quarta-feira, 29 de julho de 2009

O PS continua a não ter propostas sérias para Câmara de Lobos

Ontem a noite tive oportunidade de ouvir no telejornal da RTP-M, o candidato do PS a Autarquia de Câmara de Lobos, Carlos Gonçalves, apresentar a sua candidatura a este órgão autárquico bem como de algumas das suas propostas.

Do conjunto de propostas apresentadas, podemos destacar aquela que parece ser a sua principal bandeira, fazer com que Cª Lobos deixe de estar associado aos meninos das caixinhas, à terra da poncha, da droga e da violência e passe a ser uma terra onde há condições para desenvolver o potencial económico do concelho, acrescentando que o desenvolvimento do Concelho passa por aprofundar apenas os sectores produtivos locais, nomeadamente as pescas, e a agricultura (cultivo da cereja, castanha e vinha).


Outra bandeira a que este candidato deu destaque foi a revisão e anulação das taxas municipais a que estão sujeitos os munícipes.

Por fim e muito curiosa é a proposta de existir obrigatoriedade de prestação de serviços comunitários aos beneficiários dos titulares de rendimento mínimo de inserção.


Sobre estas propostas, as primeiras a serem conhecidas da candidatura socialista importa fazer alguns comentários, no intuito de fomentar o debate de ideias e de propostas que esclareçam os câmara-lobenses. Começando pela última que referi, dizer que concordo, aliás foi desde a muito uma proposta defendida pelo CDS ao nível nacional e regional, sendo importante ver que mesmo na área socialista há quem defenda o mesmo que nós. Seja bem-vindo!...


Mas, é só nesta matéria que estou de acordo com o Carlos Gonçalves. De resto, acho que é muito pouco o que este candidato e o PS querem para Câmara de Lobos. E depois é precipitado avançar tudo aos trambolhões, como o fez ontem, sem o menor cuidado em pelo menos ser coerentes com os seus pares ainda deputados municipais, que ao longo destes últimos anos tem defendido o contrario em matéria de taxas municipais. O Carlos defende segundo a peça da RTP-M, rever ou eliminar as diversas taxas a que estão sujeitos os munícipes de Câmara de Lobos, mas se olhar-mos aquilo que é depois a actuação dos autarcas do seu Partido assistimos mais uma vez ao contrário. Eu próprio já propus por exemplo a eliminação da taxa municipal de Direitos de Passagem – TMDP (de sistemas, equipamentos e demais recursos das empresas que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público), por considerar que tal taxa é na prática injusta em virtude desta, deixar os operadores ficarem isentos de qualquer pagamento pela utilização do território, sendo o munícipe a pagar, quando não o deveria ser. Para além disto, a cobrança de tal Taxa, torna-se imoral, por ser uma manifesta violação de um princípio primordial da política tributária, portanto a proibição da dupla tributação do mesmo facto tributável, visto que ocorrendo como é do conhecimento público, partilha de locais e recursos entre as diferentes empresas operadoras que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público em local fixo, é ilegítima, por todas estas empresas uma vez que só ocorre uma passagem e, como tal, um só facto passível de pagamento de taxa. Mas nem o PSD nem o PS, quiseram saber!... Votaram simplesmente contra, aliás também em matéria de IMI, assistimos a posições muito semelhantes. Sim, quando apresentei a proposta para a baixa das taxas em sede de IMi e IMT, o PS foi também contra, votando favoravelmente uma outra proposta do PSD apresentada poucos meses depois muito semelhante a aquela que nós CDS apresentamos. Foi sempre assim, PS muito ao lado do PSD. Portanto o PS e como se vê pelas propostas do Carlos Gonçalves nada de novo trazem ao debate, mais do mesmo!... Prometem, mas depois ou passam-se para a banda do PSD ou então esquecem o que prometem e só vão as reuniões a falar dos buracos das estradas e das varandas por pintar. Muito pouco para uma força política que se diz ser alternativa política.


