sábado, 10 de setembro de 2011

Roberto, também se identifica com Mandela?...

Este foi o titulo ou assunto que deu conteúdo a um e-mail que recebi de um amigo, que tal como outras pessoas que através de sms e Facebook, me questionaram sobre se também o Nelson Mandela era uma referência política para mim.
Sem querer procurar nenhuma contradição ou sequer divergência com alguém para criar algum espécie de celeuma, nomeadamente com quem se identifique ou tenha Nelson Mandela como referência política, apenas acho pertinente a pergunta e subsequente esclarecimento porque ajuda a quem nos segue politicamente a perceber as razões e opções que como político defendo e definem a minha visão política, social e económica, pelo que aqui neste meu espaço também vou expressar o que penso, sobre Mandela e se assim me permitirem referir as minhas preferências e referências políticas, que como terão oportunidade de ver não se cinge a um só estadista.
Sobre Mandela, apenas dizer que não sou seguidor ou melhor, não me identifico politicamente com ele, embora lhe reconheça fulcral importância no processo sul-africano de transição para uma ordem democrática sem segregação.
Mandela é e tenhamos nós a consciência disso, um homem de esquerda que foi virando ao centro numa espécie de social-democracia no final da sua governação, pós Aparteid. No meu ver, não foi muito bem sucedido na sua governação devido a aplicação de políticas erradas que no meu ver não posso defender. Depois porque defendeu regimes e lideres como Fidel Castro em Cuba e Muammar al-Gaddafi na Líbia, a quem chamou de "irmãos das armas". A par disto hoje o ANC inspirado em Mandela tem ligações muito fortes com sectores de quase extrema-esquerda, nomeadamente a COSATU e o Partido Comunista Sul-africano, dois parceiros que constituem hoje a tríade com o ANC.

Eu identifico-me sim em primeiro lugar com um português que foi muito importante para o CDS. Adelino Amaro da Costa, homem que exemplifica pelo sua forma de estar na política, o que é ser Democrata-cristão, sendo como foi defensor de valores sociais em que acredito profundamente, nomeadamente da liberdade, da solidariedade, do personalismo e da cooperação, hoje cada vez mais validos, mas perdidos na nossa sociedade. A par disto ele também defendeu a economia social de mercado, que também defendo.
Outro que internacionalmente foi importante e é uma outra referência com a qual me identifico é o Helmut Kohl, também ele democrata-cristão, conhecido por derrubar o Muro de Berlim e que unificou a Alemanha. Ele enfrentou em 1990 grandes dificuldades sociais e económicas com sucesso, que ainda hoje permitem a Alemanha assumir-se como um dos líderes mundiais não só ao nível político, mas também ao nível económico como sabemos. Para além disto foi importante também na construção da União Europeia em que hoje vivemos.
Imagens: Google

domingo, 4 de setembro de 2011

PND –M com mais tretas sobre pseúdo-coligações e o CDS-M

Acabei de ouvir no Telejornal da RTP-M, o primeiro candidato do PND-M, Helder Spínola, que perdeu uma iniciativa política hoje para questionar o CDS-M sobre uma eventual coligação com o PSD-M, desta vez apenas diferenciando de anteriores tentativas de outros partidos, perguntando se em vez de uma coligação com o PSD-M de Jardim, se essa tal coligação se faria com o PSD-M de Jaime Ramos.

Confesso que ao ouvir isto para além da tremenda gargalhada que me provocou, deu-me pena ver alguém que até hoje considerei ponderado e que tinha de certa forma trazido alguma credibilidade a este Partido, se deixe levar por ressabiados, que todos sabem saíram do CDS e que hoje fazem parte dos principais órgãos dirigentes desse PND-M, que pelos vistos ontem acordaram mais uma vez maldispostos e decidiram que o alvo a atacar desta vez deveria ser o CDS, com uma questão que para além de fácil resposta é ao mesmo tempo absurda e ridícula.

Mas respondendo…

O CDS-M, por muito que lhes custe a eles, não fará claramente nenhuma coligação com o PSD-M de AJJ ou de Jaime Ramos, primeiro porque falar de Jardim é o mesmo que falar de Jaime Ramos, portanto é o mesmo PSD-M. Ponto final!...

Segundo porque o CDS tem um projecto próprio e parte para estas eleições para ser ALTERNATIVA através de uma terceira via, portanto disputa tal como o PS e PSD as eleições para ser o Partido mais votado que possa formar governo. Difícil ou não, isso depende dos Madeirenses, agora o caminho do CDS é simples e é este…

Como se tem visto o CDS tem vindo para além de fazers fortes críticas ao Governo do PSD-M, apontar soluções para os problemas da Madeira e está preparado para Governar, pelo que essas insinuações do PND, para além de inúteis só servem para dar vantagens ao tal PSD-M que eles dizem combater, se é que de facto combatem(?)..

O CDS há já muito tempo que disse claramente que não faria coligações com ninguém. Nem com o PSD-M de Jardim, nem com o PS-M de Serrão / Máx / Vítor (a Troika do PS-M) e muito menos entraria em plataformas pseúdo-democraticas de “tudo ao molho é Fé em Deus”, porque nenhuma dessas soluções seria a mais adequada para resolver os problemas da Madeira, pelo que optou e bem em seguir o seu próprio caminho.

Agora o PND-M, já não!...

O PND esteve disposto a fazer coligação / plataforma com o PS de Serrão e veja-se com a extrema esquerda!... Lindo que isto seria!... Juntar os extremistas de Direita com os extremistas de Esquerda!...

Não senhor!... A Madeira merece melhor e nós não vamos dar a Jardim o triunfo de forma facilitada como eles querem!...

Se há quem tenha de explicar que acordos pré ou pós eleitorais estaria predisposto a fazer, esse é o PND-M!...

Pela nossa parte a nossa única coligação será com os Madeirenses, que no dia 9 de Outubro dirá ao CDS-M qual será o seu papel no novo ciclo que ACREDITAMOS se abrirá nesse dia para um futuro melhor para os Madeirenses…



Imagem: Google

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MPT-Madeira mais uma vez enganado...

Vi a pouco numa peça da RTP-Madeira e agora a pouco também no DN-Madeira on-line, que o MPT-Madeira acusa o CDS e nomeadamente o CDS-Madeira, através do seu líder de estar a favor dos novos aumentos de impostos, promovidos pelo Governo da República do qual o CDS faz parte.

Acontece é que o MPT-Madeira anda distraído ou melhor desesperado e ataca mais uma vez o CDS, quase que poupando o PSD, quando se sabe já até pela comunicação social que este aumento de impostos anunciado tem gerado dentro do CDS protestos e discordância. Portanto o CDS também se mostra discordante sobre os mesmos, nomeadamente o CDS-Madeira, tal como aconteceu também esta semana em relação a redução de horários de transmissão da RTP-M e RTP-A.

Gostem ou não no CDS há verticalidade e respeito pelos compromissos assumidos com os eleitores, coisa que o MPT-M só se lembra quando está em época eleitoral.

Gostem ou não eles e o PSD, o CDS não deixará de discordar como o tem feito, para bem do País e tudo fará para que mesmo em grande minoria no governo possa alterar de alguma forma este caminho levado pelo PSD.

Um conselho aos amigos do MPT-Madeira. É melhor se preocuparem mais com os seus adversários directos (PAN) do que com o CDS-M, pois se não o fizerem terão uma desagradável surpresa no dia 9 de Outubro. Quem avisa amigo é!...

