quinta-feira, 28 de julho de 2011

O João Isidoro discorda?... Não estava a espera de outra coisa…

Hoje surge uma notícia no DN-Madeira, dar conta de que o líder e vereador do MPT em Câmara de Lobos é contra as propostas do CDS e do PS, nomeadamente as relacionadas com o tema da segurança em debate por estes dias em Câmara de Lobos.



Eu de facto não estava a espera de outra coisa, não só tendo em conta o que este tem vindo a dizer sobre isto nas últimas reuniões de CM, mas também porque ao longo do que vai de mandato são poucas as vezes em que este concorda com as propostas apresentadas pelos outros Partidos da Oposição, nomeadamente do CDS.

Veja-se o que tem sido então o posicionamento do João Isidoro e do seu MPT em Câmara de Lobos e cada um que faça o seu juízo e avalie afinal de que lado está este Partido e os seus Autarcas.

Pela nossa parte indiferentemente do que o MPT ache das nossas propostas continuaremos a ser uma oposição forte, construtiva e alternativa a este PSD. Uma coisa é certa ninguém pode negar que somos a única força política que no Concelho, quer no passado, quer no presente sem nenhum tipo de ambiguidades, tem defendido acima de tudo os Câmara-lobenses. O nosso passado e presente fala por nós…

Segue aqui um conjunto de posicionamentos que de facto demonstram as diferenças substanciais entre o MPT de João Isidoro e a nossa do CDS:

- Enquanto o CDS foi contra o perdão de dívidas de valor superior a 50.000 Euros em água, a SMD, o MPT foi a favor;

- Enquanto o CDS pretendia forçar o PSD a fazer mais obra no Estreito, os autarcas do MPT viabilizaram o Orçamento da Junta do Estreito, mantendo o Estreito no abandono;

- Enquanto o CDS votou contra o Regulamento Municipal da Urbanização e da Edificação, que aprova normas ilegais e encarecem fortemente as taxas a pagar, o MPT votou a favor ao lado do PSD;

- Enquanto o MPT vota a favor de revisões orçamentais que aumentam a despesa inútil o CDS vota contra;

- Enquanto o CDS pretende censurar o Governo Regional por não cumprir os Contratos-programa em que mais de 18 Milhões não chegaram a Cª Lobos, o MPT na AM, também ajudou o PSD para que o assunto não fosse discutido;

- Enquanto o PSD enrola o MPT junto com outros Partidos na bajulação ao despesismo que é dar 14 Milhões de Euros a um privado para instalar o Lar e o Centro de Saúde, num Edifício que de longe o ideal para instalar estes equipamentos, o CDS foi o único Partido a ser CONTRA;

- Enquanto o CDS queria que fosse Regulamentada as queimadas e fogueiras, o MPT foi também contra;

- Enquanto nós votamos contra a adesão de Cª Lobos ao sistema de distribuição de água e de saneamento básico da RAM, o MPT absteve-se;

- Enquanto o MPT aprovou com o PSD a queima de fogo de artificio em tempos de crise, onde muitas empresas desesperam por receber, o CDS foi frontalmente contra;

Enfim muito mais há para assinalar, mas isto dá para ver quem é oposição e quem no final de contas esta feito com o PSD, esses sim uma verdadeira catástrofe para Câmara de Lobos…


Imagem: Google

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Novo Hospital: O que o Filipe Malheiro não disse…

Tenho por estes dias visto o também bloguista Filipe Malheiro, muito interessado em trazer a público excertos de “cartas” que foram trocadas na anterior legislatura, por causa do novo hospital da Madeira, colocando certas dúvidas no ar e tentando passar a ideia de que afinal o processo do hospital já teria morrido, sem direito a ser novamente discutido, como se em política tudo fosse definitivo. Além disto achei caricata a forma como vitimiza o Governo Regional, actualmente o grande culpado pela sua teimosia, de não levar este assunto até ao fim. Esquecendo ou omitindo o facto que a legislatura de Sócrates acabou e que com um novo governo que tomou posse, pode o processo recomeçar e ter um final diferente… Bastando apenas querer… E pelo que já sabemos o PSD-M não quer…

Acontece que no meio das dúvidas levantadas, o Filipe Malheiro esqueceu de referir um facto extremamente importante e de grande relevo, esse sim do meu ponto de vista altamente censurável, pois subverte as prioridades que o Governo da Região deveria de ter. Falo da negociata que envolveu Sócrates e Jardim, que em troca do hospital, Sócrates dava a Lei de Meios, que agora sabemos vai servir para se mandar para o mar mais milhões, na Marina do Lugar de Baixo e na consolidação do aterro no Funchal, de entre outras obras que nalguns casos tal como a marina nada tem a ver com os temporais, mas que por falta de capacidade financeira e de criatividade do Governo Regional, serão utilizados meios financeiros da tal Lei que deveria resolver apenas e só os problemas resultantes das catástrofes naturais dos últimos invernos, mas não, vão servir para se gastar nestes erros de governação. Daí aparecer a tal carta ambígua do Governo da República do PS a responder ao José Manuel Rodrigues, quando este questiona sobre o projecto do novo hospital poder ser candidatável no âmbito da Lei de Finanças Regionais. A panelhinha entre Jardim e Sócrates já estava cozinhada pelo que toca "engonhar", como "engonharam"!... 

O argumento do PSD-M, repetido agora também pelo Filipe Malheiro, de que não há dinheiro, no meu ver é uma falsa questão, pois a comparticipação regional sempre poderia ser possível, se este governo não continuasse a desbaratar dinheiros públicos em obras ou negócios sem sentido como temos visto. Por exemplo o novo Centro de Saúde e Lar de Idosos de Câmara de Lobos, que foi já alvo de elógios do PSD-M e onde parte da oposição, menos o CDS se deixou enganar, em que o Governo Regional de Jardim compra a um privado o edifício já existente em tosco denominado de "Arca de Cristal" por 14 Milhões de Euros, quando nem metade vale! E reparem, este GR tinha outras opções para concretizar estes equipamentos e com melhores condições, mas preferiu desterrar os 14 Milhões!... Este é apenas um exemplo! Mais com certeza poderiam ser referidos, mas este acho para já suficiente para demonstrar o que digo.

Por isso caro Filipe, mais uma vez, defende o indefensável, que é se gastar mais dinheiro para deitar ao mar ou para dar a privados em negócios questionáveis, em troca de um hospital, pois não querer o hospital implica isso mesmo. Este projecto do novo hospital no meu ver e no ver do CDS é mais importante para a Madeira...

Imagem: Vivamadeira

quinta-feira, 14 de julho de 2011

«É natural mudar»?... Claro que é!.. Agora com Maximiano é que não!…

O possível candidato do PS-M a presidência do Governo Regional, Maximiano Martins, num artigo de opinião hoje publicado no DN-Madeira, expressa um conjunto de argumentos lógicos com os quais qualquer um de nós (democratas) se identifica, visto serem em primeiro lugar neutros e necessários numa democracia dita normal, tendo em conta as mudanças que neste caso se deveriam processar na Madeira em Outubro, quando os Madeirenses forem novamente chamados a votar e escolher um novo Parlamento Regional e por conseguinte um novo Governo Regional.

