terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A JSD-M e novamente a questão dos Passes dos Estudantes

Li hoje no Jornal da Madeira que a JSD-M, através da sua Líder, veio recordar a introdução de melhorias para os que não tinham apoio social, no transporte para os estabelecimentos de ensino na Região.

Atrevo-me a dizer que esta conferência de imprensa quase que seria uma tentativa de responder as questões que no fim da semana passada aqui coloquei sobre este assunto.


Só que ao contrario do que eventualmente possa pensar a Dra. Vânia Jesus, a sua conferência de imprensa demonstra que afinal eu tinha razão. A JSD-M, não tem a mesma coragem, nem trata por igual os Estudantes Madeirenses, porque quando toca a defender os que estão lá fora (Continente e Açores), há da parte destes uma pressão mais forte para se tentar resolver o problema dos transportes aéreos (não olhando aos meios financeiros envolvidos), porque quem pagaria, não seria o seu Governo Regional, que como nós todos sabemos é PSD.


Mas quando se trata, dos jovens estudantes que estudam cá na Região, aí a pressão a colocar tem de ser mais "reduzida", para não incomodar o seu Governo!...


Por isso, mantenho o que disse e até reforço!... A JSD-M, discrimina os Estudantes Madeirenses!...


Por isso, por muito que tentem, as medidas actualmente em vigor em pouco ou quase nada resolveram os problemas dos Jovens Estudantes na Região e por muito que tentem, não é possível esconder que tais medidas não passam de mera cosmética, para calar a "boca do Povo", mas não calam!...


Lembrem-se que quando a liberalização aérea chegou, os preços das viagens aéreas eram extremamente elevados e que os actuais preços representam uma redução substancial nos valores anteriormente praticados, não significando isso, que os valores e o sistema actual sirva os interesses dos Estudantes deslocados!...


Pelo que não venham com a conversa das reduções de 40% ou de 50% para justificarem o injustificável!... Muito ainda há a fazer, muito ainda tem de baixar, porque os preços e o sistema em vigor, tal como nas viagens aéreas não servem os interesses dos Jovens Estudantes Madeirenses!...


Em abono da verdade, estas situações tem passado ao lado de todas as estruturas políticas de juventude nesta terra, pelo que a critica deve ser também dirigida a todas.


Façam mais!...


É para isso que existem!....


Pressionem mais!...

Mais umas palavrinhas ao Miguel!...

Caro Miguel,

Importa tendo em conta que é saudável uma discussão de pontos de vista entre pessoas que apreciam a liberdade e a democracia, esclarecer questões que possam por em causa um civilizado e continuo debate de ideias.


O Miguel pensou mal, quando achou que tive a intenção de envolver na discussão que temos vindo a ter "sentimentos e questões fisiológicas" (?), que muito sinceramente não sei onde as foi buscar!...


Quanto a questão do Miguel ser "socrático" ou não, é a partida algo que é assumido quando nos seus contínuos "post", o Miguel separa a "malta" entre os "anti-socráticos" e os "socráticos", pelo menos é a interpretação que dou!... Assim sendo logicamente tenho de partir do principio que estou a lidar com um socrático e que eu (um não socialista) sou um anti-socrático, certo?!...


Colocando de parte os "socratismos" logicamente que nunca quis questionar a sua "alma" socialista, isso nem me passou pela cabeça!...


Mas tenha calma Miguel!...


Tal como não duvido do seu socialismo, também não faça confusões sobre a minha postura política dentro do CDS. Sempre fui (e aqui sou muito coerente, sem que isso signifique "imobilismo"!) "portista", no sentido de que julgo e sempre julguei, que Paulo Portas é o homem que melhor esta preparado no CDS para governar Portugal.


Quanto ao meu apoio pontual ao Dr. Ribeiro e Castro, se acompanhou o meu blog por esses tempos poderá verificar que este foi o único candidato que nesse momento mereceu o apoio não só meu mas de muitos outros "portistas", por ser o único que tinha nessa altura um projecto político na defesa dos interesses dos Portugueses e do próprio CDS. Não me arrependo e se hoje se repetisse tal situação, o meu apoio seria o mesmo.


Não sou "portista" cego, nunca apoiaria ninguém lá porque tenha sido indicado por Portas, pelo simples facto de ser ele a apoia-lo, não o faria!... E foi isso que aconteceu em relação ao Telmo, que julgo no momento em que foi a votos com Ribeiro e Castro, não estaria tão disponível para o Partido como parecia!...


Uma coisa garanto-lhe (e vai ver isso se calhar em breve!), sou sim um democrata-cristão e não um seguidista incondicional de ninguém. Posso não trazer para fora do Partido o que penso da vida interna e das opções tomadas, mas não deixo de ser critico com quem tenho de o ser, nos locais próprios, quando tem de ser. São formas de estar na vida!... Respeito a sua!...


Ahh!... Esteja descansado que o que escrevo por cá, não tem nada a ver com a proximidade eleitoral prevista para 2009, porque Roberto Rodrigues, a partida não será candidato em nenhuma eleição!...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ahhh!... Esta a blogoesfera anti-sócrates viu!