Image: Google

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A verdadeira intenção do BE-M em relação as supostas incongruências do CDS

O BE-M, mostra tal como o PSD-M e o MPT-M que andam com um nervoso miudinho verdadeiramente rídiculo, talvez por esta pré-campanha não lhes estar a correr como desejado e de entre a perca de apoiantes e a fraca visibilidade política, correm quase que desesperadamente e aos trambolhões a tentar enfraquecer outros Partidos da Oposição Regional e que no caso do CDS-M por via da Coligação existente entre o PSD-N e o CDS-N, sendo como se tem visto um dos alvos mais apetecíveis no que vai de pré-campanha por várias razões, mas especialmente porque se tem mostrado coesa e forte, com um bom projecto político, prevendo-se um excelente resultado eleitoral.

Acontece é que o BE/BE-M metem os pés pelas mãos, misturando assuntos regionais que devem ser resolvidos no âmbito da ALM com o âmbito das questões nacionais e que devem ser tratadas na AR. Pior! Confunde questões políticas com questões judiciais que devem ser sim resolvidas nos Tribunais. Para eles vale tudo na política!...

Uma coisa é a censura de actos políticos ou de comportamentos políticos cometidos nesta terra e que devem ser claramente censurados na casa da democracia Madeirense (ALM) por todos como tem sido, indiferentemente de quem proponha, mas que tenha considerações aceitáveis por todos e que em abono da verdade tem acontecido. E outra é pelo simples jogo político servir-se destas situações não para defender princípios ou entidades / pessoas que tenham sido alvo desses comportamentos, mas para condicionar a Coligação Nacional e por via desse condicionamento tentar condicionar neste caso o CDS-M.

Essa é que é a única intenção do BE-M, apenas explorar eventuais contradições políticas de um dos Partidos da Coligação com fins eleitorais, levando o assunto que deve ser resolvido nos Tribunais para o debate da AR, quando estas questões já foram discutidas por diversas vezes e bem pelos Partidos na ALM. Querem apenas é só dividendos eleitorais. Acontece é que o jogo é tão evidente que já ninguém se deixa enganar...

O que importa é que o legitimo representante do CDS-M incluído na bancada do Partido na AR já claramente demonstrou que o CDS-M não se revê nos comportamentos do Governo de AJJ e dos Dirigentes do PSD-M, como aconteceu a dias em que JMR quando votou favoravelmente um voto do BE-M que censurava atitudes do Sr. Jaime Ramos, mesmo como se viu tendo um voto diferente da restante bancada. Uma vez chega!... E é isso que importa, não confundir os cenários políticos e o CDS e bem o tem feito. Porque a posição quer Nacional quer Regional do CDS sobre esta matéria é clara, sem nenhuma incoerência, querendo-se que as questões regionais sejam resolvidas pelos Madeirenses e claro afirmando como Partido que é contra estes comportamentos anómalos em democracia.

Espero que o BE-M que tanto quer ser paladino nestas matérias seja também exemplar levando este assunto aos Tribunais. Esse é que é o desafio encontrar os meios jurídicos que validem uma acção no meio competente. Veremos!... Mas não acredito que o façam… Só lhes interessa a “trica” política!...

Imagem: Google

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Jardim já assume a derrota?...

Para espanto meu e se calhar de muitos Madeirenses, Jardim ontem a noite na sua crónica no TVI24 (hoje também publicado no Jornal da Madeira), pela primeira vez retratou um cenário em que perde as eleições. Assim, assumido esse cenário que também acredito ser possível importa desde já desmontar as consequências que ele quer (iludindo as pessoas), tentar fazer passar no que seria a solução governamental decorrente da sua derrota.

Como já foi sobejamente referido o CDS-Madeira já disse sobre coligações pós eleitorais, que não as vai fazer nem com este PSD-M, nem com o PS-M. O facto é que Jardim assume implicitamente ao sugerir o cenário de coligação governativa pós-eleitoral PS/CDS, que teme a derrota nas eleições de 9 de Outubro e tenta evita-la a todo o custo, formulando hipóteses de governação ridículas que nunca irão acontecer.

Pondo de parte mais este disparate dito por ele, de que se: “votarem no CDS é pôr o PS no poder da Madeira”, e a mentira descarada de que “O PS, entretanto terá acertado o futuro governo madeirense com o CDS”, o importante é que ele assume o cenário de perdedor, o que significa tendo em conta os repetidos ataques ao CDS-Madeira que ele já acredita que o CDS será decisivo para a sua derrota.

A estratégia do PSD-Madeira começa a ser clara e pelo que temos vindo a ver, será fortemente direccionada contra o CDS-Madeira. Basta ver que semanalmente quer no JM (que eles controlam com dinheiros públicos), vários escribas criticam diariamente o CDS. Alias não é só no JM!... É também nos discursos políticos de AJJ que se repetem em actos públicos e partidários.

Mas os argumentos de Jardim são fracos e diria que não se sustentam de forma alguma, pois todos vê-mos claramente que o PS-Madeira, estará longe de obter um resultado que permita almejar o poder na Região, correndo o risco inclusive de ser ultrapassado pelo CDS-M que Jardim tanto teme. E ao contrário do que seria impensável a alguns anos atrás é sem dúvidas um cenário hoje real, pois as últimas eleições de Junho demonstram ser possível, tal como aconteceu nalguns Concelhos.

Por outro lado AJJ ignora deliberadamente que o CDS-Madeira já afirmou claramente que o seu caminho é de ALTERNATIVA, o que significa o assumir de um projecto político com o qual quer disputar sozinho o poder ao PSD-Madeira, pois acredita ter para além de bons e competentes quadros, propostas e soluções para os desafios que o esgotado Governo do PSD-M de Jardim já não consegue resolver.

Uma coisa eu acredito!... Se houver coligações pós eleitorais cujo principal protagonista seja Jardim ela só se fará com o PS de Jacinto Serrão, pois só os famintos de poder pelo poder é que fariam uma coligação com o actual líder do PSD-M, basta ver o que foi o processo da Vice-presidência da ALM e a tentativa de acordo que eles tentaram junto de Jardim para reverem a Lei Eleitoral, que só quem quer o poder pelo poder é que era capaz de fazer acordos políticos com estes. No meu ver é claro que se houver vontade de Jardim em fazer acordos eles só se fariam a sua esquerda, pois tal como ele assumiu recentemente ele já se considera socialista e é só com os socialistas que ele poderia fazer um Governo, pois estes (veja-se o que foi o Governo de Sócrates na República), seriam os que a vários níveis teriam mais pontos de convergência para governarem com ele.



segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O que está em causa a 9 de Outubro

A 9 de Outubro, os Madeirenses serão chamados a escolher uma Assembleia Regional constituída por 47 deputados e que por consequência dará posse a um novo Governo Regional para os próximos 4 anos. Esta será uma eleição de extrema importância para o futuro colectivo da Madeira, pois esta em causa o rumo que a Região deverá seguir, num momento em que vivemos a pior crise económica e social desde que a Autonomia foi conquistada. Os Madeirenses têm nas suas mãos uma oportunidade única para decidir neste tempo de crise que deputados e que governo querem. Se os mesmos que na Assembleia de manhã fazem leis que os beneficiam a tarde, nos seus negócios e se querem continuar também com o mesmo governo que nos levou a actual situação de ruína económica e de endividamento excessivo, que juntos criaram um exército de mais de 20 mil desempregados e de mais de 70 mil pobres ou se querem um novo modelo económico e social, que relance a economia, controle as finanças públicas e que por consequência gere novamente emprego e a estabilidade perdidas. É isto que de facto está em causa a 9 de Outubro, encontrar de entre os Partidos concorrentes, o melhor projecto político que dê as melhores garantias de que a Madeira estará melhor nos próximos anos. Um projecto político que seja credível, exequível, com gente bem preparada, competente e um Partido que sendo o suporte disto seja ele também estável, pois só se pode promover estabilidade, quando se sabe o que ela é. A Madeira necessita de gente conhecedora da realidade regional e que seja ao mesmo tempo capaz de inovar e ousar nas soluções. Os Madeirenses merecem uma Madeira diferente, mas que seja verdadeiramente de todos. Eu acredito que o CDS-M está preparado para este desafio, reunindo a sua volta, não só gente competente e experiente, mas também jovens com ideias frescas, com forte vontade de vencer, que acima de tudo quer ver a sua Madeira como uma terra de oportunidades. O nosso trabalho político pelos Madeirenses está a vista de todos, seja ele nas Autarquias da Região onde estamos representados ou na Assembleia Legislativa da Madeira e mais recentemente na Assembleia da República. Ele fala por nós! Tem sido um trabalho constante e forte na Oposição, mas ao mesmo tempo construtivo, onde não tem faltado propostas e a defesa das causas que defendem os reais interesses dos Madeirenses. Estamos prontos, disponíveis para dar a volta a este modelo obsoleto de desenvolvimento que o PSD-M tem seguido e teima em continuar a seguir. Estamos prontos para ser a real alternativa estável que os Madeirenses tanto querem e acredito que a 9 de Outubro será o momento. Por mim, por ti, pela Madeira, a Madeira vai mudar!... Eu acredito!...
Imagem: Amilcar Figueira
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* Texto de opinião publicado no Jornal "Alternativa Já", na sua versão integral