Para além disto, referir também que o crescimento económico do Concelho tem de ser visto numa óptica mais abrangente, muito mais além da defesa dos sectores produtivos, defendidos por Carlos Gonçalves. Estes são importantes, mas não os únicos que podem potenciar o desenvolvimento sustentado de Câmara de Lobos. Para mim, o futuro de Câmara de Lobos passa acima de tudo por desenvolver o sector turístico no Concelho, aproveitando as belezas UNICAS do Concelho e das características muito próprias do sentir e do viver dos câmara-lobenses. E aqui importa lutar pela alteração do PDM e do POT. Neste último importa que este Plano seja alterado e já, a forma como estão distribuídos os números de camas, que como se sabe, ficam quase sempre para o Funchal (por ser mais apetecível para os investidores). Temos de acabar com isso! Devemos sim, ter número de camas por Concelho, defendendo sempre investimentos nos diversos Concelhos e neste caso em Câmara de Lobos.


Além disto é importante que Câmara de Lobos esteja na vanguarda duma reestruturação que potencie as capacidades económicas dos Concelhos do Sul (Santa Cruz, Funchal e Câmara de Lobos), sem medos! Aqui, importa ver as vantagens de ser criada uma área metropolitana, que possa alargar do Funchal para estes outros Concelhos vizinhos as actividades empresariais concentradas de forma aniquiladora no centro do Funchal ou indevidamente na periferia do Funchal. Para tal, e como já defendi importa adaptar Câmara de Lobos a esta realidade, nomeadamente no capítulo da mobilidade, dos transportes públicos (e nesta matéria, porque não um metro de superfície até o Funchal?, por exemplo) e claro reorganizando a sua rede viária, que como o Carlos deveria saber, muitas vez não são adequadas ao meio urbano existente. E neste capitulo importa também colmatar algumas deficiências corrigindo o que esta mal e completando o que é necessário completar e aqui torna-se FUNDAMENTAL que exista um acesso de Câmara de Lobos até o Curral das Freiras. Potenciar as vias rápidas internas, promover um rápido e útil transporte público dentro de Câmara de Lobos e para fora deste são fundamentais.
Muito há para dizer nestas áreas mas deixo para os próximos dias, a campanha ainda esta no inicio!...


Para concluir gostaria apenas referir ao Carlos, que para combater a tal imagem que não gosta de pobreza, toxicodependência e prostituição, o PS tem de ser mais consistente e não ficar-se apenas pelo que gostaria de ver resolvido. É necessário mais!... Propostas acima de tudo porque ontem sobre isto, nada disse!...


Sobre a poncha, caro adversário importa não acabar com ela! Importa sim, fomenta-la como produto típico que pode ajudar a trazer mais turistas ao Concelho. O que é bom é para defender!...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Um bom artigo de Opinião: "A loura e o zepelim"

Sem grandes comentários!

Concordo em pleno com a jornalista autora deste artigo de opinião!


O Verão já chegou!....


"Agora sim, podemos dizer que a 'silly season' está instalada. Entre histórias de tiroteios a balões em forma de zepelim e convites a raparigas louras para listas partidárias, o Verão lá vai fazendo das suas para animar esta nossa estranha forma de vida.


Se no resto do ano o país produz factos que roçam a insanidade, o problema agudiza-se, e de que maneira, quando Portugal e ilhas vão a banhos. Durante algumas semanas a Gripe A ainda disfarçou e deu um certo ar sério à época, mas agora não há espirro que nos afaste das cenas tristes do costume . E andamos nós entretidos com o Sócrates e o Louçã a discutir um convite a Joana Amaral Dias, ou então a ouvir histórias da carochinha em versão "farwest" sobre um zepelim insuflável atingido a tiros de caçadeira na ilha de todas as festas. E até a festa, que já incendiou a política nacional, é cada vez mais um grande arraial. A 'silly season' já foi muito melhor."

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Unanimidade?

Há de quando em vez umas notícias estranhas, que não sei de onde surgem e com que fontes, mas garanto que uma coisa é verdade unanimismo não houve!...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sondagem? ou Encomenda?

A Sondagem publicada ontem pelo DN-Madeira, mais uma vez tem no meu entender os vícios de outras que anteriormente já foram publicadas e daí que não me mereça credibilidade. Vale o que vale! E mais nada!...

Julgo que também qualquer cidadão mais atento ao ver na ficha técnica que a empresa que fez esta sondagem é Eurosondagem SA, desvaloriza logo as conclusões da mesma. Estes falham sempre e por muito!...


Em resumo e não perdendo muito tempo com campanhas fabricadas por jornais e empresas de sondagens, apenas referir que a sondagem que conta é no dia das eleições e até aí toca a trabalhar!...

domingo, 19 de julho de 2009

Curral das Freiras uma terra abandonada

De facto a reportagem publicada hoje pelo DN-Madeira, mostra mais uma vez o abandono a que foi deixada a Freguesia do Curral das Freiras.