Para os recém convertidos ao "socratismo", fica aqui um vídeo interessante do tempo em que o Eng. José Sócrates estava na oposição.

Um pérola da COERÊNCIA!...

Retirado deste blog.

Quem quiser fazer de conta?!!...

O bloguista Miguel Fonseca, convertido recentemente ao "socratismo" e se calhar ao "gouveismo", ficou pelos vistos muito irritado por ver um democrata-cristão e um "portista" (de clube e de partido) ferrenho, fazer as referências que eu fiz ao Mário Crespo (talvez um social democrata "cavaquista" e "jardinista", que sinceramente não sei se o é!), relativamente a um artigo de opinião, que considero muito bem feito tendo em conta a forma como este evidenciou as marcas da governação "socrática" deste PS!...

Indiferentemente se o homem é ou não social-democrata, crente "cavaquista" ou "jardinista", o que para mim importa é que o texto em questão é um excelente retrato da governação de José Sócrates, gostem ou não!...


Garanto-lhe Miguel, que se o artigo fosse feito por um comuna ou um bloquista teria o mesmo tratamento!...


E mais, se o bloguista Miguel escrevesse um texto semelhante sobre a governação social-democrata também aqui teria o mesmo destaque, como já teve no tempo em que os seus alvos eram JCG e o PS-M!...


Aqui são todos tratados da mesma forma!...



Um grande artigo de opinião que deve ser lido por TODOS!...

De facto ninguém até hoje soube colocar e retratar tudo aquilo que envolve e caracteriza este Governo da República como agora o Mário Crespo o colocou. O artigo de opinião por ele assinado hoje no Jornal de Notícias é de tirar o chapéu!...

É um texto que não deve passar ao lado e deve ser lido por TODOS os Portugueses.


Fica aqui o excelente texto intitulado "Está bem... Façamos de Conta"


«Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.»

É melhor não dar importância ao que não se deve!...

Recebi a pouco um "e-mail", a solicitar-me uma posição clara minha e do meu Partido sobre as declarações "xenófobas", do Dr. Alberto João Jardim, que na passada semana referiu que é tempo de «dar prioridade ao emprego às pessoas da nossa terra que dele carecem. Nós já não estamos no pico de obras do ano 2000 em que foi preciso importar bastante mão-de-obra, agora trata-se de dar resposta à mão-de-obra madeirense».

Sobre isto não quis pronunciar-me porque entendo que há intervenções políticas que não devem ser comentadas para não lhes dar a visibilidade que os seus autores querem que lhes seja dada. Por uma simples razão. São autênticos disparates, loucuras sem sentido, que só prejudicam ao nosso Povo e que de forma alguma espelham o pensamento da grande maioria dos Madeirenses, que neste caso concreto, são familiares de muitos emigrantes madeirenses ou então eles próprios já o foram.


Eu como filho de um ex-emigrante, como é evidente discordo desta frase, não faz qualquer sentido, sendo que também entendo não fazer sentido fazer grande alarido com frases que não representam nada!...


Dar eco destas loucuras é dar importância ao que não se deve e que só serve para distrair as pessoas sobre os reais problemas da nossa terra, que como se sabe passa por momentos terríveis com o desemprego a subir todos os dias e os ordenados em atraso, a por em causa o sacrifício de anos de muitas famílias de ter uma habitação própria.


É sobre isto que AJJ não quer que se fale é sobre isto que ele "joga" areia todos os dias, na tentativa clara de esconder a crise que faz com que muitos Madeirenses ponderem novamente emigrar, quando aos olhos de qualquer um é possível ver a falência do modelo social-democrata que governa a Madeira.


Por isso não contem comigo para fazer alarido com estas coisas!... Isso é com a malta da esquerda!...


Sobre o que pensa o CDS/PP, essa pergunta devem faze-la directamente ao Partido, visto que este blog é pessoal e intransmissível e não responde pelos outros!...




"O TERRÍVEL ERRO ESTRATÉGICO"