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A questão da Segurança em Câmara de Lobos

Nos últimos tempos lamentavelmente tem sido recorrente ver nos diversos jornais várias notícias relacionadas, com furtos, vandalismo e outros diversos incidentes e crimes. Também não há dia em que não deixe de ouvir as recorrentes queixas em Cª Lobos de quem está preocupado ou assustado com esta onda de criminalidade crescente que se faz sentir.

Foi por isso que decidimos enfrentar o problema e ir ao encontro dos anseios das pessoas, atacando-o em várias frentes, promovendo também a discussão e o debate em torno destes problemas.

Assim no passado dia 30 de Junho deste ano, endereçamos uma carta ao Comandante da Esquadra da PSP de Cª Lobos, que tendo recusado o pedido de audiência connosco para debater este assunto por não estar autorizado pelo comando regional, solicitamos-lhe uma apreciação sobre este problema e questionamo-lo sobre as carências que eventualmente existissem. Desta carta ainda aguardamos resposta.

Posteriormente e lançado este assunto da segurança a debate, surge uma proposta do PS sobre a criação de um Regulamento que permitisse a criação também no Concelho de um núcleo de Guardas-nocturnos, que coerentemente apoiamos, sem preconceitos políticos e sem querer marcar agenda nenhuma, como alguns na praça pública já referiram, como se esta fosse uma questão de aproveitamento político, coisa que pela gravidade se percebe não é.

Tal como solicitamos a PSP informações concretas sobre este problema no Concelho, também encetamos contactos junto dos nossos Grupos Parlamentares, quer na ALM, quer na AR, nomeadamente com o nosso deputado, José Manuel Rodrigues, no sentido de tudo novamente ser feito junto da tutela para dotar de mais meios a polícia e para que se continuasse a reivindicar os Postos Policiais para o Estreito e para o Curral das Freiras, como sempre defendemos, pois hoje mais do que nunca tornava-se importante encontrar meios que fossem ao encontro destas pretensões das populações e acredito da própria PSP que está no terreno.

A par destes contactos todos, decidimos avançar com uma proposta que já sendo testada noutros Municípios com sucesso, poderia no nosso entender ajudar a minimizar o problema se o estudo proposto, desse viabilidade a solução. Falo do Sistema de Videovigilância, que entendíamos deveria ser também estudado, para ver se era uma mais-valia no combate da criminalidade, mas o PSD, tal como foi intransigente com a questão dos Guardas-nocturnos, também foi da mesma forma intransigente com este estudo. Mais uma vez o PSD, achou que estávamos a ser drásticos e mete para baixo do “tapete”, mais este problema.

Tal como defendi, quando chamado a defender a minha proposta na passada Sexta-feira, não entendo como se pode considerar desnecessárias mais medidas de combate ao crime, quando sabemos que por muito que se queira e se pressione, os problemas relacionados com a PSP local, levará algum tempo a serem resolvidos. É ridículo sacudir a água do capote, mandando para o Governo da República e para a PSP este problema e nada fazer para também o combater. É que nem sequer nas causas, há um combate forte, falo da prevenção contra as toxicodependências verdadeiramente eficaz, pois o prometido não é cumprido, nomeadamente construindo-se o Centro de dia para Toxicodependentes, para além da falta de meios humanos nas instituições que lidam com estes problemas, etc, etc..

Por outro lado, o desemprego cresce por causa da crise e da desgovernação do PSD, agravando os problemas sociais que acabam normalmente por fazer crescer também a criminalidade. E aqui importa lembrar que Cª Lobos é o 3º concelho com mais desempregados da RAM, o que deveria fazer reflectir a muita gente com responsabilidades, mas que passivamente olham para estes números e não reagem. Acresce também os problemas do comércio tradicional, moribundo, que espera do Município políticas de dinamização que nunca mais chegam.

E depois dizem que somos “catastrofistas”(?) Só os políticos que já estão anos a mais na política, acomodados ao sistema, esses também na oposição, mas que nada propõe de alternativo e que apenas chutam o problema para quem governa, servindo neste caso como caixa de ressonância (mais uma vez) do PSD é que podem dizer isto, lamentavelmente!...

De qualquer forma não nós conformamos com o chumbo e com a campanha de oportunismos de outros, vamos continuar a seguir este problema e vamos continuar a pressionar aos mais diversos níveis a quem de direito, para a resolução do problema enquanto persistir.

Podem contar com isso!...


Imagem: Notícia do DN-Madeira

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O João Isidoro discorda?... Não estava a espera de outra coisa…

Hoje surge uma notícia no DN-Madeira, dar conta de que o líder e vereador do MPT em Câmara de Lobos é contra as propostas do CDS e do PS, nomeadamente as relacionadas com o tema da segurança em debate por estes dias em Câmara de Lobos.



Eu de facto não estava a espera de outra coisa, não só tendo em conta o que este tem vindo a dizer sobre isto nas últimas reuniões de CM, mas também porque ao longo do que vai de mandato são poucas as vezes em que este concorda com as propostas apresentadas pelos outros Partidos da Oposição, nomeadamente do CDS.

Veja-se o que tem sido então o posicionamento do João Isidoro e do seu MPT em Câmara de Lobos e cada um que faça o seu juízo e avalie afinal de que lado está este Partido e os seus Autarcas.

Pela nossa parte indiferentemente do que o MPT ache das nossas propostas continuaremos a ser uma oposição forte, construtiva e alternativa a este PSD. Uma coisa é certa ninguém pode negar que somos a única força política que no Concelho, quer no passado, quer no presente sem nenhum tipo de ambiguidades, tem defendido acima de tudo os Câmara-lobenses. O nosso passado e presente fala por nós…

Segue aqui um conjunto de posicionamentos que de facto demonstram as diferenças substanciais entre o MPT de João Isidoro e a nossa do CDS:

- Enquanto o CDS foi contra o perdão de dívidas de valor superior a 50.000 Euros em água, a SMD, o MPT foi a favor;

- Enquanto o CDS pretendia forçar o PSD a fazer mais obra no Estreito, os autarcas do MPT viabilizaram o Orçamento da Junta do Estreito, mantendo o Estreito no abandono;

- Enquanto o CDS votou contra o Regulamento Municipal da Urbanização e da Edificação, que aprova normas ilegais e encarecem fortemente as taxas a pagar, o MPT votou a favor ao lado do PSD;

- Enquanto o MPT vota a favor de revisões orçamentais que aumentam a despesa inútil o CDS vota contra;