Se na lógica dos princípios podemos concordar, está minha concordância fica por aí, visto que a materialização desta necessidade, não é de forma alguma compatível com a prática desse Partido que ele representa e muito menos os rostos que estes sugerem para a mudança, desculpem, mas no meu ver, não se coadunam com os princípios enunciados e muito menos representam pela confusão que é este PS-M, uma opção sequer ponderável!...
Vejamos:
O possível candidato a Presidente do Governo, ainda não é em termos formais candidato, pois nos órgãos próprios do PS-M, ainda não foi sufragado e pelo que se ouve falar, até poderá ser “chumbado”, tendo em conta as lutas das facções que tem chacinado este PS-M…. Como então alguém que já até provocou saídas de importantes dirigentes desse Partido, ser um rosto vencedor?... Não é!...
Tirando está questão formal da confusão que é fazer listas no PS-M, há outras razões, essas sim do meu interesse e do interesse geral dos Madeirenses que importa lembrar. Maximiano Martins foi já deputado na Assembleia da República eleito pela Madeira, nas listas do PS-M, naquele que foi a legislatura que mais danos ocasionou a Autonomia da Madeira, pois se a memória for avivada, este fez parte do Grupo Parlamentar do PS na AR, que suportou o primeiro Governo de José Sócrates, que através da Lei de Finanças Regionais de 2007, deu de mão beijada argumentos para Jardim antecipar as eleições Regionais que deveriam ter sido em 2008 e que lhe deu mais uma maioria absoluta, para desgraçar ainda mais a nossa Madeira. Lembro também que foi nessa legislatura nacional que o PS-M teve um excelente resultado, empatando no número de deputados eleitos com o PSD, mas que no fim, nada de novo ou melhor trouxeram a Madeira, muito pelo contrário foram tão cinzentos como os deputados do PSD-M.
Depois, como se viu publicado na imprensa de hoje, este voltou a rodear-se das “velhas figuras”, que foram sempre os rostos das derrotas do PS para fazer o tal governo sombra(?)… Meu Deus!... Nada de novo(?)… Nem gente nova!... E como veremos, aposto não trazem propostas novas mobilizadoras da sociedade civil desta terra… Em soma o PS-M é mais uma vez o reflexo do passado que Jardim facilmente desmonta e que aos olhos dos eleitores não entusiasma…
De facto a Madeira tem de mudar e alternar, só ganha com isso, mas acho que não é este PS-M o mais capaz para protagonizar está mudança. Não é uma questão de competência profissional como é evidente, tem a ver sim, com a estabilidade que um Partido organizado e estabilizado traz e claro o projecto que possa representar um projecto alternativo de mudança, que aliado figuras que balizam essas propostas, construir o projecto… E manifestamente nem Serrão, nem Maximiano são os rostos que protagonizem o desejo de mudança…
Veremos, mas estou certo que os Madeirenses querem uma terceira via, que se mostra mais consistente, mais unida, com um conjunto de jovens quadros que aliados a já experientes quadros, trazem novas SOLUÇÕES para velhos problemas desta terra. E essa opção, cada vez mais forte é o CDS-M que tem como líder e Presidente, José Manuel Rodrigues…

Imagem: DN-Madeira

Tontos?... Quem?... Já percebi quem Governa e mete no mar milhões para se perderem!...

Eu tenho por regra não comentar os disparates, a malcriadez e os frustrados ataques que Alberto J. Jardim faz aos seus adversários. Não o faço porque estes são cobardes, mentirosos e sem nenhuma honestidade intelectual, isto para não falar da fulanização indigna dos seus ataques, o que para mim é inadmissível.

Mas hoje abro uma excepção...
Porém ontem, na reinauguração da Marina do Lugar de Baixo, a que este chamou de “visita as obras”, decidiu no seu já habitual tom insultante chamar tontos a todos aqueles que questionaram e questionam o dinheiro desterrado numa marina, que desde os primeiros dias da sua existência deu sempre graves problemas, obrigando a investimentos de reparação da infra-estrutura e da consolidação da escarpa adjacente milhões e milhões, que já dariam para fazer o hospital que a Madeira tanto necessita e que o PSD-M não quer.
Lamentavelmente e mais uma vez AJJ insultou aquele que ele chama de “Povo Superior”, os Madeirenses, porque são milhares, os que se indignam com o que se tem feito nesta infra-estrutura e da forma deplorável com que o Governo Regional trata deste assunto, nunca assumindo o erro e pior insistindo no erro, tentando passar um atestado de burrice, aos Madeirenses que com quatro dedos de testa perceberam que este erro devia ter sido já corrigido, deixando-se de jogar dinheiro ao mar como se tem feito. Este leviano tratar de um assunto tão importante pelos montantes que se tem dispendido, merecia mais e melhor competência política, visto que a técnica, essa, nunca afinal existiu, pois instalar uma Marina num local destes, só mesmo um tonto o faria!...
Os burros esses são os que insistem neste erro, que custa a Madeira um HOSPITAL!.. Burros são aqueles que nesta terra continuam como se tem visto no Jornal da Madeira destes dias, a bajular cegamente quem nos leva a passos largos ao abismo, em troca de lugares de destaque nas listas do PSD-M… Burros serão aqueles que fazendo o frete ao PSD-M, continuem a ignorar está realidade e não acabem com esta desgraça governativa…
Meus amigos, abram os olhos!... Só os burros são os que usam palas!...

 
Imagem: Google

Sr. João Isidoro, diga lá outra vez... Quem é que é incoerente?...

Há de facto gente que não apreende com os erros que comete e teimosamente continua comete-los... Enfim!... Não tem remedio!...

Refiro-me ao Sr. João Isidoro ex-socialista que formou e descaracterizou o MPT na Madeira, hoje um Partido que segundo se viu nas recentes eleições nacionais, por cá está em forte decadência por não ser coisa nenhuma, apenas e só conforme lhes dá jeito o braço esquerdo do PSD-M.

Sobre o que penso ser a acção verdadeiramente INCOERENTE do João Isidoro, já o expressei inumeras vezes como podem recordar nestes posts: 1, 2, 3, 4. Pelo que não perderei tempo a repetir...

Apenas gostaria hoje evidenciar e chamar a atenção para um facto que embora não sendo novo, volta a repetir-se e que a mim e acredito a muita boa gente deve provocar gargalhadas valentes e que é a triste competição que vai aí, entre os Partidos de Esquerda, para ver quem bate mais no CDS-M, que todos já percebemos é o alvo principal destes nestas Eleições Regionais, esquecendo o verdadeiro adversário que é o PSD-M... Enfim o repetir de erros habituais, mais uns!...

Mas como dizia, há de facto uma competição incrível na esquerda e aqui o João Isidoro não quer ficar de fora e muito menos atrás dos seus ex-camaradas do PS-M, Partido este que tem repartido com o MPT os votos dos socialistas. Veremos quem grita mais!.. Se o Carlos Pereira (PS) ou se o João Isidoro do (MPT)!... Looll!... Veremos!...

Interessante ver que nesta matéria a Esquerda no seu conjunto, toda, está ao lado do PSD-M!... Todos atacam a alternativa crescente que é o CDS!...

No meu ver isso é bom!.. É sinal que o discurso e a acção estão certos e que a estabilidade que reina no CDS-M, dá confiança aos Madeirenses... Estamos assim no bom caminho!...

Imagem: Google


sexta-feira, 1 de julho de 2011

«CDS propõe sistema de videovigilância em Câmara de Lobos»

O CDS/PP vai entregar à Câmara Municipal de Câmara de Lobos uma proposta no sentido de ser feito um estudo que afira a pertinência ou não da implementação de um Sistema de Videovigilância nas zonas mais sensíveis dos núcleos urbanos do município. A proposta deverá ser discutida na próxima Assembleia Municipal.(*)


A novidade foi avançada esta manhã, por Roberto Rodrigues, vereador do CDS em Câmara de Lobos, numa iniciativa que decorreu junto à esquadra da PSP local e que teve como objectivo abordar o aumento da criminalidade no concelho.


(*) Importa referir que a proposta em questão não será analizada em Assembleia Municipal, mas sim em reunião de Câmara Municipal.