O sr. primeiro-ministro tem uma qualidade que até os adversários lhe reconhecem: sabe de política. Por isso é tão triste vê-lo cometer um erro grave que nos custará muito caro: a aposta nas obras públicas para enfrentar a crise.
O Governo dirá com razão que essa não é a prioridade, pois nem vem mencionada na Iniciativa para o Investimento e o Emprego. Mas, como sabe bem, a questão é política, não técnica. O Executivo permitiu a colagem desses grandes projectos à sua imagem. Aliás o primeiro-ministro não se cansa de repetir que "o Estado está a reforçar o investimento público, porque sabe que o combate à crise passa por aqui, que há muitas pessoas e empresas cuja actividade depende deste investimento" (Lusa, 31 de Janeiro).
Mas não será uma boa ideia? Afinal, em plena derrocada financeira, os governos de múltiplos países enveredam por essa via. Qual é o mal de avançar com o TGV, aeroporto de Lisboa, auto-estradas, barragens, etc.?
O erro é muito grave por três razões diferentes. A primeira é política: transforma Sócrates num anti-Guterres. O Governo do PS dos anos 90 apresentou-se ao eleitorado com uma crítica aberta ao "betão" do período cavaquista. A alegada obsessão do PSD com as estradas e infra-estruturas era uma tolice que não servia as pessoas; os socialistas governariam com objectivos mais humanos. Hoje vive-se a inversão de papéis e retóricas, com PS e PSD a atacar o que então defendiam. Esta situação afecta muito mais o Governo que a oposição, com Sócrates a sofrer as críticas que ele e os correligionários usaram há 15 anos.
A segunda razão é económica, transformando Sócrates num anti-Cavaco. Existe uma diferença fundamental entre o betão cavaquista e o socrático: a lógica económica. Nos anos 80, o País estava atrasado e carente de infra- -estruturas. Hoje, após 20 anos de investimentos públicos, restam poucas obras com real justificação. Os projectos de que se fala implicam auto-estradas vazias, comboios às moscas, um excelente aeroporto deitado fora.
O erro económico de José Sócrates está em acreditar que o investimento público é bom em si mesmo. O primeiro-ministro demonstra uma fé cega na virtualidade imperativa dos projectos: basta anunciá-los e gastar dinheiro para a economia arrancar. Esquece que todo o dinheiro que gasta vai tirá-lo ao bolso dos contribuintes. Tal como o investimento privado, os projectos do Estado têm de ter utilidade e justificação. Aliás até têm de ter mais, pois usam o dinheiro dos pobres. Apostar milhões em obras faraónicas nunca resolveu nenhuma crise.
Pior ainda, na ânsia de realização, esquecem-se os custos lançados sobre as próximas gerações. Além das enormes despesas de manutenção, ao garantir aos concessionários das futuras auto-estradas mínimos de tráfego que nunca vão ser cumpridos, o actual Governo hipoteca os orçamentos nacionais no horizonte previsível. Tal política raia os limites da infâmia.
Este elemento liga-se ao terceiro aspecto do erro governamental, que é financeiro. Com esta estratégia, Sócrates arrisca-se a aparecer como... anti-Sócrates! Se Guterres era o campeão contra o betão, o actual primeiro-ministro apresentou-se como o defensor do rigor orçamental. O grande feito da legislatura foi a redução do défice público de mais de 6% para menos de 2,5% do PIB. Agora, no último ano, pode regressar a níveis próximos dos que encontrou.
Em momento de crise financeira seria tolice preocupar-se com o equilíbrio das contas. Esta é a altura de o Estado se endividar, como todos os parceiros fazem e o permite o Pacto de Estabilidade. Mas com a sua abordagem o Governo não cria apenas um défice conjuntural. Ao privilegiar as obras de longo prazo, em vez de descer impostos ou dar subsídios, Sócrates compromete a solidez estrutural das contas públicas. Após a crise, o próximo primeiro-ministro, quem quer que seja, repetirá o que o actual Governo teve de dizer em 2005 sobre austeridade. O erro de Sócrates é o mesmo de Guterres: bloquear com dívidas o próximo surto de crescimento económico.

João César das Neves - Professor universitário

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Como Sócrates continua a enganar aos Portugueses

Vi hoje a pouco um especial de informação da TVI, denominado "Repórter TVI - A Promessa de Um Filho", que deixou-me no mínimo perplexo, tendo em conta que teimosamente o nosso Primeiro Ministro continua a brincar com as pessoas e em especial com as esperanças das pessoas. Mente descaradamente e engana como ninguém!...



2008 já lá foi e nada!...


E como podem ver na peça da TVI, existem entre 400 mil a 500 mil casais portugueses que esperam e desesperam por um apoio do Estado para tratar esta doença. O pior é que o Estado faz vista grossa a isto quando sabemos que o nosso País tem uma das taxas de natalidade mais baixas da União Europeia.


Além disto fiquei escandalizado ao ver na peça que o Estado não comparticipa nenhum dos medicamentos necessários ao combate destas doenças e os tratamentos no sistema Pública pode facilmente ultrapassar os 2500 Euros, sendo que no sistema privado chegam a ultrapassar os 5000 Euros, sem esquecer que em média um casal leva mais de 2 anos para iniciar o tratamento, visto a longa lista de espera que existe nos hospitais portugueses. Inacreditável!....


Este País de facto vai de mal a pior!... Apoia-se o aborto com a facilidade que conhecemos, mas quando toca apostar claramente na vida e na natalidade este País governado pelo PS, espera e desespera!...


Ainda por cima estes casais depois de vários anos a tentar ter um filho, vendo que o tempo passa e que não conseguem, quando tentam uma adopção a partida tem de esperar pelo menos 4 anos, fora as restantes condições e restrições que ainda hoje quase que tornam a adopção neste País quase impossível.


Assim de facto não vamos lá!....


Tiren-me deste filme!...


Ponham este Sócrates na rua!....


Grande mentiroso!...


Quantas promessas já fez e que não cumpriu?!... Alguém sabe?!...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A frase da Semana vai para Jaime Ramos!...

Ontem quando confrontado pela comunicação social, o Deputado líder Parlamentar do PSD-M, Jaime Ramos, sobre o que achava das declarações do também Deputado social-democrata e que na qualidade de responsável máximo da FAMA (Fórum da Autonomia da Madeira), que mais uma vez pediu ao Presidente da República a exoneração do Representante da República nesta Região Autónoma, o sr. Jaime Ramos afirmou o seguinte:

FAMA??!... Que é isso??!... Isso não existe!... Não comento!...