- Enquanto o CDS pretende censurar o Governo Regional por não cumprir os Contratos-programa em que mais de 18 Milhões não chegaram a Cª Lobos, o MPT na AM, também ajudou o PSD para que o assunto não fosse discutido;

- Enquanto o PSD enrola o MPT junto com outros Partidos na bajulação ao despesismo que é dar 14 Milhões de Euros a um privado para instalar o Lar e o Centro de Saúde, num Edifício que de longe o ideal para instalar estes equipamentos, o CDS foi o único Partido a ser CONTRA;

- Enquanto o CDS queria que fosse Regulamentada as queimadas e fogueiras, o MPT foi também contra;

- Enquanto nós votamos contra a adesão de Cª Lobos ao sistema de distribuição de água e de saneamento básico da RAM, o MPT absteve-se;

- Enquanto o MPT aprovou com o PSD a queima de fogo de artificio em tempos de crise, onde muitas empresas desesperam por receber, o CDS foi frontalmente contra;

Enfim muito mais há para assinalar, mas isto dá para ver quem é oposição e quem no final de contas esta feito com o PSD, esses sim uma verdadeira catástrofe para Câmara de Lobos…


Imagem: Google

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Novo Hospital: O que o Filipe Malheiro não disse…

Tenho por estes dias visto o também bloguista Filipe Malheiro, muito interessado em trazer a público excertos de “cartas” que foram trocadas na anterior legislatura, por causa do novo hospital da Madeira, colocando certas dúvidas no ar e tentando passar a ideia de que afinal o processo do hospital já teria morrido, sem direito a ser novamente discutido, como se em política tudo fosse definitivo. Além disto achei caricata a forma como vitimiza o Governo Regional, actualmente o grande culpado pela sua teimosia, de não levar este assunto até ao fim. Esquecendo ou omitindo o facto que a legislatura de Sócrates acabou e que com um novo governo que tomou posse, pode o processo recomeçar e ter um final diferente… Bastando apenas querer… E pelo que já sabemos o PSD-M não quer…

Acontece que no meio das dúvidas levantadas, o Filipe Malheiro esqueceu de referir um facto extremamente importante e de grande relevo, esse sim do meu ponto de vista altamente censurável, pois subverte as prioridades que o Governo da Região deveria de ter. Falo da negociata que envolveu Sócrates e Jardim, que em troca do hospital, Sócrates dava a Lei de Meios, que agora sabemos vai servir para se mandar para o mar mais milhões, na Marina do Lugar de Baixo e na consolidação do aterro no Funchal, de entre outras obras que nalguns casos tal como a marina nada tem a ver com os temporais, mas que por falta de capacidade financeira e de criatividade do Governo Regional, serão utilizados meios financeiros da tal Lei que deveria resolver apenas e só os problemas resultantes das catástrofes naturais dos últimos invernos, mas não, vão servir para se gastar nestes erros de governação. Daí aparecer a tal carta ambígua do Governo da República do PS a responder ao José Manuel Rodrigues, quando este questiona sobre o projecto do novo hospital poder ser candidatável no âmbito da Lei de Finanças Regionais. A panelhinha entre Jardim e Sócrates já estava cozinhada pelo que toca "engonhar", como "engonharam"!... 

O argumento do PSD-M, repetido agora também pelo Filipe Malheiro, de que não há dinheiro, no meu ver é uma falsa questão, pois a comparticipação regional sempre poderia ser possível, se este governo não continuasse a desbaratar dinheiros públicos em obras ou negócios sem sentido como temos visto. Por exemplo o novo Centro de Saúde e Lar de Idosos de Câmara de Lobos, que foi já alvo de elógios do PSD-M e onde parte da oposição, menos o CDS se deixou enganar, em que o Governo Regional de Jardim compra a um privado o edifício já existente em tosco denominado de "Arca de Cristal" por 14 Milhões de Euros, quando nem metade vale! E reparem, este GR tinha outras opções para concretizar estes equipamentos e com melhores condições, mas preferiu desterrar os 14 Milhões!... Este é apenas um exemplo! Mais com certeza poderiam ser referidos, mas este acho para já suficiente para demonstrar o que digo.

Por isso caro Filipe, mais uma vez, defende o indefensável, que é se gastar mais dinheiro para deitar ao mar ou para dar a privados em negócios questionáveis, em troca de um hospital, pois não querer o hospital implica isso mesmo. Este projecto do novo hospital no meu ver e no ver do CDS é mais importante para a Madeira...

Imagem: Vivamadeira

quinta-feira, 14 de julho de 2011

«É natural mudar»?... Claro que é!.. Agora com Maximiano é que não!…

O possível candidato do PS-M a presidência do Governo Regional, Maximiano Martins, num artigo de opinião hoje publicado no DN-Madeira, expressa um conjunto de argumentos lógicos com os quais qualquer um de nós (democratas) se identifica, visto serem em primeiro lugar neutros e necessários numa democracia dita normal, tendo em conta as mudanças que neste caso se deveriam processar na Madeira em Outubro, quando os Madeirenses forem novamente chamados a votar e escolher um novo Parlamento Regional e por conseguinte um novo Governo Regional.

Se na lógica dos princípios podemos concordar, está minha concordância fica por aí, visto que a materialização desta necessidade, não é de forma alguma compatível com a prática desse Partido que ele representa e muito menos os rostos que estes sugerem para a mudança, desculpem, mas no meu ver, não se coadunam com os princípios enunciados e muito menos representam pela confusão que é este PS-M, uma opção sequer ponderável!...
Vejamos:
O possível candidato a Presidente do Governo, ainda não é em termos formais candidato, pois nos órgãos próprios do PS-M, ainda não foi sufragado e pelo que se ouve falar, até poderá ser “chumbado”, tendo em conta as lutas das facções que tem chacinado este PS-M…. Como então alguém que já até provocou saídas de importantes dirigentes desse Partido, ser um rosto vencedor?... Não é!...
Tirando está questão formal da confusão que é fazer listas no PS-M, há outras razões, essas sim do meu interesse e do interesse geral dos Madeirenses que importa lembrar. Maximiano Martins foi já deputado na Assembleia da República eleito pela Madeira, nas listas do PS-M, naquele que foi a legislatura que mais danos ocasionou a Autonomia da Madeira, pois se a memória for avivada, este fez parte do Grupo Parlamentar do PS na AR, que suportou o primeiro Governo de José Sócrates, que através da Lei de Finanças Regionais de 2007, deu de mão beijada argumentos para Jardim antecipar as eleições Regionais que deveriam ter sido em 2008 e que lhe deu mais uma maioria absoluta, para desgraçar ainda mais a nossa Madeira. Lembro também que foi nessa legislatura nacional que o PS-M teve um excelente resultado, empatando no número de deputados eleitos com o PSD, mas que no fim, nada de novo ou melhor trouxeram a Madeira, muito pelo contrário foram tão cinzentos como os deputados do PSD-M.
Depois, como se viu publicado na imprensa de hoje, este voltou a rodear-se das “velhas figuras”, que foram sempre os rostos das derrotas do PS para fazer o tal governo sombra(?)… Meu Deus!... Nada de novo(?)… Nem gente nova!... E como veremos, aposto não trazem propostas novas mobilizadoras da sociedade civil desta terra… Em soma o PS-M é mais uma vez o reflexo do passado que Jardim facilmente desmonta e que aos olhos dos eleitores não entusiasma…
De facto a Madeira tem de mudar e alternar, só ganha com isso, mas acho que não é este PS-M o mais capaz para protagonizar está mudança. Não é uma questão de competência profissional como é evidente, tem a ver sim, com a estabilidade que um Partido organizado e estabilizado traz e claro o projecto que possa representar um projecto alternativo de mudança, que aliado figuras que balizam essas propostas, construir o projecto… E manifestamente nem Serrão, nem Maximiano são os rostos que protagonizem o desejo de mudança…
Veremos, mas estou certo que os Madeirenses querem uma terceira via, que se mostra mais consistente, mais unida, com um conjunto de jovens quadros que aliados a já experientes quadros, trazem novas SOLUÇÕES para velhos problemas desta terra. E essa opção, cada vez mais forte é o CDS-M que tem como líder e Presidente, José Manuel Rodrigues…

Imagem: DN-Madeira

Tontos?... Quem?... Já percebi quem Governa e mete no mar milhões para se perderem!...