Fica aqui também o som da Conferência de Imprensa e o link onde se pode ler a carta que enderecei  ao Comandante da Esquadra da PSP de Câmara de Lobos.

Fonte: DN-Madeira
Fotografia: Amilcar Figueira

quarta-feira, 29 de junho de 2011

«Olha, a direita malévola ajuda os jovens "precários"»

Hoje vários dirigentes políticos dos diversos Partidos da Esquerda Regional, vieram a anunciar o fim do Estado tal qual como o conhecemos. Acontece que estes julgo que por não lerem o documento oficial do Programa de Governo, vieram vaticinar (veja-se!), o fim da escola pública, do sistema público de sáude e a facilitação do despedimento.

Mais uma vez enganaram-se, nada disso consta do Programa conhecido e importa aqui denunciar este jogo político mentiroso.

Eu reservo-me para mais logo, onde um a um, virei desmistificar cada uma das mentiras já hoje anunciadas, apresentado todas as medidas reais que se pretendem implementar para bem de Portugal, onde claro se inclue a Madeira.

Sobre a Madeira, claro que será feita a devida analise e sobre as eventuais medidas que directamente recaiam sobre a Região.

Para já fiquem com o artigo Henrique Raposo, publicado hoje no Expresso:

«A medida estava presente no memorando da troika, mas agora está mesmo no programa de um governo de Portugal . Que medida é esta? Os falsos recibos verdes vão ter direito - finalmente - a subsídio de desemprego. É da mais elementar justiça geracional. Lixados por um mercado de trabalho que beneficia sempre os mais velhos, os que chegaram primeiro, os jovens adultos portugueses têm conhecido uma via de sobrevivência laboral : o falso recibo verde, isto é, x trabalha numa empresa das 9 às 5, mas não tem um vínculo sólido com essa mesma empresa. Não é um verdadeiro trabalhador independente, porque, na verdade, está sujeito a uma hierarquia e a um horário. Bom, quando perde este emprego, x não tem direito ao subsídio de desemprego - apesar de ter descontado como qualquer outro trabalhador. Ou seja, o jovem x é lixado pela lei laboral (a rigidez que dificulta o despedimento individual, e os custos do trabalho além do salário - a TSU por exemplo - colocam o empresário na defensiva na hora de contratar) e depois também é lixado pela segurança social. Agora, esta injustiça é combatida através da atribuição do subsídio de desemprego aos falsos recibos verdes.

Finalmente vemos algum ajuste geracional em benefício dos mais novos. Sim, as reformas mais altas vão perder dinheiro, mas é esse dinheiro que vai ajudar os mais jovens. Lamento, mas quem tem uma reforma de 3 ou 4 mil euros pode perder 400 euros, até porque esses 400 euros vão ser a totalidade do subsídio de desemprego de quem trabalhou dois ou três anos a 500 ou 600 euros por mês. Lamento, mas estas transferências de cima para baixo não vão ficar por aqui.

PS: Em anexo, convém apontar para outro pormaior: o código contributivo de Sócrates - que penalizou a sério os trabalhadores independentes - vai ser revisto para baixo. Portanto, abaixo a direita malévola e inimiga dos trabalhadores!»

 
Texto e Imagem: Expresso

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O acordo político para o estabelecimento de um projecto político de legislatura, assinado entre o PSD e o CDS/PP