Por isso e para mim, esta constatação do Líder Parlamentar do PSD-M, para além de afirmar o que todos nós já sabíamos de que a FAMA não passa duma associação fictícia que se calhar não tem mais do que três associados, demonstra que nem o próprio PSD-M, já nem liga ao já caduco sr. Gabriel Drumond, que deveria dedicar-se a agricultura e a cuidar dos netos, se é que os tem!...


Também esta frase (que é para mim a frase da semana!), é a certidão de óbito que faltava para dar fim a esta associação estranha que muito envergonhou os Madeirenses. Até que enfim alguém teve a coragem de o fazer!...


Parabéns ao sr. Jaime Ramos!...


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sondagens sobre o caso "Freeport", as leituras!...

Li hoje no blog "Mudar Portugal?", do bloguista Luís Melo, um "post" denominado "Partidarites e simpatias ", com o qual concordo plenamente e que responde as abusivas interpretações socialistas que temos vindo a ler na blogoesfera sobre este tema, na tentativa ridícula de minimizar as consequências deste caso no eleitorado, já com vista as próximas eleições. Sendo que esquecem o mais importante, os danos tremendos na já descredibilizada justiça portuguesa.

É também estranha a necessidade sentida por certa comunicação social portuguesa, que a "quente" quis saber já o que pensam os Portugueses sobre este assunto. O que poderá ser uma tentativa clara de a força, influenciar os eleitores. Não acham?!!...


Fica aqui o texto:


«Já disse aqui, que sondagens e estudos, valem o que valem, por serem muitas vezes encomendados. E portanto terem resultados que favorecem quem os pede.


No entanto, penso que posso tirar uma conclusão fidedigna do estudo que se apresenta, sobre o caso Freeport.


As pessoas acreditam ou não na inocência dos intervenientes, por convicções partidárias, por simpatia ou pelo que ouvem nos media. Em vez de pensarem, ponderarem e avaliarem - pelas suas cabeças - os dados, os factos, os cenários.


Esta conclusão é extremamente infeliz, e é a razão pela qual nunca um caso mediático como este, terá resolução em Portugal.»




Muito bem!...

Devo confessar que por diversas ocasiões já fui muito critico para com o Dr. Martinho Câmara, Vereador do CDS na Câmara da Calheta, e com o próprio CDS da Calheta, por entender que faziam uma oposição fraca ao PSD local. Mas hoje tendo em conta o que disse sobre a gestão Autárquica do Sr. Manuel Baeta, devo confessar que estou muito satisfeito por este meu companheiro ter caracterizado como devia a gestão desastrosa do PSD na Calheta. E por isso está de Parabéns!...

Fica aqui o texto do DN-Madeira com a notícia: "Calheta "esbanja milhões" e a população "conta tostões", em que o Vereador do CDS refere que é um "escândalo" o "novo-riquismo" de Manuel Baeta.


«"Os valores gastos com as iluminações de Natal foram um escândalo". É desta forma que a oposição camarária na Calheta classifica o quase meio milhão de euros gastos por ocasião do Natal.


Martinho Câmara não poupa críticas a Manuel Baeta. "Em vez de fazer investimentos, limita-se a esbanjar milhões numa altura em que as pessoas da Calheta teimam em contar os seus tostões". E, pior do que isso, "continua a assobiar para o lado como se nada estivesse a acontecer". Diz mesmo que "as prioridades da Câmara não se ajustam aos tempos de crise que correm", considerando que a mesma está "fora de sintonia da actual conjuntura".


O autarca centrista sustenta que, "afinal, o CDS tinha razão quando afirmou que esta Câmara limitava-se à gestão do dia-a-dia e à organização de eventos próprios de novo-riquismo", acusa. Ainda assim, diz não duvidar "da legalidade dos montantes em causa", mas diz-se muito reticente quanto "à legitimidade dos valores gastos".


Crítico com "algumas pessoas do PSD, que dizem que não sei o que isso é, nomeadamente quando se fala de crise", o vereador sem pelouro assegura que "agora as pessoas da Calheta sabem o tipo de governação que temos". Diz mesmo ser "importante que os calhetenses conheçam melhor a governação e a forma como é gasto o dinheiro do erário público", até para comprovarem que "existe uma alternativa por parte daqueles que sempre estiveram ao lado das famílias e dos contribuintes da Calheta".


Sem "uma única obra:


"Martinho considera que Baeta, "passados 14 anos, ainda não tem marca nem obra", sustentando que "não cola mais confundir as obras do Governo Regional e da Sociedade Desenvolvimento, como se fossem obras da Câmara". Salienta mesmo que da parte da autarquia as obras "são inexistentes. Neste mandato a Câmara não tem uma única obra materializada. Nada de nada", assegura.


Acusa por isso a política de investimentos social-democrata de não ter ido "ao encontro das necessidades das populações, já que aquilo que se assiste é uma desertificação do concelho e ao êxodo em massa dos jovens. Hoje todas as famílias da Calheta sabem o que é ter um filho, ter um marido ou um pai fora da Madeira. As políticas foram um fracasso autêntico", denuncia.


