo, sendo coordenada pela respectiva Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). Em caso de divergência de pareceres é à CCDR que cabe concertar a posição do Estado", explicou Eduardo Cabrita.Para que tudo funcione via electrónica o Governo está preparar uma plataforma informática para facilitar a relação entre municípios, CCDR's e os restantes serviços da administração central. "Algumas autarquias já têm sistemas informáticos que funcionam muito bem, outras estão a adaptar-se e a plataforma informática vai melhorar a relação das autarquias com os serviços do Estado", sublinhou, sem revelar o custo do investimento feito.Eduardo Cabrita explicou ainda que nas áreas onde o cartão do cidadão já funciona em pleno a via electrónica pode ser usada para viabilizar projectos. "Vamos avançar mais rapidamente com os cartões do cidadão nos casos de autarcas e projectistas a até ao Verão será estendido a todo o país".

Fonte: Público

sábado, 1 de março de 2008

Quem diria!!!...

O ex-candidato a Presidente da República e dirigente do PCTP-MRPP, Garcia Pereira, vai defender Paulo Portas no processo judicial contra o ministro da Agricultura, Jaime Silva. O anúncio foi feito ontem pelo próprio líder do CDS-PP, que elogiou a combatividade do advogado, apesar das “diferenças ideológicas”.

Temos um Primeiro Ministro que é um verdadeiro nojo!...

Fica aqui a cronologia do debate entre o Deputado Paulo Portas e o Primeiro Ministro José Sócrates:

10h56 Paulo Portas foca-se primeiro nas medidas agro-ambientais e introduz depois no debate a polémica que ocoreu esta semana com Jaime Silva. «O ministro da Agricultura insinuou que dois ministros do CDS tinham defraudado a lei no caso Portucale», diz depois acrescentando que Nobre Guedes foi ilibado e Telmo Correia não passou de testemunha. Acusa Jaime Silva de difamar adversários e critica o silêncio de Sócrates sobre essa situação.
10h59 O primeiro-ministro repete que o Governo já pagou 80% das medidas agro-ambientais e que pagará o restante até ao fim de Maio. «Não há caloteiros e conversa de taberna costuma ser utilizada pelo senhor deputado».
11h01 «Eu usei a expressão política de calote, não usei a palavra caloteiro», dispara Paulo Portas. E diz que o primeiro-ministro tinha prometido pagar até Março. O deputado diz ainda que Sócrates usa o medo como política. «Quem recorre à brigada da calúnia é responsável pela crispação que existe em Portugal». Diz depois: «Ao não desmarcar-se das afirmações de Jaime Silva, ficamos a saber de onde vêm as afirmações».
11h05 Jaime Gama pede a Paulo Portas para terminar a intervenção por ter excedido o tempo.
11h05 Sócrates diz: «Pensei que ia anunciar que me ia pôr um processo» e diz que também Paulo Portas o caluniou na sua intervenção. Afirma de seguida que «este Governo é honesto». Diz que queria pagar aos agricultores até Dezembro, mas «não foi possível», salientando que pagou 80% e pagará o restante até Março, sendo que o prazo só termina em Junho. Sobre o medo diz que ainda pensou que o deputado fosse anunciar algo contra ele, acusando-o de fazer insinuações.
11h10 Paulo Portas pede a Jaime Gama para entregar o diário das sessões de Ferro Rodrigues e outros líderes do PS a usarem a expressão calote.

Fonte: SOL

A resposta de Paulo Portas ao irresponsável Jaime Silva

O caso do Desenhador da Câmara Municipal da Ribeira Brava

Esta semana li no DN-Madeira, quer a acusação, quer a defesa do mais recente caso levantado pelo Vereador do PS, Rui Caetano, na Ribeira Brava.

Embora conheça pouco o desenhador em causa, que se calhar conheço tanto como o vereador em questão, apetece-me questionar o seguinte, não pondo em causa a veracidade das acusações, nem a inocência de ninguém, que até condenado em Tribunal tem direito a presunção de inocência.


Segundo li no DN-Madeira, o vereador disse: «"existe negócio ali dentro" que é susceptível de vir a ser investigado pelo MP. E explica o porquê desta afirmação: "É um serviço particular, feito com material da Câmara, na própria Câmara e, pior, é ter um funcionário a encaminhar os serviços particulares para dentro" da autarquia.»