"Portugal está hoje confrontado com uma situação extremamente delicada, caracterizada por uma profunda debilidade económico-financeira que nos obrigou a recorrer, pela primeira vez em mais de três décadas, à ajuda externa. Uma debilidade económico-financeira que se projecta, de forma dramática, na degradação das condições de vida da generalidade dos Portugueses e que está inclusive a pôr em causa o desempenho, pelo Estado, das suas responsabilidades indelegáveis de protecção dos mais desfavorecidos e daqueles que se encontram numa situação de maior debilidade, bem como a promoção da igualdade de oportunidades e da mobilidade social.
As eleições legislativas do passado dia 5 de Junho representaram, porém, o surgimento de um novo horizonte de esperança. Porque deram nota, clara e inequívoca, da vontade dos nossos compatriotas de não se resignarem. Porque os seus resultados traduzem um claro desejo de mudança. E, sobretudo, porque tornaram patente que existem soluções, credíveis e claras, para retirar o País do actual estado de coisas e para o recolocar na senda do progresso e do desenvolvimento.
Enquanto representantes e intérpretes privilegiados da vontade popular, constitui dever de responsabilidade dos responsáveis políticos – de todos eles – retirar as indispensáveis ilações da vontade popular então expressa. E fazê-lo com sentido de responsabilidade e tendo em mente o objectivo primeiro para cuja realização lhes compete trabalhar: a defesa do interesse de Portugal e dos Portugueses.
Os desafios com que estamos confrontados são complexos e pesados. E os tempos que vivemos são, por isso mesmo, de exigência e de responsabilidade. Porque, mais do que mudar de políticas, o que está em causa é mudar o próprio modelo de desenvolvimento económico e social do País.
É possível, e é necessário, governar de forma diferente e, sobretudo, governar melhor. Para o conseguir, porém, é indispensável delinear uma solução política que não se traduza num mero arranjo de conveniência, preocupado apenas com a ocupação de lugares no poder, mas que seja tradução de um projecto coerente para mudar Portugal, para melhorar, de modo sustentado, as condições de vida dos nossos compatriotas e para voltar a colocar Portugal numa rota de convergência com os nossos parceiros europeus, de cooperação estreita com os Países de Língua Oficial Portuguesa e de renovado prestígio na comunidade internacional.
Assim, o PSD e o CDS/PP:
• Atenta a absoluta necessidade de dotar o País de um Executivo que assegure, com coerência e estabilidade, a condução dos assuntos da governação pelo período da XII Legislatura da Assembleia da República;
• Fiéis aos valores que os orientam, nomeadamente a preocupação central com a pessoa humana e a sua dignidade, aos princípios que definem a identidade de cada partido e ao percurso histórico que os caracteriza;
• Interpretando os resultados das eleições legislativas de 5 de Junho de 2011, das quais resultou uma maioria parlamentar dos dois partidos, correspondendo a uma maioria social de votantes superior a 50%;
• Tendo em conta o apelo, feito pelo Senhor Presidente da República, para que seja encontrada, no novo quadro parlamentar, uma solução governativa que disponha de apoio maioritário e consistente,
subscrevem o presente Acordo Político de Colaboração para o Estabelecimento de um Projecto Político de Legislatura, que se consubstancia nas seguintes regras:
I FORMAÇÃO E ORIENTAÇÃO PROGRAMÁTICA DO GOVERNO
1. O PSD e o CDS/PP reconhecem a absoluta necessidade de dotar Portugal de um Governo maioritário de coligação, condição primeira para fazer sair o País da crise actual e para criar as condições indispensáveis ao cumprimento dos compromissos estabelecidos com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.
2. Para tal efeito, será constituído um Governo de coligação entre os dois partidos, sob a liderança do Presidente da Comissão Política Nacional do PSD e Primeiro-Ministro indigitado, Dr. Pedro Passos Coelho, ao qual cabe, nos termos constitucionais, a responsabilidade pela constituição do Governo.
3. Embora sustentado no apoio parlamentar dos dois partidos subscritores, o Governo terá a preocupação de alargar a sua base de apoio, para isso estabelecendo o indispensável diálogo com personalidades, organizações e instituições da sociedade civil, que se revejam no propósito de mudança que aquele visa protagonizar.
4. A criação das condições de confiança, tanto junto dos portugueses como dos nossos parceiros internacionais, requer absolutamente que o nosso País tenha um Governo de Legislatura. Nessa medida, o PSD e o CDS/PP comprometem-se, através das respectivas direcções políticas e dos seus órgãos próprios, a empreender todos os esforços com vista a garantir a estabilidade e a continuidade desse Governo.
5. O Governo de coligação terá como preocupação fundamental da sua actuação ao longo da legislatura a realização dos seguintes objectivos:
a. Gerir e resolver a grave situação financeira, assumindo os custos e as condicionantes inerentes. Para o efeito, o Governo compromete-se com a execução de um Plano de Estabilização Financeira e de um Plano de Emergência Social que proteja os mais vulneráveis, bem como com o cumprimento dos termos do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras acordado entre o Governo Português, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Queremos reconstruir a confiança da comunidade internacional em Portugal e acautelar o prestígio do nosso país no processo de construção europeia e no quadro da Lusofonia;
b. Criar condições para acelerar a retoma do crescimento económico e a geração de emprego, com vista à melhoria das condições de vida dos cidadãos, apostando na valorização do trabalho e repondo a mobilidade social, especialmente para os mais jovens. O Governo promoverá o aumento da produtividade e da competitividade como via para o crescimento económico sustentado e para a criação de emprego, tornando-se um factor de segurança para os Portugueses.
c. Garantir o Estado Social através da criação de condições para a sua sustentabilidade económica, financeira e inter-geracional, evitando a exclusão social, assegurando uma mais justa repartição dos sacrifícios, mediante uma ética social na austeridade que proteja em particular os grupos mais frágeis da sociedade, nomeadamente os pensionistas com pensões mais degradadas.
d. Iniciar as transformações estruturais necessárias para um crescimento sustentável a todos os níveis: travar e reduzir o endividamento do Estado e diminuir a sua despesa, nomeadamente através da redução de estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e do seu sector empresarial; assegurar o reforço da independência e da autoridade do Estado, garantindo a não partidarização das estruturas e empresas da Administração e assegurando uma cultura de mérito, excelência e rigor em todas, com enfoque na qualidade dos serviços prestados ao cidadão.
e. Abrir um novo horizonte de futuro à juventude, preparando-a para a empregabilidade e a competitividade na nova sociedade do conhecimento, actuando sobre a qualidade e a exigência do sistema de ensino com promoção do mérito, do esforço e da avaliação; e desenvolvendo a ciência, a tecnologia, a inovação, o ensino técnico-profissional e a formação contínua no mundo empresarial.
f. Aumentar a poupança, reduzir o endividamento externo, exportar mais e melhor e depender menos das importações, através de políticas adequadas de ajustamento macroeconómico e reforçando a inovação, o empreendedorismo, a acção externa coerente e uma nova política energética. Acreditamos no papel insubstituível da iniciativa privada, pelo que daremos atenção especial às PME e adoptaremos políticas que contribuam para o aumento da sua produtividade e competitividade. O Governo valorizará os novos sectores estratégicos, designadamente os que têm maior impacto nos bens transaccionáveis, dando a devida prioridade à agricultura e florestas, à economia do mar e das pescas, ao turismo e à cultura, promovendo uma política de proteção ambiental e um desenvolvimento sustentado do território, sem descurar todos os restantes sectores que contribuam para o aumento da capacidade exportadora, que será crítica no curto e médio prazo para a criação de postos de trabalho e para o aumento do rendimento.
g. Remover bloqueios e constrangimentos à recuperação económica, com especial destaque para as seguintes reformas: da concorrência e dos respectivos reguladores; do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação; do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias; do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens.
h. Reformar a justiça, tendo em vista a obtenção de decisões mais rápidas e com qualidade, tornando-a num estímulo ao desenvolvimento económico e ao investimento. Será prioridade do próximo Governo a recuperação da credibilidade, eficácia e responsabilização do sistema judicial e o combate à corrupção.
i. Promover o desenvolvimento humano e social, qualificando os portugueses para a era da globalização onde o conhecimento terá uma importância acrescida. O Governo defenderá a humanização da prestação de cuidados de saúde e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. O Governo reconhece a importância da economia social e pugnará pela máxima utilização da capacidade instalada, nomeadamente nos sectores da educação, saúde e solidariedade.
j. Garantir a condição primeira do exercício da liberdade, que é a segurança dos cidadãos, nomeadamente através do reforço da motivação das forças de segurança e da sua eficácia operacional.
6. A realização desses objectivos centrais será feita em obediência às orientações traçadas no “Acordo relativo às Bases Programáticas do Governo de Coligação”.
7. Os partidos signatários assumem, desde já, que o acordo referido no ponto anterior constituirá o fundamento do programa do Governo a apresentar à Assembleia da República.
II COLABORAÇÃO NO PLANO PARLAMENTAR
1. Por forma a garantir, permanentemente, a coerência e a estabilidade do projecto político que o Governo de coligação corporiza, o PSD e o CDS/PP, no respeito pela identidade própria de cada um, assumem o princípio de colaboração activa no apoio, em sede parlamentar, à sua actuação, seja no que toca às orientações estratégicas por ele delineadas, seja no que respeita às medidas concretas por ele propostas.
2. Para isso, os partidos signatários comprometem-se a votar solidariamente, em sede parlamentar, designadamente, as seguintes questões
a. Programa do Governo;
b. Moções de confiança e de censura;
c. Orçamentos, grandes opções do plano e iniciativas de suporte ao Programa de Estabilidade e Crescimento;
d. Medidas de concretização dos compromissos constantes dos entendimentos celebrados com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional;
e. Propostas de lei oriundas do Governo;
f. Actos parlamentares que requeiram maioria absoluta ou qualificada, incluindo projectos de revisão constitucional;
g. Propostas de referendo nacional;
h. Eleições dos órgãos internos da Assembleia da República, com excepção da do Presidente da Assembleia, em que os Partidos têm compromissos prévios, ou dos órgãos a ela externos em que deva fazer representar-se, assegurando uma adequada representação de ambos.
3. A listagem prevista no ponto anterior é exemplificativa, devendo a concertação entre ambos os partidos estender-se a outras matérias ou questões, sempre que tal for considerado conveniente, após consultas prévias entre as direcções dos respectivos Grupos Parlamentares.
4. No âmbito da actuação parlamentar, o PSD e o CDS/PP comprometem-se ainda a:
a. Garantir a informação e consulta prévias em todas as iniciativas legislativas da responsabilidade de qualquer dos partidos;
b. Apresentar, em termos e prazos a definir, um projecto conjunto de revisão constitucional, sem prejuízo da existência de ante-projectos próprios. No âmbito desse projecto conjunto, deverão merecer especial atenção, entre outros, os temas relacionados com a reforma do sistema político, do sistema judicial e dos órgãos de regulação, bem como, ainda, a problemática da limitação do endividamento público;
c. Abster-se de apresentar qualquer iniciativa parlamentar que colida com a actividade do Governo;
d. Desenvolver os melhores esforços no sentido de procurar viabilizar as iniciativas parlamentares de cada um dos partidos.
5. A concertação na actividade em sede parlamentar será assegurada por via de uma estrita e permanente articulação entre as Direcções dos respectivos Grupos Parlamentares e da realização, sempre que tal for considerado adequado, de reuniões conjuntas desses Grupos.

III COLABORAÇÃO POLÍTICA EXTRA-PARLAMENTAR
1. Reconhecendo a necessidade de a coerência e estabilidade do seu projecto político conjunto ser assegurada a todos os níveis, o PSD e o CDS/PP assumem que a colaboração mútua deve abranger, ainda:
a. No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna;
b. A troca de informações e a consulta mútua no que respeita a actos eleitorais que venham a ocorrer no decurso da vigência do presente Acordo.