A muito que nós no CDS temos vindo a chamar a atenção para todas estas questões que a reportagem novamente trás a ordem do dia: insegurança e toxicodependência (falta do Posto Policial) e a Estrada de ligação a Câmara de Lobos, para além do fraco apoio a produção e ao artesanato nessa Freguesia.


A estes problemas junta-se mais um, o desemprego e que agrava a situação social existente naquela localidade de forma preocupante.


Pela minha parte não deixarei tal como o tenho feito na Assembleia Municipal até agora, de continuar a defender esta população que continua a ver o seu futuro e o seu desenvolvimento adiado por falta de atenção dos governantes municipais e regionais.


Estamos atentos e não deixaremos morrer estas preocupações.




Primeira Iniciativa política sobre Mobilidade e Rede Viária

Hoje teve lugar no Largo da Autonomia em Câmara de Lobos a primeira iniciativa política da minha candidatura a Câmara Municipal.

O tema escolhido teve a ver com as questões ligadas a mobilidade e a rede viária do Concelho.


Para já posso deixar aqui o som dessa conferência de imprensa.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

CDS tem proposta de revisão própria

Fico muito satisfeito por ver que o meu Partido percebeu o que de facto esta em causa com este jogo de AJJ e do seu PSD.

Hoje no DN-Madeira, José Manuel Rodrigues mostra claramente o caminho que o CDS vai trilhar, para desmistificar esta espécie de plebiscito que o PSD-M, quer impor aos Madeirenses.


Por isso recomendo a leitura desse artigo do DN-Madeira.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mais poeira para os olhos e esconder a Crise que alastra na RAM!...

De facto é preciso reconhecer que AJJ é mestre na arte de enganar!...

A sua proposta de extinção do comunismo é absurda e inconstitucional. Serviu apenas como se vê para levar a absurda proposta de revisão Constitucional para além das fronteiras da Região. E tornar este assunto também nacional. Isto tudo para prolongar ainda mais a discussão em torno dela.


Pode até embaraçar o seu próprio Partido como o Público aqui o refere, mas o objectivo está cumprido, tornar esta discussão já nacional, mesmo que os frutos sejam inconsequentes e nulos.


É pena que se perca tempo a falar disto e que os próprios comunistas não tenham aproveitado a oportunidade para desmascarar o verdadeiro objectivo desta acção política jardinista, de esconder a real situação caótica e preocupante dos Madeirenses, a braços com uma crise económica e social gravíssima.

Confirma-se, no PS-M há quem faça o jogo do PSD-M!...

Acabei de ler o "post" denominado "Atenção...", do deputado independente do PS, Carlos Pereira no seu blog "Apontamentos sem nome", que mais uma vez confirma o que por cá já disse sobre a forma como este encara a política regional. É um fraco e arrogante político!...

Sempre achei que o Carlos Pereira poderia e se calhar o é, um excelente técnico na sua área profissional, não tenho razões para duvidar disso. Mas também acho que em termos políticos a par de outras personalidades só tem prejudicado o PS-M, por serem péssimos políticos e os resultados deste Partido recentemente, assim o confirmam.


O seu texto de hoje mostra mais uma vez a sua tremenda falta de jeito político, quando perfeitamente faz o diagnóstico do momento político, nomeadamente da fraude que é a tal revisão constitucional prevista pelo PSD-M, mas depois deixa-se ir de forma irremediável por um radicalismo claramente explorado por aquele aquém se dizem combater, AJJ, com o sucesso que é conhecido. E digo isto porque parece-me que o Carlos Pereira e muitos dirigentes do PS-M e não só não conseguem ver que toda esta encenação da revisão, só servem primeiro para desviar as atenções de uma realidade regional altamente preocupante (com aumento diário da pobreza e do desemprego) e por outro lado para mostrar as fraquezas de certos Partidos, que pelos vistos continuam a ter um défice de arte e inteligência para lidar com isto. Parece que não apreenderam nada com as derrotas tremendas que tem tido! Parece que querem que o Povo continue distante da realidade política e que a mal criação e a política nojenta que acostumam protagonizar continue!...