Eu tenho por regra não comentar os disparates, a malcriadez e os frustrados ataques que Alberto J. Jardim faz aos seus adversários. Não o faço porque estes são cobardes, mentirosos e sem nenhuma honestidade intelectual, isto para não falar da fulanização indigna dos seus ataques, o que para mim é inadmissível.

Mas hoje abro uma excepção...
Porém ontem, na reinauguração da Marina do Lugar de Baixo, a que este chamou de “visita as obras”, decidiu no seu já habitual tom insultante chamar tontos a todos aqueles que questionaram e questionam o dinheiro desterrado numa marina, que desde os primeiros dias da sua existência deu sempre graves problemas, obrigando a investimentos de reparação da infra-estrutura e da consolidação da escarpa adjacente milhões e milhões, que já dariam para fazer o hospital que a Madeira tanto necessita e que o PSD-M não quer.
Lamentavelmente e mais uma vez AJJ insultou aquele que ele chama de “Povo Superior”, os Madeirenses, porque são milhares, os que se indignam com o que se tem feito nesta infra-estrutura e da forma deplorável com que o Governo Regional trata deste assunto, nunca assumindo o erro e pior insistindo no erro, tentando passar um atestado de burrice, aos Madeirenses que com quatro dedos de testa perceberam que este erro devia ter sido já corrigido, deixando-se de jogar dinheiro ao mar como se tem feito. Este leviano tratar de um assunto tão importante pelos montantes que se tem dispendido, merecia mais e melhor competência política, visto que a técnica, essa, nunca afinal existiu, pois instalar uma Marina num local destes, só mesmo um tonto o faria!...
Os burros esses são os que insistem neste erro, que custa a Madeira um HOSPITAL!.. Burros são aqueles que nesta terra continuam como se tem visto no Jornal da Madeira destes dias, a bajular cegamente quem nos leva a passos largos ao abismo, em troca de lugares de destaque nas listas do PSD-M… Burros serão aqueles que fazendo o frete ao PSD-M, continuem a ignorar está realidade e não acabem com esta desgraça governativa…
Meus amigos, abram os olhos!... Só os burros são os que usam palas!...

 
Imagem: Google

Sr. João Isidoro, diga lá outra vez... Quem é que é incoerente?...

Há de facto gente que não apreende com os erros que comete e teimosamente continua comete-los... Enfim!... Não tem remedio!...

Refiro-me ao Sr. João Isidoro ex-socialista que formou e descaracterizou o MPT na Madeira, hoje um Partido que segundo se viu nas recentes eleições nacionais, por cá está em forte decadência por não ser coisa nenhuma, apenas e só conforme lhes dá jeito o braço esquerdo do PSD-M.

Sobre o que penso ser a acção verdadeiramente INCOERENTE do João Isidoro, já o expressei inumeras vezes como podem recordar nestes posts: 1, 2, 3, 4. Pelo que não perderei tempo a repetir...

Apenas gostaria hoje evidenciar e chamar a atenção para um facto que embora não sendo novo, volta a repetir-se e que a mim e acredito a muita boa gente deve provocar gargalhadas valentes e que é a triste competição que vai aí, entre os Partidos de Esquerda, para ver quem bate mais no CDS-M, que todos já percebemos é o alvo principal destes nestas Eleições Regionais, esquecendo o verdadeiro adversário que é o PSD-M... Enfim o repetir de erros habituais, mais uns!...

Mas como dizia, há de facto uma competição incrível na esquerda e aqui o João Isidoro não quer ficar de fora e muito menos atrás dos seus ex-camaradas do PS-M, Partido este que tem repartido com o MPT os votos dos socialistas. Veremos quem grita mais!.. Se o Carlos Pereira (PS) ou se o João Isidoro do (MPT)!... Looll!... Veremos!...

Interessante ver que nesta matéria a Esquerda no seu conjunto, toda, está ao lado do PSD-M!... Todos atacam a alternativa crescente que é o CDS!...

No meu ver isso é bom!.. É sinal que o discurso e a acção estão certos e que a estabilidade que reina no CDS-M, dá confiança aos Madeirenses... Estamos assim no bom caminho!...

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

«CDS propõe sistema de videovigilância em Câmara de Lobos»

O CDS/PP vai entregar à Câmara Municipal de Câmara de Lobos uma proposta no sentido de ser feito um estudo que afira a pertinência ou não da implementação de um Sistema de Videovigilância nas zonas mais sensíveis dos núcleos urbanos do município. A proposta deverá ser discutida na próxima Assembleia Municipal.(*)


A novidade foi avançada esta manhã, por Roberto Rodrigues, vereador do CDS em Câmara de Lobos, numa iniciativa que decorreu junto à esquadra da PSP local e que teve como objectivo abordar o aumento da criminalidade no concelho.


(*) Importa referir que a proposta em questão não será analizada em Assembleia Municipal, mas sim em reunião de Câmara Municipal.


Fica aqui também o som da Conferência de Imprensa e o link onde se pode ler a carta que enderecei  ao Comandante da Esquadra da PSP de Câmara de Lobos.

Fonte: DN-Madeira
Fotografia: Amilcar Figueira

quarta-feira, 29 de junho de 2011

«Olha, a direita malévola ajuda os jovens "precários"»

Hoje vários dirigentes políticos dos diversos Partidos da Esquerda Regional, vieram a anunciar o fim do Estado tal qual como o conhecemos. Acontece que estes julgo que por não lerem o documento oficial do Programa de Governo, vieram vaticinar (veja-se!), o fim da escola pública, do sistema público de sáude e a facilitação do despedimento.

Mais uma vez enganaram-se, nada disso consta do Programa conhecido e importa aqui denunciar este jogo político mentiroso.

Eu reservo-me para mais logo, onde um a um, virei desmistificar cada uma das mentiras já hoje anunciadas, apresentado todas as medidas reais que se pretendem implementar para bem de Portugal, onde claro se inclue a Madeira.

Sobre a Madeira, claro que será feita a devida analise e sobre as eventuais medidas que directamente recaiam sobre a Região.

Para já fiquem com o artigo Henrique Raposo, publicado hoje no Expresso:

«A medida estava presente no memorando da troika, mas agora está mesmo no programa de um governo de Portugal . Que medida é esta? Os falsos recibos verdes vão ter direito - finalmente - a subsídio de desemprego. É da mais elementar justiça geracional. Lixados por um mercado de trabalho que beneficia sempre os mais velhos, os que chegaram primeiro, os jovens adultos portugueses têm conhecido uma via de sobrevivência laboral : o falso recibo verde, isto é, x trabalha numa empresa das 9 às 5, mas não tem um vínculo sólido com essa mesma empresa. Não é um verdadeiro trabalhador independente, porque, na verdade, está sujeito a uma hierarquia e a um horário. Bom, quando perde este emprego, x não tem direito ao subsídio de desemprego - apesar de ter descontado como qualquer outro trabalhador. Ou seja, o jovem x é lixado pela lei laboral (a rigidez que dificulta o despedimento individual, e os custos do trabalho além do salário - a TSU por exemplo - colocam o empresário na defensiva na hora de contratar) e depois também é lixado pela segurança social. Agora, esta injustiça é combatida através da atribuição do subsídio de desemprego aos falsos recibos verdes.