 2. Sem prejuízo do disposto no ponto anterior, a decisão sobre matérias relativas às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira respeitará a autonomia estatutária dos órgãos regionais de ambos os partidos.
IV DISPOSIÇÕES FINAIS
1. O presente Acordo entra em vigor na data da sua assinatura e vigorará por todo o período da XII Legislatura da Assembleia da República.
2. O presente Acordo é celebrado num espírito de colaboração empenhada, permanente, leal e franca e em obediência a um propósito único: a promoção do interesse nacional."

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jose Manuel Rodrigues e o CDS prometeram e cumpriram!...

Ao contrário do que era habitual entre os eleitos madeirenses que representavam os Madeirenses na Assembleia da República, que faziam letra morta das promessas feitas em período eleitoral, José Manuel Rodrigues marcou estes 15 meses que esteve no Parlamento Nacional, pela constante defesa da Madeira e na procura das melhores soluções para os problemas dos Madeirenses, atitude que claramente o diferenciou dos outros eleitos do PSD e do PS.
Durante os 15 meses que lá esteve, fez inúmeras intervenções, perguntas e propostas sobre assuntos da Madeira, como as taxas aeroportuárias, o Centro Internacional de Negócios, a mobilidade dos professores destacados nesta Região, os atrasos nas bolsas de estudo da nossa universidade, a idoneidade formativa dos hospitais da Região, o pagamento em atraso das verbas do IRS por parte do Estado aos municípios, os atrasos nas verbas para a reconstrução e a falta de investimento da República nesta Região Autónoma.
Para além destas importantes questões levantadas, José Manuel Rodrigues apresentou propostas para a instalação de um radar meteorológico na Região, para que se alargasse o subsídio de mobilidade para o transporte marítimo, solicitou o reforço de meios para a polícia regional, nomeadamente a construção de mais esquadras, e propós também a inclusão da RTP-Madeira nas redes cabo nacionais entre tantas outras propostas.
Se alguém tem dúvidas do que prometeu e cumpriu recomendo a leitura de uma entrevista feita ao então candidato JMR em 02/09/2009, pelo Diário Cidade, onde estas promessas foram enunciadas.
Para mim e julgo que para muitos Madeirenses, José Manuel Rodrigues, prometeu e Cumpriu!... Merece continuar este seu bom trabalho...
Fica aqui o link da entrevista que está nas páginas 6 e 7 do Diário Cidade acima enunciado.



Imagem e elementos recolhidos de artigos diversos da comunicação social, publicados no site do CDS-Madeira


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Esclarecimentos finais ao João Isidoro

Acabei de ler a "resposta" que o líder do MPT-M, João Isidoro fez publicar através do blog oficial do seu Partido, sobre um post aqui colocado intitulado "O Moralista João Isidoro".

Sobre ele apenas quero fazer alguns esclarecimentos tendo em conta que fui acusado de insultuoso e de insinuador e até veja-se de tentar quartar o direito de outros, nomeadamente a terem um determinado posicionamento político, seja ele qual for(?).

Assim sendo vamos aos esclarecimentos:

1. Insultos? diga quais... Se se refere ao termo mentiroso diga então onde é que falta a verdade, para tornar este termo num insulto...

2. Insinuador?... Mais uma vez mentira!... Eu não insinuo, eu afirmo e consigo provar o que aqui escrevi...

3. Diga onde o limitei dos seus direitos a expressar o que pensa?... Ou será que eu é que não posso expressar o que penso?... Acha mesmo que você pode dizer o monte de disparates que diz sobre o meu Partido e todos temos de ter sangue de barata e calar para não chatear o João Isidoro?... Faça-me o Favor!... Se o João tem direito a discordar de José Manuel Rodrigues, eu também tenho tanto direito como tem de também de discordar de si ou acha que não?...

4. Eu conheço a sua escola de dramatização política que é a mesma que José Sócrates frequentou, que foi o PS, pelo que perde o seu tempo pelo menos comigo...

E para que não restem dúvidas vou aqui publicar parte de um parecer técnico sobre o projecto imobiliário da VISTALOBOS, que foi aprovado na passada Sexta-feira, apenas com os votos do PSD e do vereador João Isidoro (MPT), contra o parecer técnico da Autarquia que claramente refere que a proposta apresentada estava em desconformidade com o PDM e com o RJUE. Afinal quem mente, quem insinua, quem limita quem?...


domingo, 8 de maio de 2011

O Moralista João Isidoro

“O pior que há na política é a hipocrisia, a demagogia e a mentira porque leva aos eleitores a desacreditarem na política e nos políticos”.

(Atribuído a João Isidoro pelo DN-Madeira através da secção “Este Planeta” de 08/05/2011, que segundo este diário para que não hajam dúvidas está gravado).

Decidi começar com este texto atribuído ao líder regional do MPT, para expressar o meu repudio pela campanha mentirosa e vazia que este agora também candidato a Assembleia da República tem vindo a fazer em especial contra o CDS.

Este seu discurso cheio de ataques sistemáticos, diários com argumentos muitas vezes baixos tem como origem, primeiro no ciúme ou na dor de cotovelo que o aflige desde o dia da eleição de José Manuel Rodrigues como deputado a Assembleia da República, que claramente destacou-se dos restantes líderes políticos da oposição regional, com a sua prestação coerente na defesa dos interesses da Madeira. Se todos se lembram desde o dia a seguir a eleição do José Manuel, que o João tem vindo a criticar tudo o que ele tem feito, sendo que até agora ainda não acertou em nenhuma das acusações que lhe fez. Depois todos já percebemos que ele foi incumbido a pedido dos seus parceiros laranjinhas desta região, que como todos sabemos tem sustentado a acção do MPT nesta terra, desde que o ex-socialista usa o MPT como mais uma espécie de barriga de aluguer, de “bater” no ameaçador CDS… No passado importa relembrar que também já foi incumbido de “bater” no PS, fazendo o jeito mais uma vez aos amigos laranjinhas!... Como dizem alguns “favores pagam-se com favores”!...

É para mim e acredito para muitos Madeirenses desagradável ver gente a fazer política desta forma, primeiro porque mente descaradamente como se tem visto e em nada acrescenta propostas ou soluções para os problemas do nosso Povo. O pouco que propõe é requentado de outros.

Por outro lado os pseúdo desafios lançados ao líder nacional do CDS, Paulo Portas que a imprensa escrita faz eco hoje são o exemplo mais recente do seu populismo. Acusar este de não cumprimentos de promessas feitas a Madeira, não são só ridículas como absurdas, visto que ele como todos nós, sabemos as circunstâncias em que o governo PSD/CDS governou e as razões que não permitiram concluir um processo bem encaminhado para a devolução do património, como do destaque de meios mais modernos para a Região. Ele sabe que este Governo não chegou ao fim por culpa do golpe palaciano perpetrado por Sampaio. Mas Isidoro não resistiu a fazer demagogia com mais este conjunto de mentiras. Mas importa lembrar também porque a memória não pode ser curta que ele foi um dos que na Madeira aplaudiu a queda prematura desse governo e agora pretende cobrar promessas?... Faça o favor!!!...