Viver da "aparência":


Ironicamente, diz que há unanimidade em se reconhecer "uma melhoria na aparência do concelho. Mas é isso e só isso. A Calheta vive da aparência da zona baixa, já que as zonas altas continuam esquecidas e a empobrecerem a cada dia", aponta. E questiona: "Se existe tanto dinheiro e a crise ainda não chegou, como dizem os senhores com responsabilidades na governação do Concelho, então o porquê das obras dos programas eleitorais de há 14 anos a esta parte ainda não terem sido cumpridas", enumerando os exemplos, entre outros, do quartel de bombeiros, mercado municipal e centro de saúde.


Às obras por fazer, junta-se também "o porquê de não existir um PDM. Quem é que é o interessado em que o mesmo não exista?", pergunta.


Em suma, Martinho Câmara considera que "a Calheta vive sem rei nem roque" e alerta a população para as promessas que têm sido constantemente adiadas. "Até quando?", interroga-se.»

Concordo Plenamente com o Arq. Vilhena: "Planos Obtusos"

A revista Monocle dedicou a edição do Verão passado a analisar e propor formas de construir melhores cidades. É certo que a presente crise mundial nos vai revelar novos paradigmas e, eventualmente, apresentar novos ideais. Mas tão certo como isso é que o progresso da humanidade continuará a fazer-se nas cidades, lugar concentrado de trocas, o carburante que faz mover a humanidade, mesmo na era da Internet. Pegando nos bons exemplos, a referida edição lista 20 cidades que reúnem condições para serem urbes melhores. Mesmo atendendo a que as cidades são sistemas de grande complexidade e que não há receitas, são identificadas uma série de condições que contribuem para o seu sucesso. Vários aspectos são tidos em conta: a segurança, o nível educacional, os cuidados de saúde, o clima, a dinâmica cultural, a qualidade e inovação arquitectónica, a oferta de parques e espaços verdes, o sistema ecológico, os preços da habitação, a vitalidade do comércio, a eficiência dos transportes públicos e a tolerância cultural, entre outros predicados. No fundo e simplificando, como em qualquer outra avaliação, "tem que ter bom aspecto, ser inteligente, ter boas proporções, ser alegre e possuir um bom humor".

Entre os vários aspectos enunciados há um ponto incontornável para o sucesso das cidades e que dá pelo nome de "planeamento urbanístico". Este factor é fundamental para que se possa orientar a renovação e o crescimento de um lugar. Ainda que na maior parte das cidades listadas o planeamento faça parte da cultura e esteja de tal forma entranhado, o desenho urbano, a par do cuidado com o património histórico, é identificado como uma das ferramentas necessárias ao êxito de uma cidade.


Aqui não se chegou ainda a esse entendimento. Os planos de ordenamento do território passaram de um mal necessário do qual dependia o apoio económico da UE, para agora serem apresentados como um obstáculo ao desenvolvimento. Agora, que se percebeu que os instrumentos de planeamento urbanístico são para cumprir e que os PDM, feitos à pressa, sem o propósito de constituírem verdadeiras ferramentas de controlo de qualidade urbana e de equidade, se revelaram inadaptados ou já estão moribundos por não terem sido revistos na devida altura, arranjaram-se novos truques para alterar aquilo que foi publicamente discutido e ratificado. Com efeito, têm sido apresentados uma série de planos de urbanização ou pormenor que alteram a substância do que estava definido nos PDM ou outros planos de grau superior. Pode ser assim? Pode, mas desde que tal esteja suficiente e claramente justificado. E está? Na maior parte não. É o mundo virado ao contrário. Quando os PU ou PP deveriam surgir para dar consistência e pormenor às estratégias definidas nos PDM, aparecem agora a reboque dos promotores imobiliários para conseguirem mais índices de edificabilidade ou para corrigir erros de um passado recente, deturpando o que estava previsto.


Por este caminho, estas ilhas não tardarão a perder o seu bom aspecto apesar do carácter forte da sua Natureza, a sua inteligência perder-se-á na desorganização das suas infra-estruturas e as suas proporções poderão ficar em perigo com o crescimento caótico, em algumas partes horrorosamente disforme. A sua alegria, que depende em geral dos seu habitantes, manter-se-á sem grande dificuldade mas o sentido de humor tende a desaparecer nas mesmas piadas de sempre, contadas sempre pelas mesmas pessoas.



Luis Vilhena - Arquitecto
Sobre(voando) o território, in DN-Madeira 29-01-2009



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Simplesmente devo dizer que estou totalmente de acordo com este ponto de vista tendo em conta o "modus-operandi" habitual dos Autarcas desta terra.

CDS satisfeito com veto «em prol de maior participação»

O dirigente democrata-cristão Filipe Lobo d´ Ávila afirmou hoje que o CDS-PP recebeu com satisfação o veto do Presidente da República ao fim do voto por correspondência dos emigrantes, considerando que a decisão favorece a participação.

