
«Naturalmente estamos satisfeitos face à decisão [do Presidente da República], decisão em prol de uma maior participação», afirmou o dirigente democrata-cristão, em declarações aos jornalistas no Parlamento.
Filipe Lobo d´Ávila disse que o CDS-PP «já tinha alertado para os riscos da aplicação» do voto presencial para os emigrantes e sublinhou que a medida «vinha em contra-ciclo».
«Numa altura em que se reformula a rede, fechando consulados, não se entende que se imponham condicionantes à participação«, afirmou.
O Presidente da República, Cavaco Silva, vetou hoje a alteração à Lei Eleitoral para a Assembleia da República que punha fim ao voto por correspondência dos emigrantes, argumentando que a proposta iria promover a abstenção eleitoral.
Cavaco Silva alertou, em comunicado, que »é forçoso concluir« que a dimensão da rede consular é incapaz de garantir as necessidades das comunidades se fosse aprovado o voto presencial.
O Presidente da República acrescentou que apesar de o diploma prever que o voto se possa realizar noutros locais que não os postos e secções consulares, »têm sido recebidas informações oficiais« de que em alguns países as autoridades não permitem o voto fora das instalações oficiais portuguesas.
Diário Digital / Lusa
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