É grave e é um mau serviço a Região, que no ainda maior Partido da Oposição, haja gente que se deixe ir no jogo do PSD-M. Porque fugir ao debate desta proposta, mesmo que seja para falar "3 minutos" sobre isso é não enfrentar olhos nos olhos os argumentos falsos duma estratégia que atacada de frente só tem a perder (acredito nisso!). Logicamente e no meu anterior "post" sobre isto já o disse, importa antes e depois desse debate desmistificar esta estratégia que pretende tapar a realidade sócio-económica da RAM e tratar os Madeirenses como Totós!..


Não ver isto e mandar para cima dos outros "farpas" para escamotear a sua falta de visão política, jeito e desnorte partidário dizendo como ele disse que: "Há partidos que só por acaso estão na oposição mas, no essencial, são parte integrante da grande força do PSD Madeira..." só porque não partilham da sua fraca estratégia política, só demonstram para além da sua intolerância arrogante que a sua visão política é estreita e redutora e são mais uma vez demonstrativas das razões porque eles continuam a descer enquanto os outros continuam a subir. Se haver vamos é a estratégia que estes senhores defendem que fazem muito jeito ao PSD e ao seu Líder e os resultados eleitorais assim o demonstram!...


Olhe, se quer que lhe seja franco continuem assim e levem todos os outros consigo!... E em finais de Setembro falamos!...



Esquerda e seus seguidores da extrema direita vão faltar ao debate proposto por Jardim na ALM

Li hoje no DN-Madeira que os Partidos da esquerda encabeçados pelo PS de João Carlos Gouveia e seguidos pelos extremistas de direita do PND, deverão faltar ao debate, sobre a proposta de revisão da Constituição, que os social-democratas fizeram a Assembleia Legislativa agendar para a próxima quarta-feira, pretendo fazer paralelamente uma espécie de reunião para debater "a situação real das famílias madeirenses".

Numa primeira leitura muitos de nós acharíamos acertada tal opção tendo em conta que faltar a essa sessão, deveria ser vista como um não a uma estratégia de levar as oposições a discutir um tema que só serve para dar tempo de antena a AJJ e ao PSD-M.


Mas, é isso que claramente o líder do PSD-M quer, para apontar o dedo aos faltosos, acusando-os de serem anti-autonomistas, que não querem discutir o reforço de poderes para a Região, dando-lhe como é evidente mais argumentos para continuar a falar deste assunto, levando atrás o argumento de que na Madeira temos anti-autonomistas: a esquerda e os ressabiados da Madeira velha.


Por isso acho bem que o CDS e o MPT, estejam presentes na discussão imposta pelo PSD e que aproveitem todas os oportunidades que lhes sejam dadas (mesmo que poucas), para em primeiro lugar demonstrar aos Madeirenses, como o Parlamento esta refém das vontades do Presidente do Governo e que a democracia não funciona em pleno na Madeira, mostrando como a ALM é o maior exemplo disso.


Em segundo lugar, estes dois Partidos devem aproveitar a presença do Presidente do Governo para o questionar, olhos nos olhos, sobre os graves problemas que a Região vive, devido a sua governação.


E em terceiro lugar dizer também abertamente o que pensam sobre o aprofundamento da Autonomia e o que é que defendem, mostrando também o que não faz sentido nesta proposta que o PSD a força leva a discussão.


Previamente e posteriormente a esse debate, acho que seria muito útil mostrar aos Madeirenses através de todos os canais de comunicação possíveis, como AJJ e o PSD os esta a enganar ao tentar fazer destas eleições mais um referendo, escondendo e fugindo do que realmente interessa debater, nomeadamente a pobreza crescente, o desemprego e as crises nos sectores produtivos na RAM. Mostrar acima de tudo que esta estratégia não resolve os problemas da Região, tal como podemos ver após os resultados das Regionais de 2007, que em nada melhoraram os problemas da RAM, portanto mostrar que mais votos no PSD, não servem para melhorar os problemas da Madeira e que de nada serviu uma votação massiva neste Partido para resolver na República os assuntos pendentes que a Região tem com o Estado.


Por outro lado, mesmo que posteriormente a esquerda reveja a sua posição e decida participar no debate parlamentar, acho que só a hipótese hoje dada a conhecer pelo DN-M, de não lá estarem, já os encaixa na banda contraria (os anti-autonomistas), dando como é evidente argumentos ao PSD-M de Jardim. O que é pena, visto que com alguma inteligência e arte é possível desmontar esta espécie de "plebiscito", que visa enganar os Madeirenses.