Mas este mar de contradições e de hipocrisias que é a política feita pelo João Isidoro, levam-me a perguntar-lhe como vai então resolver estes assuntos da Madeira na República? Ele acha mesmo que sozinho, sem nenhum grupo parlamentar pode de facto obrigar a um qualquer governo a fazer o que quer seja que ele queira?... Claro que não!... Ou será que depois estaria disponível para negociar a sua entrada no Grupo Parlamentar do PSD, tal como já aconteceu no passado em que o MPT teve um seu dirigente incluído neste Grupo Parlamentar?!!... Assim sendo, leva-me então a uma outra questão: Porque é que o MPT, que esteve incluído no Grupo Parlamentar do PSD como referi não mexeu uma palha para resolver estes problemas da Madeira? Que eu saiba nesse tempo não se ouviu falar de nenhuma iniciativa política do João, encaminhada para o seu deputado na República para a devolução da fortaleza do Pico, do Farol de S. Jorge, da aquisição das lanchas ou da substituição das fragatas, portanto nada fez! Só agora é que se lembra que estes problemas existem?... Chega mais uma vez tarde e mal… E já agora também não me lembro de ver o ex-deputado do MPT, Pedro Quartin Graça questionar ou manifestar-se contra os submarinos adquiridos pelo Estado Português!... Pelos visto tem mais sentido de estado que o João Isidoro…

Pois é!...

O moralista João Isidoro, que armado agora em puritano da política regional e de super-político que tudo diz agora poder resolver sozinho, esquece que para se criticar como ele critica se tem que ter moral para tal e acima de tudo coerência, que eu não lhe reconheço e acredito muita boa gente nesta terra também não lhe reconhece, tendo em conta os inúmeros casos políticos e não políticos que tem marcado a sua vida de carreirismo político.

Eu próprio como vereador em Câmara de Lobos tenho assistido a posicionamentos inacreditáveis do também vereador do MPT, João Isidoro, que tem sido não uma muleta do PSD, mas sim um 5º vereador desse Partido, tendo em conta o seu posicionamento político na defesa em momentos chave dos interesses e posições do PSD, mais uma vez em sentido contrário do que prometeu e defendeu na campanha eleitoral autárquica.

Para o demonstrar basta ver aquele que foi o posicionamento deste quando o PSD com ele aprovaram um perdão inexplicável a Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento de uma divida a CM no valor superior a 51.000€. Veja-se também aquele que foi o posicionamento mais recentes, em que este por exemplo apoiou e aprovou junto com o PSD, a “queima” de 25.000€ em fogo de artificio nas festas de verão do Concelho, quando Cª Lobos é um dos Concelhos do País e da Região que mais tempo demora a pagar aos seus fornecedores (222 dias em média) e quando por exemplo aprova sozinho com o PSD, obras que violam o Plano Director do Município, como aconteceu na passada Sexta-feira. Muitos mais exemplos haveriam para assinalar, mas o texto já vai longo e para já os exemplos apresentados são demonstrativos que tudo o que é apregoado pelo João Isidoro ele próprio não cumpre.

Em soma temos aqui mais um político que julga enganar toda a gente, mas pelos vistos o enganado é ele!...

Imagem: Google


terça-feira, 26 de abril de 2011

Não somos contra as Festas de Verão promovidas pelo Município, somos sim contra a “queima” de dinheiros públicos em tempo de crise!

Hoje na última reunião ordinária deste mês da CMCL, o executivo PSD levou a discussão e votação o projecto e o orçamento das Festas de Verão deste ano, que como é habitual e tradicional também organizam o desfile das Marchas Populares que habitualmente trazem muitos visitantes ao Concelho. De facto é das poucas actividades que trazem alguma vida ao comércio local que atravessa grandes dificuldades e que espera quase que ansiosamente por este tipo de iniciativas.

Como referi na discussão deste assunto, não somos contra estas festas muito pelo contrário! Elas são extremamente importantes para a dinamização da economia local, que embora avulso e sem estratégia estruturada de desenvolvimento turístico que poderia potenciar a economia de Cª Lobos, são importantes e devem continuar, mesmo em tempo de crise.

Porém importa organiza-las de forma criteriosa para que atingindo os objectivos propostos possam ser feitos com racionalização de recursos financeiros que em tempos como aqueles que correm de crise, não sejam considerados esbanjadores e sim adequados.

Foi isso que propus quando sugeri que se retirassem as verbas previstas para a queima de fogo-de-artifício previsto no orçamento destas festas. Pareceu-me lógico tendo em conta as dificuldades de tesouraria que se conhecem da Câmara e tendo em conta que os 25.000€ previstos poderiam e deveriam ser aplicados na resolução de outros problemas do Município, que continuam adiados por falta de verbas.

Lamentavelmente o corte que propus de 32% que é para queimar, num orçamento para as festas de 77.392€, não foi aceite pela maioria PSD/MPT, porque entendem que muitos deslocam-se a estas festas para ver o fogo de artifício(?)… Confesso-me perplexo perante está justificação, porque sempre achei que o ponto forte destas festas eram e são as Marchas Populares, que movimentam muitos Câmara-lobenses desde a organização até a realização e essa sim de facto deve manter-se, mesmo aumentando os custos como está prevista. No meu ver o fogo em tempos de crise é dispensável e pode esperar por anos melhores.

Por isso e embora reconheça a importância das festas de verão, as quais sou a favor da sua concretização, não posso votar favoravelmente o seu orçamento, pelos argumentos já referidos.

Assim sendo o orçamento destas festas foi aprovado com os votos favoráveis do PSD e do MPT, abstenção do PS e o voto contra do CDS.

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PS: Importa aqui registar a demagogia e a contradição no discurso do Vereador do MPT, João Isidoro, que nas últimas semanas tem vindo a público dizer que a situação do País se deve a erros de governação do PS, do PSD e inclusive do CDS, apresentando-se como o fez nas eleições Autárquicas de 2009 como uma voz diferente que iria /irá(?) defender os interesses dos cidadãos de forma diferente daquelas que os outros partidos actualmente fazem. No meu ver e tendo em conta a prática corrente neste mandato autárquico, não é isso que tem acontecido e em momentos chave onde poderia de facto marcar a diferença, este Vereador não o fez, votando ao lado do PSD, e onde o CDS foi de posição contrária e coerente com aquilo que defendeu na campanha eleitoral (basta ver as actas para confirmar isto). Por isso, em Câmara de Lobos assistimos na prática a uma convergência entre o MPT e o PSD, que o torna também responsável por está que para nós é uma má governação autárquica que é demonstrativa também da contradição num discurso que julgo já não enganará mais ninguém, pelo menos dos mais atentos!...

Fotografia: DN-Madeira

quinta-feira, 10 de março de 2011

Governo Regional abandona projecto de arranjo urbanístico da Baía de Câmara de Lobos

É já oficial o abandono do projecto anunciado a uns anos atrás como o mais importante para reestruturar a malha urbana do Centro da Cidade de Câmara de Lobos, conhecido como “Projecto de arranjo urbanístico da Baía de Câmara de Lobos”.


Como se sabe esta intervenção foi entregue ao Arq. Paulo David, que projectou um conjunto de equipamentos públicos junto as instalações da antiga serragem (agora actualmente a funcionar como parque de estacionamento descoberto) e o conjunto edificado adjacente, onde seria construído um anfiteatro, um parque de estacionamento subterrâneo, vários edifícios para equipamentos públicos e o prolongamento do Caminho Marítimo da Trincheira, que ligaria a Promenade da Praia Formosa, as Salinas e a Baía de Câmara de Lobos.

Esta intervenção foi já considerada pelo Governo Regional através da própria Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento (SMD), como extremamente importante para dotar de qualidade, espaços que são importantes para dar a Câmara de Lobos condições de atractividade turística que ainda não possuí que potenciem o comércio e o turismo na baixa câmara-lobense.

Lamentavelmente, Câmara de Lobos perde mais uma vez, uma oportunidade de dar o salto qualitativo que tanto necessita para se afirmar no mercado do turismo regional ao ver abandonado este projecto, que pelos visto teve a anuência da Câmara Municipal, que mais uma vez é passiva perante o recuo do Governo Regional nas promessas que deixam mais uma vez de ser cumpridas para este Concelho.