Finalmente vemos algum ajuste geracional em benefício dos mais novos. Sim, as reformas mais altas vão perder dinheiro, mas é esse dinheiro que vai ajudar os mais jovens. Lamento, mas quem tem uma reforma de 3 ou 4 mil euros pode perder 400 euros, até porque esses 400 euros vão ser a totalidade do subsídio de desemprego de quem trabalhou dois ou três anos a 500 ou 600 euros por mês. Lamento, mas estas transferências de cima para baixo não vão ficar por aqui.

PS: Em anexo, convém apontar para outro pormaior: o código contributivo de Sócrates - que penalizou a sério os trabalhadores independentes - vai ser revisto para baixo. Portanto, abaixo a direita malévola e inimiga dos trabalhadores!»

 
Texto e Imagem: Expresso

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O acordo político para o estabelecimento de um projecto político de legislatura, assinado entre o PSD e o CDS/PP

"Portugal está hoje confrontado com uma situação extremamente delicada, caracterizada por uma profunda debilidade económico-financeira que nos obrigou a recorrer, pela primeira vez em mais de três décadas, à ajuda externa. Uma debilidade económico-financeira que se projecta, de forma dramática, na degradação das condições de vida da generalidade dos Portugueses e que está inclusive a pôr em causa o desempenho, pelo Estado, das suas responsabilidades indelegáveis de protecção dos mais desfavorecidos e daqueles que se encontram numa situação de maior debilidade, bem como a promoção da igualdade de oportunidades e da mobilidade social.
As eleições legislativas do passado dia 5 de Junho representaram, porém, o surgimento de um novo horizonte de esperança. Porque deram nota, clara e inequívoca, da vontade dos nossos compatriotas de não se resignarem. Porque os seus resultados traduzem um claro desejo de mudança. E, sobretudo, porque tornaram patente que existem soluções, credíveis e claras, para retirar o País do actual estado de coisas e para o recolocar na senda do progresso e do desenvolvimento.
Enquanto representantes e intérpretes privilegiados da vontade popular, constitui dever de responsabilidade dos responsáveis políticos – de todos eles – retirar as indispensáveis ilações da vontade popular então expressa. E fazê-lo com sentido de responsabilidade e tendo em mente o objectivo primeiro para cuja realização lhes compete trabalhar: a defesa do interesse de Portugal e dos Portugueses.
Os desafios com que estamos confrontados são complexos e pesados. E os tempos que vivemos são, por isso mesmo, de exigência e de responsabilidade. Porque, mais do que mudar de políticas, o que está em causa é mudar o próprio modelo de desenvolvimento económico e social do País.
É possível, e é necessário, governar de forma diferente e, sobretudo, governar melhor. Para o conseguir, porém, é indispensável delinear uma solução política que não se traduza num mero arranjo de conveniência, preocupado apenas com a ocupação de lugares no poder, mas que seja tradução de um projecto coerente para mudar Portugal, para melhorar, de modo sustentado, as condições de vida dos nossos compatriotas e para voltar a colocar Portugal numa rota de convergência com os nossos parceiros europeus, de cooperação estreita com os Países de Língua Oficial Portuguesa e de renovado prestígio na comunidade internacional.
Assim, o PSD e o CDS/PP:
• Atenta a absoluta necessidade de dotar o País de um Executivo que assegure, com coerência e estabilidade, a condução dos assuntos da governação pelo período da XII Legislatura da Assembleia da República;
• Fiéis aos valores que os orientam, nomeadamente a preocupação central com a pessoa humana e a sua dignidade, aos princípios que definem a identidade de cada partido e ao percurso histórico que os caracteriza;
• Interpretando os resultados das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011, das quais resultou uma maioria parlamentar dos dois partidos, correspondendo a uma maioria social de votantes superior a 50%;
• Tendo em conta o apelo, feito pelo Senhor Presidente da República, para que seja encontrada, no novo quadro parlamentar, uma solução governativa que disponha de apoio maioritário e consistente,
subscrevem o presente Acordo Político de Colaboração para o Estabelecimento de um Projecto Político de Legislatura, que se consubstancia nas seguintes regras:
I FORMAÇÃO E ORIENTAÇÃO PROGRAMÁTICA DO GOVERNO
1. O PSD e o CDS/PP reconhecem a absoluta necessidade de dotar Portugal de um Governo maioritário de coligação, condição primeira para fazer sair o País da crise actual e para criar as condições indispensáveis ao cumprimento dos compromissos estabelecidos com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.
2. Para tal efeito, será constituído um Governo de coligação entre os dois partidos, sob a liderança do Presidente da Comissão Política Nacional do PSD e Primeiro-Ministro indigitado, Dr. Pedro Passos Coelho, ao qual cabe, nos termos constitucionais, a responsabilidade pela constituição do Governo.
3. Embora sustentado no apoio parlamentar dos dois partidos subscritores, o Governo terá a preocupação de alargar a sua base de apoio, para isso estabelecendo o indispensável diálogo com personalidades, organizações e instituições da sociedade civil, que se revejam no propósito de mudança que aquele visa protagonizar.
4. A criação das condições de confiança, tanto junto dos portugueses como dos nossos parceiros internacionais, requer absolutamente que o nosso País tenha um Governo de Legislatura. Nessa medida, o PSD e o CDS/PP comprometem-se, através das respectivas direcções políticas e dos seus órgãos próprios, a empreender todos os esforços com vista a garantir a estabilidade e a continuidade desse Governo.
5. O Governo de coligação terá como preocupação fundamental da sua actuação ao longo da legislatura a realização dos seguintes objectivos:
a. Gerir e resolver a grave situação financeira, assumindo os custos e as condicionantes inerentes. Para o efeito, o Governo compromete-se com a execução de um Plano de Estabilização Financeira e de um Plano de Emergência Social que proteja os mais vulneráveis, bem como com o cumprimento dos termos do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras acordado entre o Governo Português, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Queremos reconstruir a confiança da comunidade internacional em Portugal e acautelar o prestígio do nosso país no processo de construção europeia e no quadro da Lusofonia;
b. Criar condições para acelerar a retoma do crescimento económico e a geração de emprego, com vista à melhoria das condições de vida dos cidadãos, apostando na valorização do trabalho e repondo a mobilidade social, especialmente para os mais jovens. O Governo promoverá o aumento da produtividade e da competitividade como via para o crescimento económico sustentado e para a criação de emprego, tornando-se um factor de segurança para os Portugueses.
c. Garantir o Estado Social através da criação de condições para a sua sustentabilidade económica, financeira e inter-geracional, evitando a exclusão social, assegurando uma mais justa repartição dos sacrifícios, mediante uma ética social na austeridade que proteja em particular os grupos mais frágeis da sociedade, nomeadamente os pensionistas com pensões mais degradadas.
d. Iniciar as transformações estruturais necessárias para um crescimento sustentável a todos os níveis: travar e reduzir o endividamento do Estado e diminuir a sua despesa, nomeadamente através da redução de estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e do seu sector empresarial; assegurar o reforço da independência e da autoridade do Estado, garantindo a não partidarização das estruturas e empresas da Administração e assegurando uma cultura de mérito, excelência e rigor em todas, com enfoque na qualidade dos serviços prestados ao cidadão.
e. Abrir um novo horizonte de futuro à juventude, preparando-a para a empregabilidade e a competitividade na nova sociedade do conhecimento, actuando sobre a qualidade e a exigência do sistema de ensino com promoção do mérito, do esforço e da avaliação; e desenvolvendo a ciência, a tecnologia, a inovação, o ensino técnico-profissional e a formação contínua no mundo empresarial.
f. Aumentar a poupança, reduzir o endividamento externo, exportar mais e melhor e depender menos das importações, através de políticas adequadas de ajustamento macroeconómico e reforçando a inovação, o empreendedorismo, a acção externa coerente e uma nova política energética. Acreditamos no papel insubstituível da iniciativa privada, pelo que daremos atenção especial às PME e adoptaremos políticas que contribuam para o aumento da sua produtividade e competitividade. O Governo valorizará os novos sectores estratégicos, designadamente os que têm maior impacto nos bens transaccionáveis, dando a devida prioridade à agricultura e florestas, à economia do mar e das pescas, ao turismo e à cultura, promovendo uma política de proteção ambiental e um desenvolvimento sustentado do território, sem descurar todos os restantes sectores que contribuam para o aumento da capacidade exportadora, que será crítica no curto e médio prazo para a criação de postos de trabalho e para o aumento do rendimento.
g. Remover bloqueios e constrangimentos à recuperação económica, com especial destaque para as seguintes reformas: da concorrência e dos respectivos reguladores; do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação; do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias; do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens.
h. Reformar a justiça, tendo em vista a obtenção de decisões mais rápidas e com qualidade, tornando-a num estímulo ao desenvolvimento económico e ao investimento. Será prioridade do próximo Governo a recuperação da credibilidade, eficácia e responsabilização do sistema judicial e o combate à corrupção.
i. Promover o desenvolvimento humano e social, qualificando os portugueses para a era da globalização onde o conhecimento terá uma importância acrescida. O Governo defenderá a humanização da prestação de cuidados de saúde e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. O Governo reconhece a importância da economia social e pugnará pela máxima utilização da capacidade instalada, nomeadamente nos sectores da educação, saúde e solidariedade.
j. Garantir a condição primeira do exercício da liberdade, que é a segurança dos cidadãos, nomeadamente através do reforço da motivação das forças de segurança e da sua eficácia operacional.
6. A realização desses objectivos centrais será feita em obediência às orientações traçadas no “Acordo relativo às Bases Programáticas do Governo de Coligação”.
7. Os partidos signatários assumem, desde já, que o acordo referido no ponto anterior constituirá o fundamento do programa do Governo a apresentar à Assembleia da República.
II COLABORAÇÃO NO PLANO PARLAMENTAR
1. Por forma a garantir, permanentemente, a coerência e a estabilidade do projecto político que o Governo de coligação corporiza, o PSD e o CDS/PP, no respeito pela identidade própria de cada um, assumem o princípio de colaboração activa no apoio, em sede parlamentar, à sua actuação, seja no que toca às orientações estratégicas por ele delineadas, seja no que respeita às medidas concretas por ele propostas.
2. Para isso, os partidos signatários comprometem-se a votar solidariamente, em sede parlamentar, designadamente, as seguintes questões
a. Programa do Governo;
b. Moções de confiança e de censura;
c. Orçamentos, grandes opções do plano e iniciativas de suporte ao Programa de Estabilidade e Crescimento;
d. Medidas de concretização dos compromissos constantes dos entendimentos celebrados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional;
e. Propostas de lei oriundas do Governo;
f. Actos parlamentares que requeiram maioria absoluta ou qualificada, incluindo projectos de revisão constitucional;
g. Propostas de referendo nacional;
h. Eleições dos órgãos internos da Assembleia da República, com excepção da do Presidente da Assembleia, em que os Partidos têm compromissos prévios, ou dos órgãos a ela externos em que deva fazer representar-se, assegurando uma adequada representação de ambos.
3. A listagem prevista no ponto anterior é exemplificativa, devendo a concertação entre ambos os partidos estender-se a outras matérias ou questões, sempre que tal for considerado conveniente, após consultas prévias entre as direcções dos respectivos Grupos Parlamentares.
4. No âmbito da actuação parlamentar, o PSD e o CDS/PP comprometem-se ainda a:
a. Garantir a informação e consulta prévias em todas as iniciativas legislativas da responsabilidade de qualquer dos partidos;
b. Apresentar, em termos e prazos a definir, um projecto conjunto de revisão constitucional, sem prejuízo da existência de ante-projectos próprios. No âmbito desse projecto conjunto, deverão merecer especial atenção, entre outros, os temas relacionados com a reforma do sistema político, do sistema judicial e dos órgãos de regulação, bem como, ainda, a problemática da limitação do endividamento público;
c. Abster-se de apresentar qualquer iniciativa parlamentar que colida com a actividade do Governo;
d. Desenvolver os melhores esforços no sentido de procurar viabilizar as iniciativas parlamentares de cada um dos partidos.
5. A concertação na actividade em sede parlamentar será assegurada por via de uma estrita e permanente articulação entre as Direcções dos respectivos Grupos Parlamentares e da realização, sempre que tal for considerado adequado, de reuniões conjuntas desses Grupos.