Veremos!...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma frase a recordar!...

Agora ficámos todos a saber afinal a quem é que o Zé fazia falta”.

Helena Roseta, quando António Costa assina o 1º acordo com o José Sá Fernandes
Fonte: Arrastão

Acordo entre Roseta e Costa mata o Movimento Cidadãos por Lisboa

Acabei de ler no Público que Helena Roseta formalizou hoje um acordo com António Costa para que três elementos do Movimento Cidadãos por Lisboa, venham pertencer a lista do PS liderada por António Costa e que conta também com o apoio do ex-bloquista independente Sá Fernandes.

Devo confessar que nunca fui crente em independentes e muito menos em movimentos também de independentes, em especial por aqueles que são formados por ex-militantes partidários. E aqui no passado já dei conta disso.


Mas confesso que tive uma certa simpatia por este Movimento Cidadãos por Lisboa, que teve sempre a cabeça Helena Roseta, que sempre teve boas propostas para Lisboa e que mantendo aquele distanciamento com o PS tinha muito a dar a Cidade de Lisboa. Portanto como projecto gerado por lisboetas poderia ser muito útil a Lisboa. Mas hoje ao ser celebrado o tal acordo, foi também sentenciado o fim deste Movimento que deixa de fazer sentido.


Tudo por medo de Santana Lopes e da Coligação de Centro-direita que apresenta-se em grande força e que acredito vai vencer as eleições para esta Autarquia.


Helena Roseta ao assinar este acordo com António Costa, para além de matar este Movimento dá mais uma vez razão a pessoas como eu, que não acreditam em independentes, porque celebrando-se acordos desta natureza, anula-se a essência e as razões do seu surgimento, portanto perdem sentido e deixam de ser mais valias, que neste caso Lisboa teve neste primeiro mandato de Costa.


Quem ganha é António Costa que inclui na sua lista uma excelente arquitecta que conhece muito bem Lisboa e anula um Movimento que roubou muitos votos ao PS. Quem perde mesmo é Lisboa!...


Legislativas 2009: Programa de Governo do CDS



















Excelente entrevista de José Manuel Rodrigues ao Diário Cidade

Hoje é publicada uma entrevista muito interessante feita pelo Diário Cidade ao Presidente do CDS-Madeira, que pela sua pertinência e clareza julgo ser uma excelente entrevista que importa aqui também divulgar.

"É tempo de mudar de ciclo político"


Ser a maior força da oposição. Uma oposição claramente construtiva e defensora, guerrilhas à parte, dos interesses da Região Autónoma da Madeira. Estes são os objectivos principais do CDS/PP face às eleições que aí vêm.

Ao Diário Cidade, José Manuel Rodrigues explica que a governação do PSD, embora com algumas virtudes, tem prejudicado os madeirenses e portossantenses. E, como tal, não hesita em afirmar que a saída do Presidente do Governo Regional em 2011 será um virar de página para o desenvolvimento da Madeira.

Diário Cidade - Quando se aproximam dois novos processos eleitorais (legislativas e autárquicas), e após um bom resultado na eleições para o Parlamento Europeu, com que propostas o CDS/ PP se apresenta aos madeirenses?

José Manuel Rodrigues - Perante o resultado das eleições europeias, em que o CDS/PP afirmou-se como a terceira força política regional, deixando larga distância da extrema esquerda, Bloco de Esquerda e Partido Comunista, e aproximando-se do Partido Socialista, é nosso dever ser alternativa ao Partido Social Democrata. Não que isso já não tenha sido feito no passado, só que agora há mais força eleitoral para que isso aconteça. Nas eleições legislativas, de 27 de Setembro, os madeirenses têm que escolher entre três caminhos: votar no Partido Socialista, cujos deputados na República não têm estado à altura dos compromissos que assumiram com os seus eleitores; votar nos deputados do PSD, que têm servido apenas para aumentar a guerrilha entre o Governo Regional e o Governo da República; ou votar no CDS, uma terceira via para uma voz na Assembleia da República que coloque em primeiro lugar os interesses da Região.

DC - O descrédito em que caíram alguns partidos da oposição contribuiu de alguma forma para
a ‘ascensão’ dos populares?

