domingo, 25 de março de 2007

As divisões internas por causa das Eleições Regionais

Nos últimos dias tem-se verificado em diversos Partidos divisões, fracturas e afastamentos de figuras, algumas de refêrencia por causa de lugares nas listas a apresentar ao eleitorado, com vista as eleições de 6 de maio.

É de assinalar por exemplo o que acontece no PS-Câmara de Lobos em que Amândio Silva diz ter sido tratado como um "palhaço":


A notícia do DN-Madeira diz assim:


"...Amândio Silva tomou posse como presidente da Comissão Política da concelhia socialista de Câmara de Lobos há um mês. Esta semana vai-se demitir. A mesma atitude vai tomar José Sidónio Silva relativamente à presidência da Mesa da Assembleia de Militantes. Ambas as demissões são consequência directa da decisão de Jacinto Serão quanto aos nomes de Câmara de Lobos para integrarem a lista de candidatos a deputados.Amândio Silva explica que Serrão lhe pediu que indicasse um nome a constar em lugar elegível. O presidente da concelhia reuniu a Comissão Política para esse processo. Aquele órgão terá deixado a decisão para Amândio Silva. O nome escolhido foi José Sidónio Silva...

...Segundo o presidente da concelhia, Serrão contactou-o anteontem informando que o escolhido seria Nilson Jardim (vereador do PS). Mesmo desagradado, Amândio Silva prometeu apoio e ficou de indicar um nome por cada freguesia para lista (lugares não elegíveis). Só que, dez minutos depois do telefonema, ficou a saber, ao que afirma, que Nilson Jardim e Renato Azevedo solicitaram declarações na Junta de Freguesia (para ambos e para Maria do Carmo Teixeira), para poderem integrar a lista.Amândio diz ter imediatamente contactado Serrão, que lhe terá firmado nada saber. Quando muito a responsabilidade seria de outro membro da Direcção. O presidente da concelhia diz: "Fui traído, fui chamado palhaço autêntico". E acrescenta que a traição veio também de pessoas que integram o 'seu' Secretariado e a 'sua' Comissão Política. Amândio Silva não esconde que também gostaria de constar na lista, pois considera que o seu currículo e experiência política justificariam a candidatura.O ainda presidente da concelhia vai também ponderar se continua ou não no PS. Nessa ponderação vai pesar o facto de haver no partido, contra si, "uma autêntica perseguição". Amândio Silva justifica-o com factos relacionados com as candidaturas de 2000 e 2004."


No Bloco de Esquerda (B.E.), a situação não é melhor. Violante Matos também mostra a sua insatisfacção pelas opções tomadas pelo Partido, não só sobre a estrategia política a seguir, mas também aos lugares na lista.


Veja-se o artigo de hoje do DN-Madeira:


"...Estratégia errada e castigo pessoal. Duas coisas que Violante Matos não pode aceitar no BE e que estiveram na génese do seu afastamento da lista de candidatos do partido...

...O mesmo aconteceu com a posição que defendeu relativamente à lista. Violante Matos sugeriu que , para dar "sinais de mudança" e de "renovação" os terceiro e quarto candidatos, de 2004, agora fossem primeiro e segundo. Os primeiro e segundo de então, agora seriam terceiro e quarto. Na pratica a lista seria: Guida Vieira; Roberto Almada; Paulo Martins e Violante Matos. Em 2004 foi: Paulo Martins; Violante Matos; Guida Vieira e Roberto Almada...

... A ex-deputada diz que esta foi a primeira grande divergência política, ou... "se calhar até são mais antigas que isso". A leitura de Violante Matos é simples: "Quiseram usar-me para ilustrar o que foi a tentativa de mudança da UDP para o Bloco, em 2004. E agora descartam-me". A ainda dirigente do BE garante que não está em causa "um problema pessoal, mas político... há também um problema de ética". Violante acredita que "a Madeira tem de ter um BE, mas não é por este caminho". Por isso e pelas divergência referidas, não participará na campanha eleitoral. "Não sou oportunista." E, fundamentada no que leu na imprensa, remata: "Provavelmente também o BE não está interessado em que eu participe"..."


Agora veremos, o que isto pode mudar não só na vida interna destes Partidos e as suas implicações eleitorais. Quantos votos perdem ou ganham.


E também saber se no caso do PS-Câmara de Lobos as transferências de militantes para o MPT irão continuar ou não e se no caso da Violante (BE) se esta volta a reunir-se com os seus ex-colegas do PS, também agora candidatos pelo MPT.


Vamos ver!

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