III COLABORAÇÃO POLÍTICA EXTRA-PARLAMENTAR
1. Reconhecendo a necessidade de a coerência e estabilidade do seu projecto político conjunto ser assegurada a todos os níveis, o PSD e o CDS/PP assumem que a colaboração mútua deve abranger, ainda:
a. No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna;
b. A troca de informações e a consulta mútua no que respeita a actos eleitorais que venham a ocorrer no decurso da vigência do presente Acordo.

 2. Sem prejuízo do disposto no ponto anterior, a decisão sobre matérias relativas às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira respeitará a autonomia estatutária dos órgãos regionais de ambos os partidos.
IV DISPOSIÇÕES FINAIS
1. O presente Acordo entra em vigor na data da sua assinatura e vigorará por todo o período da XII Legislatura da Assembleia da República.
2. O presente Acordo é celebrado num espírito de colaboração empenhada, permanente, leal e franca e em obediência a um propósito único: a promoção do interesse nacional."

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jose Manuel Rodrigues e o CDS prometeram e cumpriram!...

Ao contrário do que era habitual entre os eleitos madeirenses que representavam os Madeirenses na Assembleia da República, que faziam letra morta das promessas feitas em período eleitoral, José Manuel Rodrigues marcou estes 15 meses que esteve no Parlamento Nacional, pela constante defesa da Madeira e na procura das melhores soluções para os problemas dos Madeirenses, atitude que claramente o diferenciou dos outros eleitos do PSD e do PS.
Durante os 15 meses que lá esteve, fez inúmeras intervenções, perguntas e propostas sobre assuntos da Madeira, como as taxas aeroportuárias, o Centro Internacional de Negócios, a mobilidade dos professores destacados nesta Região, os atrasos nas bolsas de estudo da nossa universidade, a idoneidade formativa dos hospitais da Região, o pagamento em atraso das verbas do IRS por parte do Estado aos municípios, os atrasos nas verbas para a reconstrução e a falta de investimento da República nesta Região Autónoma.
Para além destas importantes questões levantadas, José Manuel Rodrigues apresentou propostas para a instalação de um radar meteorológico na Região, para que se alargasse o subsídio de mobilidade para o transporte marítimo, solicitou o reforço de meios para a polícia regional, nomeadamente a construção de mais esquadras, e propós também a inclusão da RTP-Madeira nas redes cabo nacionais entre tantas outras propostas.
Se alguém tem dúvidas do que prometeu e cumpriu recomendo a leitura de uma entrevista feita ao então candidato JMR em 02/09/2009, pelo Diário Cidade, onde estas promessas foram enunciadas.
Para mim e julgo que para muitos Madeirenses, José Manuel Rodrigues, prometeu e Cumpriu!... Merece continuar este seu bom trabalho...
Fica aqui o link da entrevista que está nas páginas 6 e 7 do Diário Cidade acima enunciado.



