
O investimento e o consumo estão em queda, as exportações descem e o desemprego ameaça milhares. A pobreza aumenta e o sistema financeiro exige cuidados. Mas o País vai debater vestidos de noivo e certidões matrimoniais, opções sexuais e evolução da família. Isto é o que se chama liderança segura para lidar com a crise?
Do ponto de vista do interesse nacional a decisão roça a irresponsabilidade criminosa. Considerada a partir do mesquinho propósito partidário tem justificação clara. Além de agradar à Esquerda e polir os emblemas ideológicos, cria a diversão ideal em ano de eleições. A evidente falta de reformas estruturais e a fragilidade dos equilíbrios económicos perante a crise internacional constituem sérios perigos eleitorais. Nada melhor que um debate sobre problemas fundamentais para os esconder. Quanto mais se discutirem valores e princípios básicos mais se esquecem as dificuldades económicas e menos se censura o Governo pelo desemprego e as falências.
A manobra cheira a desespero. Sócrates, como Guterres, parecia destinado a uma vitória no fim do primeiro mandato, para fugir depois perante a evidente incapacidade de controlar a situação. Agora até isso se mostra difícil.
João César das Neves
DESTAK - 19 / 02 / 2009
2 comentários:
Caro Roberto,
Não sei se é diversão, o estado continuar a alimentar e a legitimar o preconceito contra uma minoria dos seus cidadãos. Ao negar o direito ao casamento, o Estado está apenas a perpetuar esse preconceito.
Visto deste prisma, creio que não lhe chamaria diversão.
Abraço
Caro Il Messaggero,
Neste momento julgo que este tema deverá esperar, temos de ter prioridades!
Por outro lado, acho que estas pessoas podem e tem o direito de viverem juntas, agora isso ter de ser necessariamente um casamento, julgo que será excessivo.
Casamento é uma coisa que deve ser respeitada e preservada, a união homosexual deve ser reconhecida, concordo, mas tratada de forma diferente, porque na pratica é uma união diferente. Não coloquemos em patamares iguais o que é diferente.
Abraço
RR
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