Antes refere o seguinte: «Na base da sua acção, estão várias denúncias feitas ao próprio autarca por munícipes ribeira-bravenses que na tentativa de procurarem obter informações junto dos serviços sobre a realização de novos projectos, os munícipes "são encaminhados com grande insistência para o desenhador da Câmara, que ele próprio, fora do horário de trabalho, naturalmente, fará o projecto, ao preço mais baixo do mercado", denuncia.»


A primeira duvida que me surge é simples é dentro ou fora da Câmara que o desenhador faz os tais "projectos"? E se os tais "trabalhinhos" são feitos no horário em que esta na Autarquia?


Parece-me haver alguma contradição nestas duas frases!!!...


Depois e segundo o mesmo jornal é referido o seguinte: «Caetano revelou ainda que o processo decorre com maior celeridade, se, os cidadãos efectuarem o projecto conforme a indicação dada. "É mais fácil e as coisas até se passam com mais rapidez", garante.»


Não querendo por em causa a veracidade disto, como é que o senhor Vereador vai fazer prova disto? Era muito interessante saber como se prova isto, num Tribunal? Isto não é uma espécie de diz que disse?!!...


Existem escutas?


Para finalizar o DN-Madeira refere o seguinte: «O autarca disse desconhecer o enquadramento jurídico, não sabendo igualmente se existe qualquer autorização por parte dos superiores hierárquicos para que esta situação se verifique. "Não sei se chamo a isto corrupção, talvez não seja, mas é pelo menos ilegal, bastante ilegal", assegura.»


Fiquei no fim muito intrigado com as afirmações que o Vereador em questão faz, porque faz uma acusação muito grave e muito convicto, não se sabendo exactamente do que, deixando no ar a duvida de que se calhar não saberia se estava perante um crime, uma ilegalidade ou outra coisa qualquer. Só achou ser suspeito e portanto deve ser investigado. Legitimo? Correcto? Não sei!!!...


Sei que demonstra insegurança e desconhecimento claro da Lei, que deveria conhecer antes de formular uma acusação destas.


Primeiro é necessário saber se o desenhador esta ou não autorizado pela Autarquia, a acumular funções, que é previsto na Lei. E pelo que li na resposta do desenhador ao DN-Madeira, parece que a tem.


Por outro lado, espero que o Vereador Caetano tenha fotografias e testemunhos de funcionários da CMRB, que comprovem que o Desenhador utilizou ilegitimamente equipamento e material da Autarquia na elaboração de trabalhos de desenho que supostamente fez em pleno horário de serviço ou então de outras provas irrefutáveis do que diz. É o mínimo que se espera de quem faz uma acusação tão grave como esta, que tenha provas claras.


Porque uma acusação destas, se não é provada, em primeiro lugar só prejudica de forma gravosa o funcionário da Autarquia que a luz da nossa legislação tem todo o direito a ter trabalho e a efectua-lo fora do seu serviço. Não é ilegal nem é censurável moralmente, porque em principio esta actividade não colide com o seu dever de isenção e porque a partida também não deverá ter interferência no processo em virtude do mesmo não emitir a partida nenhum parecer sobre um trabalho em que tenha eventualmente participado.


Trabalhar é honesto e não deve envergonhar ninguém!!!...


Espero que esta acusação grave que o Vereador do Partido Socialista faz, não tenha fins políticos, de tentar atingir outras pessoas nomeadamente políticos, indo de certa forma por baixo. Numa tentativa desesperada de arranjar algo que justifique este discurso da "corrupção", que tarda em ter resultados práticos. Espero sinceramente que não!


Porque se sé provar que o Vereador caluniou e difamou este Desenhador, para atingir fins políticos, deverá nesse mesmo dia ser o primeiro a renunciar a todos os cargos políticos que assumiu, porque ao praticar hipoteticamente esses crimes, também deixa de ter legitimidade para continuar, porque de acusador também facilmente se passa a criminoso. Espero sinceramente que o Dr. Rui Caetano saiba o que esta a fazer. Isto é na verdade muito grave!...


E já agora, fica-me a duvida!...


O prof. Rui Caetano alguma vez tirou alguma fotocópia do seu BI, nos serviços da Escola onde trabalha ou outro documento pessoal, quando de facto urgentemente precisou?


Estou curioso!!!...