Imagem e elementos recolhidos de artigos diversos da comunicação social, publicados no site do CDS-Madeira


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Esclarecimentos finais ao João Isidoro

Acabei de ler a "resposta" que o líder do MPT-M, João Isidoro fez publicar através do blog oficial do seu Partido, sobre um post aqui colocado intitulado "O Moralista João Isidoro".

Sobre ele apenas quero fazer alguns esclarecimentos tendo em conta que fui acusado de insultuoso e de insinuador e até veja-se de tentar quartar o direito de outros, nomeadamente a terem um determinado posicionamento político, seja ele qual for(?).

Assim sendo vamos aos esclarecimentos:

1. Insultos? diga quais... Se se refere ao termo mentiroso diga então onde é que falta a verdade, para tornar este termo num insulto...

2. Insinuador?... Mais uma vez mentira!... Eu não insinuo, eu afirmo e consigo provar o que aqui escrevi...

3. Diga onde o limitei dos seus direitos a expressar o que pensa?... Ou será que eu é que não posso expressar o que penso?... Acha mesmo que você pode dizer o monte de disparates que diz sobre o meu Partido e todos temos de ter sangue de barata e calar para não chatear o João Isidoro?... Faça-me o Favor!... Se o João tem direito a discordar de José Manuel Rodrigues, eu também tenho tanto direito como tem de também de discordar de si ou acha que não?...

4. Eu conheço a sua escola de dramatização política que é a mesma que José Sócrates frequentou, que foi o PS, pelo que perde o seu tempo pelo menos comigo...

E para que não restem dúvidas vou aqui publicar parte de um parecer técnico sobre o projecto imobiliário da VISTALOBOS, que foi aprovado na passada Sexta-feira, apenas com os votos do PSD e do vereador João Isidoro (MPT), contra o parecer técnico da Autarquia que claramente refere que a proposta apresentada estava em desconformidade com o PDM e com o RJUE. Afinal quem mente, quem insinua, quem limita quem?...


domingo, 8 de maio de 2011

O Moralista João Isidoro

“O pior que há na política é a hipocrisia, a demagogia e a mentira porque leva aos eleitores a desacreditarem na política e nos políticos”.

(Atribuído a João Isidoro pelo DN-Madeira através da secção “Este Planeta” de 08/05/2011, que segundo este diário para que não hajam dúvidas está gravado).

Decidi começar com este texto atribuído ao líder regional do MPT, para expressar o meu repudio pela campanha mentirosa e vazia que este agora também candidato a Assembleia da República tem vindo a fazer em especial contra o CDS.

Este seu discurso cheio de ataques sistemáticos, diários com argumentos muitas vezes baixos tem como origem, primeiro no ciúme ou na dor de cotovelo que o aflige desde o dia da eleição de José Manuel Rodrigues como deputado a Assembleia da República, que claramente destacou-se dos restantes líderes políticos da oposição regional, com a sua prestação coerente na defesa dos interesses da Madeira. Se todos se lembram desde o dia a seguir a eleição do José Manuel, que o João tem vindo a criticar tudo o que ele tem feito, sendo que até agora ainda não acertou em nenhuma das acusações que lhe fez. Depois todos já percebemos que ele foi incumbido a pedido dos seus parceiros laranjinhas desta região, que como todos sabemos tem sustentado a acção do MPT nesta terra, desde que o ex-socialista usa o MPT como mais uma espécie de barriga de aluguer, de “bater” no ameaçador CDS… No passado importa relembrar que também já foi incumbido de “bater” no PS, fazendo o jeito mais uma vez aos amigos laranjinhas!... Como dizem alguns “favores pagam-se com favores”!...

É para mim e acredito para muitos Madeirenses desagradável ver gente a fazer política desta forma, primeiro porque mente descaradamente como se tem visto e em nada acrescenta propostas ou soluções para os problemas do nosso Povo. O pouco que propõe é requentado de outros.

Por outro lado os pseúdo desafios lançados ao líder nacional do CDS, Paulo Portas que a imprensa escrita faz eco hoje são o exemplo mais recente do seu populismo. Acusar este de não cumprimentos de promessas feitas a Madeira, não são só ridículas como absurdas, visto que ele como todos nós, sabemos as circunstâncias em que o governo PSD/CDS governou e as razões que não permitiram concluir um processo bem encaminhado para a devolução do património, como do destaque de meios mais modernos para a Região. Ele sabe que este Governo não chegou ao fim por culpa do golpe palaciano perpetrado por Sampaio. Mas Isidoro não resistiu a fazer demagogia com mais este conjunto de mentiras. Mas importa lembrar também porque a memória não pode ser curta que ele foi um dos que na Madeira aplaudiu a queda prematura desse governo e agora pretende cobrar promessas?... Faça o favor!!!...

Mas este mar de contradições e de hipocrisias que é a política feita pelo João Isidoro, levam-me a perguntar-lhe como vai então resolver estes assuntos da Madeira na República? Ele acha mesmo que sozinho, sem nenhum grupo parlamentar pode de facto obrigar a um qualquer governo a fazer o que quer seja que ele queira?... Claro que não!... Ou será que depois estaria disponível para negociar a sua entrada no Grupo Parlamentar do PSD, tal como já aconteceu no passado em que o MPT teve um seu dirigente incluído neste Grupo Parlamentar?!!... Assim sendo, leva-me então a uma outra questão: Porque é que o MPT, que esteve incluído no Grupo Parlamentar do PSD como referi não mexeu uma palha para resolver estes problemas da Madeira? Que eu saiba nesse tempo não se ouviu falar de nenhuma iniciativa política do João, encaminhada para o seu deputado na República para a devolução da fortaleza do Pico, do Farol de S. Jorge, da aquisição das lanchas ou da substituição das fragatas, portanto nada fez! Só agora é que se lembra que estes problemas existem?... Chega mais uma vez tarde e mal… E já agora também não me lembro de ver o ex-deputado do MPT, Pedro Quartin Graça questionar ou manifestar-se contra os submarinos adquiridos pelo Estado Português!... Pelos visto tem mais sentido de estado que o João Isidoro…

Pois é!...

O moralista João Isidoro, que armado agora em puritano da política regional e de super-político que tudo diz agora poder resolver sozinho, esquece que para se criticar como ele critica se tem que ter moral para tal e acima de tudo coerência, que eu não lhe reconheço e acredito muita boa gente nesta terra também não lhe reconhece, tendo em conta os inúmeros casos políticos e não políticos que tem marcado a sua vida de carreirismo político.

Eu próprio como vereador em Câmara de Lobos tenho assistido a posicionamentos inacreditáveis do também vereador do MPT, João Isidoro, que tem sido não uma muleta do PSD, mas sim um 5º vereador desse Partido, tendo em conta o seu posicionamento político na defesa em momentos chave dos interesses e posições do PSD, mais uma vez em sentido contrário do que prometeu e defendeu na campanha eleitoral autárquica.

Para o demonstrar basta ver aquele que foi o posicionamento deste quando o PSD com ele aprovaram um perdão inexplicável a Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento de uma divida a CM no valor superior a 51.000€. Veja-se também aquele que foi o posicionamento mais recentes, em que este por exemplo apoiou e aprovou junto com o PSD, a “queima” de 25.000€ em fogo de artificio nas festas de verão do Concelho, quando Cª Lobos é um dos Concelhos do País e da Região que mais tempo demora a pagar aos seus fornecedores (222 dias em média) e quando por exemplo aprova sozinho com o PSD, obras que violam o Plano Director do Município, como aconteceu na passada Sexta-feira. Muitos mais exemplos haveriam para assinalar, mas o texto já vai longo e para já os exemplos apresentados são demonstrativos que tudo o que é apregoado pelo João Isidoro ele próprio não cumpre.

Em soma temos aqui mais um político que julga enganar toda a gente, mas pelos vistos o enganado é ele!...

Imagem: Google