«Naturalmente estamos satisfeitos face à decisão [do Presidente da República], decisão em prol de uma maior participação», afirmou o dirigente democrata-cristão, em declarações aos jornalistas no Parlamento.


Filipe Lobo d´Ávila disse que o CDS-PP «já tinha alertado para os riscos da aplicação» do voto presencial para os emigrantes e sublinhou que a medida «vinha em contra-ciclo».


«Numa altura em que se reformula a rede, fechando consulados, não se entende que se imponham condicionantes à participação«, afirmou.


O Presidente da República, Cavaco Silva, vetou hoje a alteração à Lei Eleitoral para a Assembleia da República que punha fim ao voto por correspondência dos emigrantes, argumentando que a proposta iria promover a abstenção eleitoral.


Cavaco Silva alertou, em comunicado, que »é forçoso concluir« que a dimensão da rede consular é incapaz de garantir as necessidades das comunidades se fosse aprovado o voto presencial.


O Presidente da República acrescentou que apesar de o diploma prever que o voto se possa realizar noutros locais que não os postos e secções consulares, »têm sido recebidas informações oficiais« de que em alguns países as autoridades não permitem o voto fora das instalações oficiais portuguesas.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

"Cortando Fundo": Comunicação Social Regional: Afinal são todos iguais!...

A comunicação Social nesta terra por mais voltas que se dê, por muito que digam que são diferentes uns dos outros, na verdade são todos iguais. São todos parciais, privilegiam fortemente o PSD e os seus Governos, quer seja Regional ou Autárquico e claro dão destaque a certas pessoas na Oposição que melhor lhes convêm para justificar esta estratégia.

Para eles afinal só existe o PSD-M e pontualmente certos indivíduos da Oposição, que com a sua acção quase que justificam a tentativa "grosseira" destes de fazer passar a ideia de que na Madeira nas Oposições há um deserto de ideias e de quadros e que afinal ainda estamos em democracia!. São sempre os mesmos, já gastos perante a opinião pública que interessa acompanhar, servindo claramente ao PSD-M.


As direcções de redacção à muito deixaram de ser independentes e imparciais, à muito que vê-mos jornalistas escolhidos a dedo para fazerem a cobertura de certos acontecimentos e mais!, alguns deles até são patrocinados directamente pelo poder instituído até para publicações!, sendo consequência disto uma visão muito enviesada da realidade regional que é "vendida" aos cidadãos desta terra.


Queixam-se de que o Jornal da Madeira é manipulado pelo PSD-M, e de facto até podemos todos concordar!... Mas ninguém me venha dizer que o DN-Madeira por exemplo também não é!!!...


A juntar a estes agora se calhar teremos que começar a desconfiar agora do Tribuna da Madeira, que pelos vistos também poderá estar também a ser manipulado, veja-se o último suplemento especial, dedicado as Autárquicas, que no caso do Concelho em questão (Cª Lobos) no grosso só falou do PSD e que quando fez referências as oposições, foi buscar um Vereador independente, que muito votou ao lado do PSD. Outras oposições nenhuma!... Mentira juntou um texto do Presidente do MPT-M, dum Partido que neste momento não tem representação em nenhum órgão autárquico em Cª Lobos, esquecendo os que verdadeiramente foram eleitos pelo Povo dessa Terra e que muito também tem feito na defesa dos interesses de Câmara de Lobos.


Podem dizer-me que são opções, é verdade!... Mas opções que deturpam a realidade política que deve ser transmitida isentamente a opinião pública.


O pior é que de certeza veremos mais situações destas com o aproximar das eleições, sendo que cada vez mais irá acentuar-se esta forma muito peculiar de se fazer política (comunicação social), numa terra tão singular como é a Madeira!!!...


Veremos se me engano!...


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

"O Contraponto": JSD discrimina estudantes Madeirenses?

De facto a JSD-M, a par de outras forças políticas tem vindo a defender uma mudança junto da TAP e do Governo PS na República para que os estudantes madeirenses sejam discriminados positivamente no custo das viagens aéreas entre a Madeira e o Continente.

Embora considere que a proposta apresentada por estes não seja a mais adequada e que no fim de contas também não abrange todos os estudantes madeirenses deslocados, a verdade é que se tem manifestado e trabalhado no sentido de se ultrapassar esta situação.


Porém esta atenção dada a estes estudantes, contrasta com a postura desta organização que esquece ou melhor não trata da mesma forma jovens madeirenses que cá na Madeira, também são discriminados e passam por dificuldades tremendas para deslocar-se aos estabelecimentos de ensino, isto por causa dos "Passes de Estudante", que como toda a gente sabe são extremamente caros.


De facto a JSD-M, não tem o "mesmo peso, nem a mesma medida", na defesa destes estudantes, porque o Governo que poderia de facto mudar isto é o seu, do PSD-M.


Portanto são bons a defender os estudantes madeirenses, quando o Governo é Socialista em Lisboa, mas quando se trata do Governo Regional, cá no Funchal, até assobiam para o lado!...


Onde anda o empenho dado as tarifas aéreas, quando se fala de passes??!...


As Portarias do Governo regional, publicadas em Dezembro em nada melhorou a vida dos estudantes que residem fora do Funchal e mesmo os do Funchal, em abono da verdade já tiveram dias melhores!...