JMR - Não é, objectivamente, verdade que quando o Partido Socialista está mal eleitoralmente os partidos da oposição estejam melhores, até porque já houve no passado bons resultados do PS e do CDS em simultâneo. O que é importante é nos afirmamos pela positiva e isso tem acontecido. Somos uma oposição construtiva e firme, uma oposição que sabe reconhecer não apenas as coisas negativas, mas também as positivas. Reafirmo que a intervenção dos populares em várias questões, a exemplo do aumento do preço das creches e do vinho dos produtores directos, já fez o Governo Regional retroceder nas suas decisões. E é esta oposição que deverá ser, permitam-me a imodéstia, premiada nas eleições.

DC - As últimas eleições europeias ficaram marcadas não só pela subida do CDS, mas também pelo acréscimo de votos nas forças de esquerda... Como analisa este facto?

JMR - Vejo com preocupação que forças mais extremistas e, sobretudo, com ideias fracturantes em termos da sociedade tenham 20 por cento do eleitorado em Portugal. No entanto, julgo que nas próximas eleições terão menos votos, mas não deixa de ser preocupante. No caso da Madeira houve um ligeiro aumento do Bloco de Esquerda, com o Partido Comunista a ter mesmo um resultado inferior às eleições regionais, por isso não vejo que haja uma grande preocupação em relação aos resultados destes dois partidos.

DC - Atendendo às expectativas de um crescimento eleitoral sustentado, para quando o assumir-
se como a maior força da oposição na Região?

JMR - Tudo vai depender dos eleitores. Por ser preciso criar uma alternativa aos sociais democratas, na mudança dos destinos da Madeira, é importante que os madeirenses tenham várias escolhas e a nossa oposição é claramente de alternativa. O CDS/PP têm se aberto para crescer como partido, para se transformar e contar com o apoio de independentes, pessoas que não pensando totalmente como nós tragam contributos e isso tem dado resultados. “O Governo Regional não soube mudar de ciclo de desenvolvimento e isso é absolutamente necessário para que a Madeira possa ter um novo período de prosperidade, assente sobretudo nos sectores privados e na criação de emprego.”

DC – Ao longos destes anos de governação PSD, intimamente ligados à pessoa do Dr. Alberto João Jardim, o que foi feito de errado?

JMR - Esta governação do PSD teve virtudes e teve defeitos. A maior virtude foi corresponder, desde logo, às necessidades básicas da população em termos de educação, de saúde e de estradas, mas descuidou os sectores produtivos e económicos, aqueles que produzem riqueza. A crise que estamos a viver hoje acaba por ser uma crise dentro de outra crise, isto é, a Madeira sofre a crise financeira mundial com várias repercussões para o turismo, as receitas da Região e as exportações, mas sofre também uma crise com origem regional, que tem a ver com o modelo de desenvolvimento do PSD que privilegiou apenas o investimento público. Descurou-se aquilo que é importante, nomeadamente a promoção do destino turístico no exterior, onde se gasta pouco dinheiro para aquilo que o turismo representa para a economia, a agricultura, as pescas, o comércio... E o resultado é uma crise económica e regional com mais de 12 mil desempregados, uma distribuição do rendimento que é a mais desigual do País, problemas de pobreza e de toxicodependência, etc. O Governo Regional não soube mudar de ciclo de desenvolvimento e isso é absolutamente necessário para que a Madeira possa ter um novo período de prosperidade, assente sobretudo nos sectores privados e na criação de emprego.

DC - A falta de autonomia e as restrições da República são constantemente apontadas como responsáveis pela crise na Região. É verdade ou o agudizar da crise junto das famílias e empresas madeirenses tem outros culpados?

JMR - É uma mistificação o PSD e o Governo Regional dizerem que não podem resolver o problema do desemprego por causa da Constituição. Qual é o artigo da Constituição que, a ser alterado, vai resolver o problema do desemprego? O PSD está a tentar tapar as suas incapacidades governativas, o seu comodismo, com a revisão da Constituição.

DC - Qual é a posição do CDS/PP nesta matéria?

JMR - Defendemos claramente um aumento dos poderes autonómicos, sobretudo na área fiscal, onde é necessário que a Madeira tenha mais poderes. Mas não é que o Governo Regional não possa reduzir as taxas do IRS e do IRC, simplesmente não o tem querido fazer. Para já não pode mexer, por exemplo, nos escalões ou nas deduções à colecta do IRC, no pagamento especial por conta, e aí sim, em termos de autonomia fiscal, é possível avançar numa próxima revisão constitucional.