Estamos perante mais uma promessa que vai ficar por cumprir, estamos também perante mais um bom projecto que custou dinheiro do erário público e que é mais um a ser pura e simplesmente deitado fora,  para não falar dos custos com expropriações, sendo que lamentavelmente o dinheiro que seria necessário para fazer esta importante obra pelos vistos vai ser mal gasto, numa outra intervenção essa sim desastrosa para Câmara de Lobos, que é a construção do Porto de Pesca na pitoresca Baía, que a própria intervenção abandonada da SMD salvaguardava, o que é uma verdadeira pena…
Ficam aqui algumas imagens do projecto da autoria do Arq. Paulo David, publicado na revista 2G, que lhe dedicou um número, apresentando várias das suas obras, onde se inclui esta.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Arlindo Gomes tenta subtilmente demarcar-se de Santos Costa relativamente a intervenção na Baía de Cª Lobos

Hoje Também pelo DN-Madeira é possível saber que o Presidente da Autarquia Câmara-lobense, Arlindo Gomes, está incomodado com a intervenção que o Governo Regional pretende concretizar na Baía de Câmara de Lobos, lembrando que já tentou sensibilizar os mesmos para que a intervenção que se venha a fazer «tenha em atenção “as características naturais” daquela baía».

Destas palavras consegue-se perceber que mais uma vez o executivo de Arlindo Gomes foi novamente ultrapassado e que na prática não é tido em conta como aconteceu em outras situações para as decisões que o Governo Regional toma (veja-se o que aconteceu também com a adquisição e instalação do Centro de Saúde e Lar de Idosos de Cª Lobos), mostrando para além do desconforto com mais este facto, a sua desconfiança de que a promessa feita a cerca de duas décadas de se fazer um verdadeiro Porto de Pesca no Concelho, vai ficar pelo caminho.

A isto apenas referir, que não foi esta de forma alguma a promessa feita aos pescadores Madeirenses e em particular aos de Cª Lobos, pelo que vamos assistir a mais uma fraude eleitoral, tendo em conta que o “grande porto de pesca” vai transformar-se numa espécie de cais de acostagem de embarcações de recreio ou mini-marina, de utilidade ainda por se descobrir, não passando de mais um “remendo” para contentar os mais distraídos, colocando com está intervenção avulsa em causa uma Baía única e todos os ganhos turísticos que dela se poderiam obter.

Em soma com este PSD, Câmara de Lobos e a Região perdem duplamente, pois corre o risco forte de ficar sem o Porto de Pesca prometido e sem a sua pitoresca Baía…

Pela minha parte continuarei a defender a preservação da Baía com todos os meios ao meu alcance e a promoção do debate público que se impõe, para que se encontre uma localização que permita a viabilização do Porto de Pesca desejado e prometido, sem que se comprometa o futuro de Cª Lobos.

Podem contar com isso!...



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Para aqueles que como eu entendem que é necessário parar e repensar todo este processo fica aqui o link para que assinem a Petição que está em curso para se preservar a pitoresca Baía de Câmara de Lobos.

João Isidoro defende opção Socorridos que o CDS pretende ver também debatida para a localização do Porto de Pesca de Cª Lobos

Fico satisfeito por ver que aos poucos e poucos, dos diferentes quadrantes políticos vamos assistindo a um confluir de posições em torno de uma solução que permita preservar a pitoresca Baía de Câmara de Lobos e que ao mesmo tempo permita que Cª Lobos possa ter o Porto de Pesca de importância regional que a cerca de duas décadas espera.
Digo isto, porque li a notícia de hoje do DN-Madeira em que o líder do MPT-Madeira, João Isidoro, vem a defender o que nós já defendemos, que é a concretização do Porto de Pesca junto das actuais instalações do estaleiro naval da Foz dos Socorridos e mostrar o seu desagrado pela intenção do Governo Regional em construir o dito Porto de Pesca na Baía de Câmara de Lobos.
Nós tal como ele vem defender agora, já conhecíamos o que os pescadores pensam sobre este assunto e já o tínhamos dito na passada Sexta-feira em conferência de imprensa. De facto o grosso dos pescadores e armadores não querem o Porto de Pesca no centro da cidade, que para além de estragar a Baía, teria vários constrangimentos de índole funcional e de acessos que prejudicariam o normal funcionamento do porto e condicionariam também o centro, aumento desnecessariamente o tráfego e a poluição que em nada seria bom ao futuro de um centro que precisa de equipamentos que tragam visitantes e alavanquem uma economia moribunda.
De facto os Socorridos estão próximo ao Parque empresarial e o acesso ao nó da via rápida de Santa Rita, o que tornam esta opção a partida a mais apropriada.
Mas mesmo assim entendo que não se deve fechar a porta a outras localizações e claro defendemos que se estude está hipótese. É bom que se debata este assunto de forma mais abrangente e que se façam os necessários estudos.
Pelos vistos a petição que lançamos, sem ter já recolhido as assinaturas que desejamos para obrigar o Governo a debater este assunto, começa claramente a obrigar aos vários agentes políticos a discutirem e darem importância ao assunto, o que de longe já é uma vitoria dos Câmara-lobenses e demais Madeirenses que querem um debate alargado sobre esta matéria.
De qualquer forma fica aqui o desafio e o convite ao Líder do MPT-Madeira, que faça como o líder nacional do seu Partido, que assine e divulgue a petição que temos vindo a defender, para que de forma mais célere se obrigue ao Governo Regional a inflectir a sua posição, no sentido de se encontrar uma melhor localização para uma promessa que pelos vistos corre o risco de não ser cumprida, tendo em conta outros sinais vindos do PSD.
Fica aqui o desafio ao João Isidoro e veremos que mais apoios de vulto deverão surgir nos próximos dias, a preservação da Baía de Câmara de Lobos…

Foto: Google

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Registo com agrado que o Sr. João Isidoro, tenha assinado a petição, tal como outros militantes do MPT-Madeira. É de facto importante uma união de esforços para evitar que a Baía de Cª Lobos seja descaracterizada e que os pescadores tenham o porto que lhes foi prometido... 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Texto da Petição a favor da preservação da pitoresca Baia de Câmara de Lobos

Recentemente o Governo Regional da Madeira, após ter apontado duas anteriores localizações para a velha promessa de se construir um grande Porto de Pesca de dimensão Regional em Câmara de Lobos, veio a público assinalar uma terceira localização para esta infra-estrutura portuária, sendo que desta vez decidiram-se pela Baía de Câmara de Lobos.

Lamentavelmente está nova localização, não foi baseada em estudos e muito menos debatendo com a sociedade civil e forças políticas a sua escolha. O programa que serviria de base ao projecto também foi substancialmente abandonado, sendo que com isto também abandona-se uma importante oportunidade de potenciação da economia local, visto que a proposta abandonada no Serrado do Mar, tal como a anterior na foz dos Socorridos, previa a transferência do entreposto frigorífico, a lota e a Direcção Regional de Pescas, actualmente concentrados no Porto do Funchal, que seriam importantes para dar um novo fôlego a economia de Câmara de Lobos.

Para além de não se saber ao certo o que afinal se pretende instalar na Baía de Câmara de Lobos com esta intervenção, que corre o risco de não passar de mais um cais de acostagem esporádica de embarcações sejam elas de pesca ou de recreio como tantas outras que existem por toda a Madeira, Câmara de Lobos pode perder aquele que é seu principal cartaz turístico.

Tendo em conta o passado recente na Região com obras desta natureza e o impacto negativo que estas deixaram não só em termos turísticos como também ambientais, não podemos deixar de estar desconfiados que está nova localização, pode pelas circunstâncias em que surge, a véspera de Eleições Regionais, ser extremamente negativa e com fortes repercussões na economia futura do Concelho, não acrescentando nada de positivo para o seu futuro.