Por isso, pergunto afinal a JSD-M, também discrimina estudantes madeirenses?!...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

«Um imenso Freeport»

É preocupante que a legislação ambiental seja usada para protecção de determinados grupos económicos"Aquelas casas! Que horror!" Assim comentava, nos bastidores de um debate, alguém da área do PS a traça das casas cujos projectos José Sócrates garante ter assinado, embora os respectivos proprietários digam não ser ele o autor dos projectos. O tom desta frase estava algures num lugar indefinível entre o sarcasmo e a complacência. O sarcasmo nascia naturalmente da convicção enraizada no meu interlocutor de que os processos de licenciamento deveriam funcionar como uma espécie de comissão de bom gosto que tornasse pelo menos esteticamente inócuas as casinhas do povo. Afinal não há nada que irrite tanto as elites de cada época quanto a arquitectura popular sua contemporânea. Já a complacência resultava não tanto da atitude do meu interlocutor perante os actos e as opções de José Sócrates, mas sobretudo perante si mesmo.

O meu interlocutor era e é o que se pode designar como um socialista histórico. Fazia parte daquele grupo que se fizera adulto nas crises académicas dos anos 60 e 70, reforçara, depois de 74, os seus pergaminhos democráticos combatendo as tentações totalitárias dos comunistas e, durante o cavaquismo, integrara a corte de Soares em Belém. Foram mais de 20 anos a ver-se, ele e todo o seu grupo, como infinitamente cultos e superiores nas mesas espelhadas dos gabinetes. E são eles que agora têm pela frente, como seu líder, um homem que noutro contexto teriam literalmente arrasado. Por elitismo intelectual. Mas não só.


O que em Portugal distingue os socialistas das outras famílias políticas não são os seus actos. É sim a complacência perante alguns desses actos. Complacência que por razões históricas era maior no PS que nos outros partidos - no pós 25 de Abril, o PS emerge como partido e líder inevitável num país a precisar de esquecer o passado. Mas histórias recentes elevaram essa complacência para níveis preocupantes. Essas histórias têm nome. Chamam-se Casa Pia e José Sócrates. O PS terá um dia de fazer o balanço destes dois episódios distintos da sua vida, episódios em que aquele partido reagiu de igual modo perante acusações de natureza absolutamente diversa aos seus dirigentes: nos dois casos, importantes dirigentes socialistas alegaram que foram vítimas de cabalas.


Que o maior partido português, o PS, defenda que em Portugal - o mesmo país que o PS tem governado várias vezes - investigadores policiais devidamente articulados com a comunicação social e instituições da República conspiram contra os seus líderes é um caso que nos devia fazer reflectir. Porque sendo isso verdade é gravíssimo. E não o sendo também é. Porque um partido democrático, com responsabilidades de governo, não pode levantar levianamente suspeitas que descredibilizam as instituições. Esta atitude dúbia do PS, que num dia se diz vítima de cabalas e no outro quer encerrar rapidamente o assunto, conduziu os portugueses, socialistas ou não, a um pântano, no sentido guterriano do termo, mas com a assinalável diferença em relação ao autor do termo que aos restantes portugueses ninguém os convida ou coloca em cargos internacionais. Logo só podemos ficar aqui encalhados e a considerar normal hoje aquilo que na véspera designávamos como crime. E sabendo antecipadamente que amanhã flexibilizaremos ainda um pouco mais a nossa escala de valores.


Mas se do processo da Casa Pia, até pela natureza dos factos, nos resta sobretudo esperar que o tempo, ainda mais do que a justiça, traga a distância que torna mais nítidas as motivações humanas, sobretudo as menos confessáveis, já quanto às suspeitas que envolvem José Sócrates é possível e desejável que se discutam algumas coisas. Até porque José Sócrates tem razão num ponto: no caso Freeport tal como nas casinhas da Guarda estamos provavelmente perante situações legais, ou, mais propriamente, situações cuja ilegalidade não se consegue provar. E se tudo isto poderia ter acontecido com outro primeiro-ministro socialista ou não (sendo certo que se não fosse socialista a onda de indignação teria neste momento proporções bíblicas), a verdade é que casos como o Freeport tenderão a banalizar-se, porque a concepção de José Sócrates do seu Governo como uma equipa negocial de luxo a isso nos levará, sem apelo nem agravo, sobretudo quando os negócios falharem.


José Sócrates entende o aparelho de Estado como uma imensa empresa. A empresa-Estado escolhe, como no caso do Magalhães, os seus parceiros de negócios e cria legislação especial para que esses parceiros não sejam tolhidos nos seus projectos pelos mesmos entraves que se colocam ao cidadão comum. Como bem frisou Pedro Almeida Vieira no blogue estragodanacao.blogspot, hoje o processo de licenciamento do Freeport já nem se colocaria nos mesmos moldes, porque seria projecto PIN, ou seja, teria uma espécie de via verde no labirinto da burocracia e da legislação onde se desgastam todos os outros.