DC - Ainda assim, passados mais de 30 anos de Governo social-democrata, o povo
continua a votar PSD. Como se explica esta confiança?

JMR - Por duas razões, uma mais geral e outra particular. A primeira tem a ver com o facto de nunca ter sido criada uma verdadeira alternativa política na Madeira. Uma falha da clara responsabilidade do Partido Socialista. E a segunda trata-se de uma razão mais circunstancial que tem a ver com o momento político actual, no qual face ao descontentamento com o Governo da República do PS, os madeirenses em particular, usam o voto no PSD contra o partido no governo.

DC - Acredita que com a saída do Presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, em 2011, dar-se-à lugar a uma nova etapa na política regional?


JMR - O Dr. Jardim desde 1984 que anuncia a sua saída, já lá vão 25 anos. Não sei se devo acreditar na sua palavra, mas partindo do princípio que fala a verdade, vai ser benéfico para a Madeira. Ele concluiu um ciclo político e económico e a Madeira precisa de sangue novo na sua classe política e governação. Não há ninguém insubstituível na política e penso que a saída do Dr. Jardim vai marcar o virar de uma página na política da Madeira e na forma como esta se relaciona quer com o Governo da República, quer com a União Europeia.

DC - Uma das apostas do CDS/PP, sua a nível pessoal, é a eleição de um deputado da Madeira à Assembleia da República. Quais os pressupostos desta candidatura?

JMR - Candidatei-me à Assembleia da República para marcar a diferença. Os madeirenses e portossantenses têm sido prejudicados pela constante guerrilha entre o Governo Regional do PSD e o Governo da República do PS. Por isso é tempo de resolver as várias matérias pendentes.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Vinho Seco: O Presidente do IVBAM é demitido pela incompetência política de um "Delfim"!...

Este senhor (ao lado), agora Ex-presidente do IVBAM é mais um dos que são demitidos pelas incompetências políticas do Secretário que o tutela.

Não há duas sem três!


Veremos o que deverá acontecer com as águas e com o saneamento básico.


O passado recente nada abona de positivo para o futuro, veja-se o estado dos sectores produtivos tutelados por mais este "Delfim". Todos pela hora da morte!...


Se há algum "Tecnocrata" a demitir, esse devia ser o "Delfim"!!!...


Não acham??!...
Imagem: DN-Madeira



segunda-feira, 13 de julho de 2009

PSD-M trata Madeirenses como Totós quando fala do aprofundamento da Autónomia



Sinceramente já vi de tudo para iludir os eleitores, mas como agora nunca!...


Digo isto por causa do que o PSD-M e seus Dirigentes tem dito sobre o aprofundamento autonómico, que como já foi possível aferir, deverá ser o tema forte da campanha do PSD-M, que mais uma vez tenta iludir os Madeirenses como se estes fossem uns verdadeiros totós.


Dizer que concentrar os votos no PSD-M é a única forma de se conseguir uma boa revisão da Constituição no capitulo das Autonomias (como se este fosse o grande problema que provoca a actual crise regional), para além de ser arrogante de mais é de uma desonestidade intelectual inqualificável.


Os Madeirenses sabem quem esta contra e a favor de uma verdadeira Autonomia para a Madeira e sabem também que esta, só terá sucesso se for construída sem excluir ninguém, tal como aconteceu com os Açores. Que como sabemos discutiu longamente um Estatuto Político-administrativo no seu Parlamento Regional com TODAS as forças políticas representadas, conseguindo-se um consenso histórico, que julgo deveria ser também repetido por cá.


Por isso, já não me admirava nada ver o "Madeira Livre" editar um livro como aquele que aparece na imagem, a distribuir também gratuitamente aos Madeirenses, em mais um acto de rebaixamento do nosso Povo, a quem constantemente com ar de gozo o chamam de superior.


É tempo dos Madeirenses verem o que esta em causa verdadeiramente nestas Eleições Legislativas é tempo de dar um verdadeiro sinal a quem nos governa de que este não é um Povo de totós, que sabe o que quer e para onde quer ir.


E já agora será que algum PPD, virá a público dizer que mais Autonomia é única forma de acabar com a pobreza e o desemprego??! Será??!... É o que faltava!...