Assim sendo, os subscritores desta petição são contra qualquer obra que sem estudos ou projecto conhecido ou debatido seja lançada junto da Baía de Câmara de Lobos, pois ela pela sua importância, não pode ficar descaracterizada e irremediavelmente perdida, apelando ao Governo Regional que pare, estude e consulte a sociedade civil, no sentido de ser encontrada uma melhor localização para o Porto, que se quer acima de tudo de pesca, com todas as infra-estruturas que por força das circunstâncias actuais deverão sair do Porto do Funchal, mesmo que para tal tendo em conta a actual realidade do sector sejam mais modestas.

Os proponentes da Petição

Roberto Rodrigues - Primeiro peticionário
 
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Assine aqui a petição e divulgue, Câmara de Lobos agradece!...
 
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Quero também agradecer aos Administradores do Portal "VIVA MADEIRA" pela colaboração e apoio dado no lançamento desta Petição. Muito obrigado!...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Jornal da Madeira quer saber porque votamos contra o Voto de bajulação do PSD na última AMCL?... Cá vai a resposta...

Hoje o Jornal da Madeira através do seu Cartoon, levanta dúvidas sobre o porque do nosso voto contra a bajulação proposta pelo PSD através de um voto de congratulação manhoso, que pretendia acima de tudo branquear um negócio pouco claro que vai fazer gastar ao erário público 14 Milhões de Euros num edifício para ser adaptado em Centro de Saúde e Lar de Terceira Idade, sendo este último num 4º Piso, por parte do Governo Regional.

Acho que é rídicula a questão, sendo que seria mais interessante saber o que pensa o Presidente da Câmara, Arlindo Gomes, sobre isto. Pois se bem me lembro já por duas vezes ele próprio já mostrou o seu desagrado com esta escolha do seu Partido nas reuniões de Câmara e pelos vistos o Jornal da Madeira, que está sempre pronto para fazer peças ditas "jornalísticas" quase que diárias sobre o que pensa e faz este senhor ainda não tenha vindo a público nós dar conta deste seu particular desagrado... Curioso não é?!!...

Mas sem querer dar mais importância a um cartoon rasca, que habitualmente só serve para mostrar o quanto estão incomodados no PSD com a acção de certos Partidos, apenas dizer também que antes da peça do DN-Ma ter vindo a público eu aqui neste meu blog, já tinha feito referência ao nosso posicionamento sobre está matéria, lamentando também que a restante oposição se tenha deixado enrolar por está bajulação bacoca do PSD... É isso que nós diferência deles, não jogamos com tactissismos rídiculos que no fim de contas não servem para nada.

Fica aqui mais uma vez para os menos esclarecidos e para os esquecidos do JM, o que nos levou a votar contra o Voto de Congratulação do PSD, na última AMCL de 10 de Fevereiro.

E já agora fica aqui também a peça do DN-Madeira, que mostra também o incomodo que o voto favorável de certos Partidos provocou nas suas estruturas internas...




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Câmara de Lobos facilita o que??!... Ilegalidades!...

Hoje o Jornal da Madeira publica uma notícia que se o assunto não fosse verdadeiramente sério, era de rir as gargalhadas.
Digo isto porque o seu conteúdo é no mínimo uma aldrabice e claro está, cheia de um sem número de inverdades, para ser verdadeiramente brando nas palavras.
Primeiro, porque não se facilitou coisa nenhuma, APENAS INCLUÍU-SE no Regulamento aprovado obras e formalismos previstos no Regime Jurídico da Edificação e Urbanização (RJUE), de forma a compatibilizar o regulamento e o Regime Jurídico que lhe dá suporte. Nada mais!...
Segundo, porque não existem borlas ou reduções decorrentes destas obras de escaca relevância que NUNCA seriam taxadas (alpendres, muros, telhados, etc…). É mais uma fraude, que merece título garrafal numa primeira página, que lamentavelmente ninguém se deu a maçada de verificar. Pena!...
O que este regulamento tem são ILEGALIDADES que podem a qualquer momento tornar nulo este regulamento municipal, bastando um Munícipe lesado pedir a sua nulidade nas instâncias judiciais. Veja-se por exemplo o caso dos afastamentos legais que passam a ser pura e simplesmente desrespeitados através da aceitação de “Anuências” (que carecem de valor jurídico) pelo novo regulamento, violando o próprio RJUE, o Regulamento Geral de Edificações Urbanas (RGEU) e até o Plano Director Municipal (PDM) de Cª Lobos. Legislação que está toda ela acima deste regulamento e que não podia de forma alguma ser ultrapassada como foi.
A par destas ilegalidades, o novo regulamento vai permitir a construção sem nenhum tipo de controlo de uma série de construções que podem de forma descontrolada aparecer na paisagem, sem que se tenham em conta a integração exterior e a linguagem arquitectónica adequada, o que pode nestes casos por em causa as belezas das paisagens deste Concelho e a harmonização de todo o conjunto edificado existente, com as implicações económicas inerentes. Isto porque se permite a partir de agora sem necessidade de apresentação de projectos ou de um pedido de autorização / licenciamento, obras de construção de garagens, estufas, arrecadações de apoio agrícola, pecuário, silvícola e piscícola até 30m2, que associado a dispensa do não cumprimento de afastamentos, torna o Concelho ainda mais descontrolado do que já é…
Isto poderá (tenho a certeza) agravar o clima de impunidade hoje existente e vai também provocar muitos mais diferendos entre vizinhos, tendo em conta que teremos “Zero” controlo as obras particulares de menor escala.
Sobre as taxas, importa também desmontar uma falsidade referida implicitamente na notícia. Câmara de Lobos não tem taxas baixas e muito menos “borlas”… Tem sim taxas elevadas nesta área do urbanismo, conseguindo ser das mais altas se comparadas com o Funchal ou Machico, por exemplo.

Um munícipe se quiser entregar hoje um projecto de uma moradia terá que pagar a cabeça, taxas de apreciação do processo que em regra poderá custar cerca de 200 Euros, valor muito acima do que praticado actualmente por Machico, Ponta do Sol e se comparado com o Funchal, onde não se paga ainda esta taxa, isto para não falar das outras taxas posteriores para obtenção do Alvar de Construção e para a Licença de Habitabilidade, que também são muito elevadas, comparadas com os municípios acima referidos, daí se perceber o caro que é construir em Câmara de Lobos.
Nós (CDS), também nesta matéria a cerca de uma semana atrás levamos este assunto a discussão a CM e propusemos um abaixamento geral destas taxas em 10%, que embora recolhesse o apoio do PS e do MPT, foi chumbada pelo PSD, por este entender que neste momento o Município tinha de travar “o excesso” de construção existente (?) Veja-se lá esta contradição, quando em tudo o lado se sabe existe retracção no mercado da C. Civil… Incrível, não é?!!...
Pena é que a notícia não refira também os já crónicos problemas verificados com o andamento dos processos de obras particulares no Município, que demoram muito mais do que seria de esperar, levando ao desespero muita gente, que quer apenas construir a sua casa… Se há celeridade, essa pelos vistos não é para todos lamentavelmente!...
Preocupa-nos também é que a notícia nada diga sobre a revisão do PDM de Cª Lobos, que não há maneira de andar. Pelos vistos nem o JM consegue tirar essa informação do Arlindo Gomes!... Pena porque o desenvolvimento do concelho fica em “banho-maria” por mais uns tempos…

Por isso minha gente, toca abrir o olho, porque está é mais uma notícia enganosa, que apenas serve para desviar as atenções e abafar o trabalho, neste caso do CDS, que tem também nesta área feito o seu trabalho e que pelos vistos está a incomodar mais uma vez, a maioria.