O que os promotores do Freeport conseguiram foi logo à partida aquilo que cada um de nós teria o direito de esperar em igual circunstância: que a decisão fosse rápida. A mim não me choca a celeridade do processo. O que me choca é a lentidão com que são tratados os outros. Muito provavelmente o Freeport nem representa uma degradação ambiental em relação à situação anterior. O que é preocupante é vermos a legislação ambiental transformada num regresso ao condicionamento industrial do salazarismo com a consequente protecção de determinados grupos económicos. Muitos dos terrenos ambientalmente protegidos funcionam como um território em pousio donde o poder político faz desafectações quando entende e a favor de quem entende, baseando-se em critérios que valem tanto quanto o seu contrário.


Em todas as possibilidades de escolha, da banca às escolas, da administração interna aos bolos que comemos na praia, o Governo de Sócrates tirou sempre poder aos cidadãos e reforçou a intervenção do Estado. E esse Estado que não cumpre as suas funções inalienáveis como desgraçadamente se vê na justiça ou na incapacidade de fiscalização do Banco de Portugal, reforça-se pela mão de José Sócrates como a grande empresa nacional. José Sócrates não vê problema algum no caso Freeport. Nem pode ver. O poder para ele é isso: gerir uma equipa negocial de luxo.


Helena Matos

Público, 2009-01-29


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Sem duvida nenhuma, um retrato exacto da realidade "socrática" que este País vive e que em abono da verdade, perfeitamente poderia ser também a realidade madeirense, portanto também uma realidade "jardinista". Ambos usam o poder para manutenção do poder, ambos criam seus inimigos externos, ambos alimentam-se do poder e favorecem as teias de interesse que lhes convém.


O mais engraçado disto tudo é que o PS-M, tem alimentado ao longo destes meses um dossiê dito de corrupção com casos muito semelhantes aos que conhecemos no rectângulo continental, sem nada dizer sobre estes casos nacionais envolvendo socialistas.


Na verdade o silêncio ensurdecedor socialista na Madeira, retira-lhes não só a legitimidade para apontar o dedo aquem quer que seja, como lhes tira qualquer credibilidade, porque corrupção é corrupção, aqui, no Continente, nos Açores ou em Inglaterra, se quiser-mos ir mais longe!...


De facto coerência não é com eles!...


Só há crime, só há ilegalidades, pelos vistos se não tocar nenhum socialista!...


Por isso, continuarei, tal como o faz o meu Partido e bem, a respeitar as pessoas e as instituições (sem tentativas absurdas de partidarização), porque todos somos inocentes até julgamento e condenação em Tribunal. Tudo o resto é política rasca, que no fim virar-se-à contra aqueles que usam e abusam do clima de suspeição, para fins políticos.




quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Parece-me que vamos ter Eleições Legislativas mais cedo

Tendo em conta as noticias mais recentes sobre o caso "Freeport", que envolve o Eng. José Sócrates, parece-me que politicamente será inevitável a queda do actual Governo e a consequente marcação de eleições antecipadas.

A margem política do ainda Primeiro Ministro é já bastante estreita, pelo que vislumbra-se uma ida as urnas para que os Portugueses se pronunciem sobre o que querem.


Sem falar no caso em concreto, visto que estamos a falar de suspeitas da policia britânica e pouco mais e até julgamento e condenação, as pessoa devem ser consideradas inocentes, parece-me que tudo se complica para o PS e para o próprio PM. Veremos o que isto vai dar!!!...


Por outro lado este caso põe mais uma vez em causa a justiça portuguesa, que como se tem visto tem sido colocada em causa a cada notícia que aparece.


Fica aqui a notícia do Público e da Visão sobre este assunto.


«PS terá feito alterações "online" em texto sobre relatório dito da OCDE»

Hoje o Público refere que afinal o texto que foi apresentado na passada segunda-feira e no qual é elogiada a “resistência” da ministra da Educação é uma autentica fraude, visto que afinal não era um documento emitido pela OCDE, sendo que ontem quando o PSD e o CDS confrontaram o Primeiro Ministro sobre isto, este afinal confirmou que o texto era dum tal perito(?!) e não da OCDE, como o Governo tentou faze-lo passar.

Afinal estamos perante mais uma mentira "socrática"!...


Fica aqui o "link" da notícia.

Cá estou de volta!...

Estive afastado deste meu blog por algumas semanas em virtude de não ter disponibilidade para escrever a conta das minhas obrigações académicas e profissionais.
Mas cá estou de volta!....

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Faleceu o Pe. Mário Casagrande

É com muita tristeza que tomei conhecimento da morte do Pe. Mário Casagrande, que embora sendo Italiano, viveu muitos anos da sua vida na Madeira, onde dedicou-se de corpo e alma ao ensino.

O Pe. Mário, pessoa que para além de ter "Grande" no seu nome era de facto um homem grande como pessoa e como educador, sendo importante ressaltar todo o seu percurso como educador quer no Colegio Infante Dom Henrique, quer na APEL.


Conheci-o na APEL a muitos anos atrás, onde tive aulas com ele. E mais recentemente voltei a vê-lo todos os dias de manhã, no Colegio Infante, local onde ainda trocava algumas palavrinhas de circunstância.


Morreu um grande homem!...



Imagem: DN-Madeira