Vinho Seco: Aposto que os tais "Tecnocratas", vão dar a volta aos Políticos depois das Eleições!!!...

Tendo em conta as declarações do Presidente do Governo ontem relativamente a questão do vinho seco, julgo que o recuo estratégico por razões óbvias relacionadas com o calendário eleitoral, vai ter após este ciclo de eleições os desenvolvimentos já previsíveis que sentenciarão o fim do vinho seco, tal qual o conhecemos hoje. Porém ontem assistimos ao já habitual deitar de culpas sobre terceiros quando se fala dos erros de governação, que desta vez caíram sobre os ditos "Tecnocratas"(?) e Funcionários Públicos.

Logicamente que mudar-se-à argumentos e considerandos para justificar o fim deste tradicional produto regional, passando a ideia de que nunca houve um recuo. Pelo que até ao fim deste ano deveremos esperar que afinal, os "Tecnocratas" e funcionários públicos da Administração Regional consigam dar a volta aos Governantes Regionais.


Querem apostar??!...

domingo, 12 de julho de 2009

Sou Candidato a Vereador pelo CDS/PP no Concelho de Câmara de Lobos

Hoje em jeito de antecipação ao que deverá ser já anunciado pelo meu Partido amanhã na Comunicação Social, anuncio aqui no meu Blog, a minha disponibilidade para encabeçar um projecto político de verdadeira alternativa para o Concelho de Câmara de Lobos.

Uma alternativa política séria, responsável e com projecto de desenvolvimento. Diferente, porque pretende ser não apenas um projecto de oposição como aquelas que se conhecem, sendo algumas repetidas do passado, mas um projecto alternativo de governação para este Concelho, com propostas concretas para os problemas do dia a dia dos Cidadãos deste Município.


Diferente também, porque ao contrario de outras candidaturas, não pretendemos utilizar os Câmara-lobenses para atingir outros patamares políticos esquecendo como já aconteceu no passado aqueles que os elegeram.


O meu trabalho autárquico e não só, falam por mim. A minha postura na Assembleia Municipal é clara no estilo e na forma de estar na política.


Quem me conhece sabe que estou na política sem o folclore barato dos extremistas de esquerda, sem a demagogia barata de outros e sem o vazio daqueles que só querem lavar roupa suja em praça pública sem nada provar e que trazem as mãos cheias de nada. Também não serei daqueles que passaram anos e anos na oposição servindo os interesses da maioria, fazendo vista grossa aos reais problemas do Município, trazendo apenas a discussão política o buraco da estrada para arranjar e as varandas por pintar, isso não é comigo!


O Povo de Câmara de Lobos, quer mais! Quer uma alternativa real e verdadeira ao PSD e julgo que eu e a minha equipa estaremos a altura do desafio.


Pelo que podem contar comigo!


Miguel Fonseca vai ficar para a próxima!...

Bom, com o anunciar do novo Candidato a Câmara Municipal de Santa Cruz pelo PS (Óscar Teixeira), lá se vai a minha teoria de que o Miguel Fonseca seria o substituto natural de Luís Miguel França!...

Paciência!...


Bem dizia ele ontem a noite no Jantar de Bloguistas, que não ia ser!...


Eu é que não acreditei!...


Fica para a próxima!....


O mito do PSD para as Legislativas: "Autonomia"

O PSD-M e o seu velho líder já estão em campanha eleitoral com vista as Legislativas de 27 de Setembro e utiliza novamente a questão do aumento dos poderes autonómicos para enganar novamente os Madeirenses.

Nada de novo é sempre esta velha estratégia que vinga. Mas acho que desta vez o feitiço poderá virar-se contra o feiticeiro!


E digo isto porque a grande maioria dos Partidos Políticos são Autonomistas e esse argumento dos que são ou não são autonomistas já não faz sentido. E o Povo penso já começa a perceber que não é este discurso que os tira do desemprego e da pobreza.


Discutem-se modelos: federalismos ou aprofundamento, mas o essencial é que temos de ir mais longe na Autonomia e isso por muito que se tente dizer o contrario já não cola!...


Agora importa é referir que logicamente muitos de nós queremos mais Autonomia, mas não a Autonomia "Fidelista" de Jardim do controlo absoluto e da maledicência habitual da nossa Assembleia Legislativa, isso é que não!...