
“Sou contra a eutanásia, o encarniçamento terapêutico e totalmente a favor dos cuidados paliativos”, disse Paulo Portas, no final de uma visita à unidade de cuidados paliativos do Hospital da Luz, em Lisboa.
“Faz-me impressão que o país mergulhe numa discussão sobre a eutanásia sem saber que há formas civilizadas de reduzir a dor”, disse, aceitando no entanto discutir o testamento vital mas “sem pressas”. A proposta de lei sobre o testamento vital foi aprovada na generalidade no Parlamento, mas com o voto contra do CDS.
Durante a visita, a directora do serviço, Isabel Neto, e também presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos explicou que a resposta às necessidades de cuidados paliativos a nível nacional é ainda fraca no público e no privado: das 1000 camas necessárias só há 100 disponíveis, em 100 equipas de apoio domiciliário só existem três.
Confrontada com esta realidade, Isabel Neto diz ver a situação “com preocupação: “Se esta área é dita como prioritária, os investimentos têm que ser consonantes”.
Fonte: Público
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